quinta-feira, 20 de junho de 2013

Para entender as manifestações: Dicionário de Alternativas - Utopismo e Organização

Dicionário de Alternativas - Utopismo e Organização

Os autores Martin Parker, Valérie Fournier e Patrick Reedy reúnem mais de trezentos verbetes que abordam da América aos zapatistas, da Arcádia de Virgílio a Walden de Thoreau, num fascinante modo de ver a história e a realidade das ideias e organizações alternativas.

Muitas vezes é dito para pessoas leigas que os problemas de organização já estão resolvidos ou que elas não precisam se preocupar, pois não há alternativas.

Este dicionário é para quem discorda dessa afirmação. Com centenas de entradas que versam sobre utopias ficcionais – como Viagens de Gulliver e Robinson Crusoe –, teorias políticas – democracia, marxismo, anarquismo, socialismo, feminismo, Fourier, Saint Simon – e movimentos sociais – ambientalismo, anticapitalismo –, este livro nos dá uma visão rica e criativa da sociedade, com todas as suas diversidades, de hoje e do passado, como afirmam os autores:

“Juntos, os verbetes deste dicionário são um testemunho da ampla série de possibilidades de nos organizarmos; eles demonstram que ao longo da história as pessoas tiveram coragem e imaginação para acreditar que é possível um mundo melhor. É uma tentativa mais ampla de mostrar a enorme diversidade de modos em que a organização humana pode ser imaginada.”

As alternativas aqui apresentadas formam um quadro rico em que a ficção, a história e a política atual oferecem um modo alternativo de pensar sobre como nos organizamos no início do século XXI.

Assim, talvez este dicionário seja classificado com mais propriedade como um livro de consulta ou um almanaque de possibilidades. Está organizado como um dicionário para que as entradas estejam em ordem alfabética – com REFERÊNCIAS CRUZADAS EM LETRAS MAIÚSCULAS para todo o labirinto de verbetes.

“Abra o livro aleatoriamente e depois siga em frente. Esperamos que lê-lo seja tão interessante para você quanto para nós foi escrevê-lo”.

SOBRE OS AUTORES

 MARTIN PARKER é professor de Organização e Cultura no Centro de

Administração da Universidade de Leicester.

 VALÉRIE FOURNIER é conferencista sênior da Organização de Estudos do Centro de Administração da Universidade de Leicester.

 PATRICK REEDY faz conferências na Escola de Administração da Universidade de Newcastle upon Tyne.

Dados técnicos:

Título: Dicionário de Alternativas: Utopismo e Organização

Autor: Martin Parker, Valérie Fournier, Patrick Reedy

Editora: Octavo

Tradução: Cristina Cupertino

Formato: 23cm x 16 cm

Nº de páginas: 400

ISBN: 978-85-63739-10-0

Edição: 1ª

Preço: R$ 76,00



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Lançamento No Caminho das Águas


No Caminho das Águas

Fundação Cargill, com apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal, lança livro que narra o papel dos rios para a difusão da cultura, tradições, culinária e costumes do Brasil

Uma iniciativa da Fundação Cargill, com apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, No Caminho das Águas faz um retorno à história para contar como os rios brasileiros testemunharam a expansão do país, servindo de fonte de alimentação, de pesca, de rota de transporte e, pela força de suas águas, para o funcionamento dos moinhos.

A obra tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e a promoção da tecnologia e dos estudos científicos relacionados à agricultura, agropecuária e a expansão das atividades socioambientais, como afirma Valéria Militelli, Presidente da Fundação Cargill: “No Caminho das Águas é uma publicação especial e apresenta o resultado de alguns anos de pesquisa, trazendo belíssimas imagens e as histórias de como os rios foram importantes para a difusão da cultura brasileira, levando ao conhecimento dos leitores nossos costumes, culinária e tradições. Além disso, marca o início das comemorações de 40 anos da Fundação Cargill”.
Um país de muitas águas, o Brasil é relatado neste livro com fotos, textos e referências de artistas como Araquém Alcântara, Alberto deC. Alves, Iatã Cannabrava, Peter Milko, o estilista Ronaldo Fraga, o cantor Geraldo Azevedo, a chef Ana Luiza Trajano, o escritor Milton Hatoum, entre outros.
De forma poética as imagens são intercaladas com textos que fluem com leveza. A fauna e a flora, a geografia e a convivência humana fazem do nosso território um lugar muito rico em costumes, artes e gastronomia, como conta a chef Ana Luiza Trajano, que realiza desde 2003 expedições culinárias por todas as regiões do país para pesquisar novos ingredientes e receitas para ampliar e renovar o cardápio do seu restaurante: “As celebrações às margens dos rios são sempre emocionantes. Grande parte delas envolve o alimentar-se, como no ritual da Piracaia, que ocorre perto de Santarém, no Pará. O cerimonial é basicamente composto por comer e conversar ao redor da fogueira”. E ela completa: “Em muitas regiões do Brasil, o rio é o playground da criança ribeirinha”.
No texto é possível saber sobre como é a vida ao redor da água, a biodiversidade, a pluralidade gastronômica, os mananciais, as lendas em torno dos rios, as festas folclóricas, a linguística dos povos que estão ao seu entorno e a distribuição geográfica. O músico pernambucano Geraldo Azevedo, que garante ter “pescado” nos rios muitos temas para suas músicas, conta sobre o rio São Francisco e sua influência: “A grandiosidade e a beleza do Velho Chico sempre foram uma inspiração enorme para o meu trabalho. A generosidade dele também. O Chico só nos oferta coisas boas: peixes, água para irrigarmos nossas plantações  e  memórias. Vejo o rio como um organismo vivo, mutante, características que só trazem mais estímulo para minha música. Sempre que volto à minha terra, Petrolina, faço questão de contemplar suas águas”.

Sobre a Fundação Cargill
No ano de comemoração de 40 anos, a Fundação Cargill tem sido um agente transformador nas localidades e causas em que atua. Seu foco de atuação está voltado à promoção da alimentação saudável, segura, sustentável e acessível, com iniciativas que vão desde o campo até o consumidor final.
Caso tenha interesse pela publicação, entre em contato com fundacao_cargill@cargill.com – edição limitada.


Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de imprensa
11 3070-3336
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Cargill: Informações para a Imprensa

Vinícius Oliveira
Tel: (11) 5099-3446

Bárbara Amorim
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Imagens do livro No Caminho das Águas

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Foto Araquém Alcântara





sexta-feira, 12 de abril de 2013

Lançamento A história da Filosofia

O livro A história da filosofia descreve a filosofia com uma busca apaixonada, estimulante, do conhecimento humano que não pode ser reduzida a categorias secas ou definições simples. Amplamente ilustrado, os textos seguem uma história com desvios de trama, um assassinato, descobertas acidentais, casos de amor desastrosos, gênios, idiotas, padres e vagabundos.

No centro de tudo estão as ideias e obsessões que cativaram desde o início os grandes pensadores. Este livro nos põe cara a cara com os filósofos mais importantes da história ocidental, com casos instigantes e detalhes fascinantes. Tudo começa com os gregos antigos - Sócrates, Platão e Aristóteles, grandes pensadores que até hoje estabelecem a pauta filosófica.

Em seguida vêm os filósofos romanos - escravos e imperadores que encontravam consolo nos pensamentos profundos sobre a vida e a morte - e depois os pensadores religiosos da Idade Média. As origens da ciência, da política e da moralidade modernas são examinadas, junto com teorias do conhecimento, da lógica, da mente e da matéria.

No caminho você descobrirá o demônio mau de Descartes, Locke nos limites do conhecimento, Rousseau e Hobbes tratando da natureza humana, o ceticismo de Hume, Kant falando sobre dever, o Super-homem de Nietzsche, Marx e a luta de classes, a lógica de Russell, Wittgenstein falando de significado, Sartre tratando da má-fé, a opinião de Foucault sobre o poder, e muito mais.


Dados técnicos:
A história da Filosofia
Autores: James Garvey/Jeremy Stangroom
ISBN-13: 9788563739476
Idioma: português
Encadernação: Encadernado
Dimensão: 25 x 19 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 384

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quarta-feira, 27 de março de 2013

Beijos dados e não roubados Editora Octavo

Um livro delicado, com imagens fantásticas que se misturam com textos que vão de poesias a prosas, de receitas a legendas descoladas.  Feito para quem é adorador de qualidade gráfica é um livro que atinge muito mais que o universo infanto-juvenil, ao que inicialmente se pretende com as ilustrações de Roger Olmos e textos de David Aceituno.

Os beijos neste livro vêm de diferentes formas e inúmeras explicações. Vem de uma máquina, do beijo de pirata, dos crocodilos, o beijo termômetro, beijo made in Fada, dos proibidos (de Guinervver e Lancelote (do ponto de vista do rei Artur), o beijo da tia Emília, que segundo uma pesquisa muito séria, garante que 97% dos sobrinhos entrevistados que seus beijos não são uma sensação agradável, que segundo os especialistas é um beijo em risco de extinção, por isso não há com que se preocupar!

“Ela não sabe que um beijo pode mudar tudo, transformar um sapo se não em um príncipe, ao menos em um sapo melhor. Ela sonha com o príncipe encantado porque sonhar é tão característico de princesas como ser encantado é típico de príncipes. Segura o sapo com delicadeza nas mãos em concha, como se segura um livro repleto de histórias de amor. Está ao mesmo tempo nervosa feliz e assustada. Como será a sua história de amor? Será que os protagonistas não são sempre os beijos e os príncipes e princesas personagens secundários? Ela está a ponto de confirmar isso. Suspira, semicerra os olhos e se deixa levar.”

Vídeo da ilustração da capa: http://www.youtube.com/watch?v=9AukUqskTHQ
Para conhecer outros títulos: www.octavo.com.br

Título: BEIJOS DADOS E NÃO DADOS
Autores: Roger Olmos e David Aceituno
Título original: Besos que fueron y no fueron
Tradução: Bárbara Guimarães Arányi
Assunto: Contos
ISBN: 9788563739452
Número de páginas: 84
Formato: 30 cm X 27 cm
Encadernação: capa dura/encadernado
Edição: 1ª
Preço: R$ 49,90

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terça-feira, 26 de março de 2013

A Câmera de Pandora - A fotografia depois da fotografia

O fotógrafo Joan Fontcuberta, ganha o Prêmio Internacional de Fotografia da Fundação Hasselblad  (Suécia)  em março de 2013,  pelo reconhecimento de sua carreira, lança o seu segundo livro pela GG Brasil, A Câmera de Pandora, em que escreve de forma simples, cativante e amigável sobre a tecnologia digital e das funções deslocadas essenciais da fotografia.


Diante do desconcerto ou da cegueira, Joan Fontcuberta, esmiúça o que sobra da criatividade fotográfica: os restos da autenticidade, os restos do documentário, os restos de alguns valores que fizeram com que a fotografia moldasse o olhar moderno e contribuísse para a nossa felicidade. Fiel ao princípio de que uma fotografia vale mais do que mil mentiras, Fontcuberta elucida a natureza da nova fotografia (digital) e seus extravios e deriva reflexões críticas e evocações poéticas que rastreiam os empenhos de uma pós-moderna câmera de Pandora que já não se limita a descrever o entorno, mas ambiciona pôr ordem e transparência nos sentimentos, na memória e na vida. A arte da luz aspira agora ser a arte da lucidez.

“Hoje em dia todo mundo leva consigo uma câmera fotográfica e, além disso, as novas tecnologias permitem fazer tantas fotos quanto queiramos vê-las imediatamente e se não nos agradarem, apagá-las e fazer outras. Essa evolução tecnológica e as consequências nos hábitos da sociedade contemporânea favoreceram a noção de fotografia como captação de um instante. A necessidade de capturar tudo é acentuada. Tudo é fotografável e, além do mais, tudo é mostrável” afirma o autor.

O livro que mantém um texto rico com energia literária, aborda relatos dos mais variados como do jornal Los Angeles que publicou uma montagem de Brian Walski no subúrbio de Basra (Iraque);  a discussão da manipulação tanto jornalística como artística; os paparazzi e mesmo Ivan Istochnikov, piloto da Soyuz 2, o único astronauta reconhecido como perdido no espaço e o embaraço desta ocultação pelo regime comunista, a perda da ansiedade da revelação feita em papel como descreve o fotógrafo brasileiro Juan Esteves que assina o prefácio do livro:

“A produção da imagem digital se tornou incessante e múltipla, traduzida em inúmeras vertentes: a lúdica, a de caráter comunicacional, a de sentido antropológico e a que reflete um mundo extremamente narcisista – a vasta produção de autorretratos, por exemplos, bem como de uma infinita gama de terminologias que tentam explicar o que é fotografia hoje, cujas definições estão longe de ser claras e compreensíveis”.

Joan Fontcuberta (Barcelona, ​​1955) é um fotógrafo, artista, crítico e professor. Seu trabalho está em coleções como o Centre Georges Pompidou, em Paris, o Museu Stedelijk de Amesterdão, o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, o Instituto de Arte de Chicago ou o MACBA, em Barcelona, ​​entre outros. Além de sua prolífica obra fotográfica, tem feito um trabalho importante como ensaísta, editor e curador, com iniciativas como a criação, em 1980, da Photovision jornal, o co-fundador em 1982 da Primavera Fotográfica de Barcelona ou a direção de arte em 1996 Festival Internacional de Fotografia de Arles. Ele também ensinou em várias escolas e universidades na Europa e América do Norte e atualmente leciona na Estudos Estudos de Comunicação na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona.

Para conhecer outros títulos: www.ggili.com.br

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lançamento do livro Valentia Editora Grua


Valentia
Deborah Kietzmann Goldemberg (Ed. Grua)

Um romance sobre a transformação do homem, é este o tema do primeiro romance de Deborah Kietzmann Goldemberg, vencedora do prêmio Proac 2011 (Governo do Estado de SP), que desafia o rótulo de escritora neo-indianista ou regionalista.

Para esta abordagem, a autora escolheu a Guerra da Cabanagem (1835-1840) como pano de fundo, o que dá um ar de romance histórico ao texto e mantem a contemporaneidade com o entrelaçar dos fios da história com depoimentos ficcionados de personagens contemporâneos, descendentes dos que lutaram na maior revolução popular no Brasil. A pergunta que ecoa é: O que restou hoje do espírito dos valentes do passado?

 “O drama humano esta por toda parte e em todas as épocas. O sonho de um mundo melhor, os sacrifícios a serem feitos e as fraquezas pessoais. Quando vejo essas coisas em pessoas de outras culturas, tudo aflora e me inspira”, diz a autora.

A pesquisa para compor Valentia começou em 2009, quando Deborah se reuniu com artistas e pesquisadores, paulistanos e paraenses e embarcaram na “Caravana da Memória Cabana” para navegar os rios Tapajós e Arapiuns, no Pará. O destino eram comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhos onde vivem os descendentes dos cabanos. Foram duas semanas para ouvir histórias, observar os cenários e recriar o passado.

De volta a São Paulo, surgiu o personagem principal da trama, Samaúma, filho de uma nobre francesa com um índio, que habita o conflito entre a civilização e ação intuitiva.

“Samaúma é o herói cabano. Ele encarna toda a projeção que se faz dos valentes combatentes que ousaram desafiar o Império, mas ele é profundamente humano, reflexivo, ora reticente e, finalmente, um homem de ação.”

Ao longo do romance, conhecemos personagens inusitados, como Valentina, a combatente mais corajosa do grupo; Deusdete, que inspira o sonho de liberdade nos jovens escravos; Branches, o plantador de cacau que abre mão de uma vida feliz para lutar; até mesmo um índio judeu descendente de um regatão.

De apelo para leitores de todas as idades, trata-se de uma leitura ágil e de vozes diversas, já que a autora mantém sua preferência por narradores personagens. Eclética, explora as várias possibilidades do gênero romanesco, trazendo narrativa, drama, canção e até registro de um diálogo via Skype.

Dados técnicos:
VALENTIA
Autor: Deborah Kietzmann Goldemberg
ISBN: 978-85-61578-24-4
Romance – 216 pgs
Formato: 14 x 21
Preço: R$ 35,00

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Deborah K. Goldemberg é antropóloga e escritora. Formada pela London School of Economics, estreou na literatura com o livro Ressurgência Icamiaba (Selo Demônio Negro, Ed. Annablume, 2009). No mesmo ano, lançou O Fervo da Terra pela editora Carlini & Caniato. Ativa na vida literária paulistana, foi curadora do I e II Sarau das Poéticas Indígenas da Casa das Rosas (2009 e 2010); participa de diversos projetos que buscam expandir o diálogo entre a literatura paulistana e a do resto do país. Ganhou o prêmio PROAC 2011 do Governo de São Paulo para a publicação do seu primeiro romance, Valentia.

Projeto realizado com o apoio do Governo do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programação de Ação Cultural - 2011.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O I Encontro de Literatura Divergente “Marginal, Maloqueira ou Periférica? Literatura Divergente no Brasil hoje” 12/15 - 9





A Literatura Marginal, Literatura Periférica, Literatura Maloqueirista e Litera-Rua são alguns dos conceitos ainda desconhecidos do grande público e que ganha espaço na biblioteca Alceu Moroso Lima em São Paulo, voltada prioritariamente para poesia, entre os dias 12 a 15 de setembro com intelectuais de São Paulo, Bahia, Recife, Rio de Janeiro e Brasília com nomes como Marcelino Freire, Allan da Rosa, Heloísa Buarque de Holanda, Glauco Matoso entre outros para discutir a cena alternativa da poesia no Brasil e o seu papel como transformador no papel do indivíduo.

Com palestras, saraus e espaço abertos para interação público o escritor Marcelino Freire, que também organiza a Balada Literária fala sobre o evento:

“Só tem fera nesse encontro na Alceu Amoroso Lima. Gente que me inspira. Autores que vão contra a corrente. São artistas que interferem na geografia das coisas. Lembro-me, por exemplo, eu ainda adolescente no RECIFE, lendo a obra do GLAUCO MATTOSO. Esse é energia permanente. Dizia o amigo do GLAUCO, e poeta ROBERTO PIVA (falecido em 2010): "não existe poeta revolucionário sem uma vida revolucionária". Todos, na programação, são uns agitados culturais. Um pessoal nervoso. Que faz a diferença. A exemplo do ALLAN DA ROSA, do ALESSANDRO BUZO, do carioca e lendário GUILHERME ZARVOS. Poetas e guerreiros dos bons. E tem ainda o poeta NELSON MACA. Ele que, entre outras paradas, organiza o Sarau Bem Black lá em Salvador. Eu sou coirmão desses caras. Eu compactuo com eles dessa teimosia - da mesma teimosia que guia a incansável HELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA. Gente urgente. E divergente. Viva e salve!”

A pretensão do evento é reunir escritores que distintos dos princípios que regem os cânones da produção, divulgação e distribuição de textos e obras literárias estabelecidas oficialmente na atualidade tem o intuito de reunir declamadores, escritores, editores, pesquisadores, distribuidores e divulgadores de autores, produtos e cenas literárias divergentes do Brasil. O encontro prevê um conjunto de ações estruturadas em torno dos diálogos críticos com os demais envolvidos na cadeia de divulgação e distribuição marginal ao mercado editorial.

 Serviço:

De 12 a 15 de Setembro de 2012
Local: Biblioteca Temática de Poesia Alceu Almoroso Lima (Pinheiros)
Rua Henrique Schaumann, 777 - Jardim América  São Paulo, 05413-001
11 3082-5023

PROGRAMAÇÃO:

:: Quarta-feira (12/09/12): Da pesquisa ao conceito
19h - Abertura: A Literatura Divergente e as razões do encontro
:: Berimba de Jesus (Edições Maloqueirista / São Paulo)                                            
:: Nelson Maca (UCSal - Sarau Bem Black / Bahia)                                                                         
19h30 - Palestra 1: Literaturas às margens do cânone
:: Heloísa Buarque de Holanda (UFRJ - Aeroplano Editora  / Rio de Janeiro)                       
20h30 - Mesa redonda 1: Alguns conceitos correntes
:: Nelson Maca – Literatura Divergente (UCSal - Bahia)                
:: Érica Peçanha - Literatura Marginal x Periférica (Pesquisadora / São Paulo)   
:: Victor Hugo – Literatura e desvio do cânone (UERJ / Rio de Janeiro)                                 
:: Mediação: Nelson Maca
:: Quinta-feira (13/09/12): Autores e auto definição
19h - Palestra 2: Literatura e transgressão
:: Glauco Matoso (Escritor / São Paulo)                                                                                             
20h - Mesa redonda 2: Autores e auto definição
:: Berimba de Jesus (Poesia Maloqueirista  / São Paulo)                                             
:: Allan da Rosa – (Edições toro/ São Paulo)                                                                      
:: Marciano Ventura (Ciclo Contínuo / São Paulo)                                                                                          
:: Guilherme Zarvos (CEP – 20.000 / Rio de Janeiro)
:: Mediação: Berimba de Jesus
21h30 - Sarau Divergente 2 - Componentes da mesa + microfone aberto
:: Sexta feira (14/09/12): A cadeia da literatura divergente
19h - Palestra 3: Dos saraus alternativos às festas literárias
:: Marcelino Freire (Escritor / São Paulo)
20h - Mesa redonda 4: A cadeia da literatura divergente                                          
:: Welinton de Melo (Urros Masculinos/Recife)                              
:: Karina Rabinovitz (Escritora / Bahia)                                                                 
:: Alessandro Buzo (Suburbano Convicto / São Paulo)
:: Mediação: Nelson Maca
21h30 - Sarau Divergente 3 - Componentes da mesa + microfone aberto

:: Sábado (15/09/12): Os saraus literários e a renovação da oralidade
17h30 - Mesa redonda 4: Encontro de saraus literários no Brasil - Parte 1
:: Robson Veio (Sarau Bem Black / Bahia)                           
:: Binho (Sarau do Binho / São Paulo)                                                   
:: Caco Pontes (Poesia Maloquerista / São Paulo)
:: Vagnão (Sarau da Brasa / São Paulo)
:: Mediação: Robson Veio                                        

19h - Mesa redonda 4: Encontro de saraus literários no Brasil – Parte 2
:: Roberta Estrela Dalva (SLAM-ZAP / São Paulo)                                                                           
:: Gog  (Grupo Só Balanço /Brasília)
:: Vinicius Borba (Sarau Radicais Livres / São Sebastião DF)                                                                       
:: Raquel Almeida (Elo da Corrente / São Paulo)
:: Mediação: Roberta Estrela Dalva

21h – Sarau Divergente – Fechamento - Encontro de Saraus


Nicolau Kietzmann Goldemberg
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Gramática do cinema


 Não se pode gostar verdadeiramente de cinema sem desejar compreender a linguagem (as linguagens) que utiliza: eis o projeto desta obra que parte do inicio em 1891 e chega no cinema dos 31 e descreve as 29 gramáticas. Em menos de uma geração os primeiros cineastas vão criar um modelo narrativo que permitirá que os seus filmes sejam vistos e compreendidos em todo o mundo.

O flash-back, a sobreimpressão, o plano subjetivo, a imagem por imagem, a narrativa paralela, o suspense — são tantas outras técnicas e conceitos de fazer cinema que revelam o talento de cada cineasta. A obra é composta por duas partes: a primeira: «a invenção de uma linguagem», descreve com profusão de dados e exemplos os vários modos como os sucessivos cineastas foram elaborando a sua gramática de estética narrativa; a segunda, utilizações dramáticas dos pontos da gramática», analisa como ela se desenvolveu até aos nossos dias.

“... O primeiro filme é mostrado a 20 de maio de1891, num sala privada, a 150 membros da National Federation Women’s Clubs, e uma jovem que nesta exibição tivesse 20 anos poderia ter assistido, 35 anos depois em 1926, à primeira projeção de um filme sonoro na companhia dos netos. Nesta altura toda a gramática do cinema estava já inventada…”

Completa o texto um álbum central de 1039 ilustrações, reproduções de fotogramas dos filmes analisados no livro, que representam um gigantesco trabalho de recolha e compilação por parte dos autores. Gramática do Cinema é, assim, uma autêntica história do cinema, numa perspectiva simultaneamente técnica, estética e social.

Em menos de uma geração esta nova arte revelou-se uma arte fundamental, a par da música, da dança, da poesia, da pintura, da escultura e da arquitetura. E, se o nascimento das seis primeiras artes fundamentais se perde na noite dos tempos, com a 7ª Arte, assiste-se pela primeira vez na história a eclosão de uma arte, desde a sua invenção até á sua maturidade.

“...Aquilo a que neste livro chamamos de “pontos da gramática” nada tem a ver com os de literatura; também não são regras ou as receitas de um “como filmar”. São os elementos fundadores construída passo a passo. Enumeramos 29 pontos de gramática descobertos de 1891 a 1908. Nem o advento do cinema sonoro, nem a chegada da cor, nem a explosão do digital desatualizaram ou expandiram essa lista. E quando Griffith descobre, em 1908, o segredo das ações paralelas, o cinema passa a dispor de tudo o que necessita para contar todas as histórias do mundo; o jovem americano mereceu bem a admiração que os historiadores do cinema lhe manifestam. Hoje em dia, os cineastas continuam a utilizar os mesmos pontos da gramática, e é a sua capacidade jogarem com esses pontos, de os conjugarem para formarem figuras de estilo, que caracteriza o talento de cada um deles...”

Marie France Briselance é escritora e argumentista. Criou e dirigiu um centro de estudos de escrita de argumentos na Université Michel de Montaigne (BordeauxIII), foi diretora pedagógica no Conservátorio Europeu de escrita Audio Visual (CEEA – Paris), tendo publicado também ensaios, bem como vários argumentos de filmes.

Jean-Claude Morin é cineasta. Realizou, entre outros filmes, La Tisane de sarmentes, com Philippe Léotard e Henri Serre, Les Rats de cave, com Sim e Romain Bougeotte, inspirado no romance de Marie-France Briselance, com Jacques Gamblin e Delfine Rich, tendo realizado também numerosos documentários e grandes reportagens.

Mais informações sobre os autores e mais detalhes do livro no: http://www.grammaireducinema.com/
Dados técnicos:
Autor: Marie France Briselance/Jean-Claude Morin
Editora: Texto & Grafia
Coleção: Mi.mé.sis Artes e Espetáculo
N. pag: 476 páginas
Categoria: Artes / Cinema
Importado de Portugal
Distribuído nas grandes redes de livrarias brasileiras


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