segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Gramática do cinema


 Não se pode gostar verdadeiramente de cinema sem desejar compreender a linguagem (as linguagens) que utiliza: eis o projeto desta obra que parte do inicio em 1891 e chega no cinema dos 31 e descreve as 29 gramáticas. Em menos de uma geração os primeiros cineastas vão criar um modelo narrativo que permitirá que os seus filmes sejam vistos e compreendidos em todo o mundo.

O flash-back, a sobreimpressão, o plano subjetivo, a imagem por imagem, a narrativa paralela, o suspense — são tantas outras técnicas e conceitos de fazer cinema que revelam o talento de cada cineasta. A obra é composta por duas partes: a primeira: «a invenção de uma linguagem», descreve com profusão de dados e exemplos os vários modos como os sucessivos cineastas foram elaborando a sua gramática de estética narrativa; a segunda, utilizações dramáticas dos pontos da gramática», analisa como ela se desenvolveu até aos nossos dias.

“... O primeiro filme é mostrado a 20 de maio de1891, num sala privada, a 150 membros da National Federation Women’s Clubs, e uma jovem que nesta exibição tivesse 20 anos poderia ter assistido, 35 anos depois em 1926, à primeira projeção de um filme sonoro na companhia dos netos. Nesta altura toda a gramática do cinema estava já inventada…”

Completa o texto um álbum central de 1039 ilustrações, reproduções de fotogramas dos filmes analisados no livro, que representam um gigantesco trabalho de recolha e compilação por parte dos autores. Gramática do Cinema é, assim, uma autêntica história do cinema, numa perspectiva simultaneamente técnica, estética e social.

Em menos de uma geração esta nova arte revelou-se uma arte fundamental, a par da música, da dança, da poesia, da pintura, da escultura e da arquitetura. E, se o nascimento das seis primeiras artes fundamentais se perde na noite dos tempos, com a 7ª Arte, assiste-se pela primeira vez na história a eclosão de uma arte, desde a sua invenção até á sua maturidade.

“...Aquilo a que neste livro chamamos de “pontos da gramática” nada tem a ver com os de literatura; também não são regras ou as receitas de um “como filmar”. São os elementos fundadores construída passo a passo. Enumeramos 29 pontos de gramática descobertos de 1891 a 1908. Nem o advento do cinema sonoro, nem a chegada da cor, nem a explosão do digital desatualizaram ou expandiram essa lista. E quando Griffith descobre, em 1908, o segredo das ações paralelas, o cinema passa a dispor de tudo o que necessita para contar todas as histórias do mundo; o jovem americano mereceu bem a admiração que os historiadores do cinema lhe manifestam. Hoje em dia, os cineastas continuam a utilizar os mesmos pontos da gramática, e é a sua capacidade jogarem com esses pontos, de os conjugarem para formarem figuras de estilo, que caracteriza o talento de cada um deles...”

Marie France Briselance é escritora e argumentista. Criou e dirigiu um centro de estudos de escrita de argumentos na Université Michel de Montaigne (BordeauxIII), foi diretora pedagógica no Conservátorio Europeu de escrita Audio Visual (CEEA – Paris), tendo publicado também ensaios, bem como vários argumentos de filmes.

Jean-Claude Morin é cineasta. Realizou, entre outros filmes, La Tisane de sarmentes, com Philippe Léotard e Henri Serre, Les Rats de cave, com Sim e Romain Bougeotte, inspirado no romance de Marie-France Briselance, com Jacques Gamblin e Delfine Rich, tendo realizado também numerosos documentários e grandes reportagens.

Mais informações sobre os autores e mais detalhes do livro no: http://www.grammaireducinema.com/
Dados técnicos:
Autor: Marie France Briselance/Jean-Claude Morin
Editora: Texto & Grafia
Coleção: Mi.mé.sis Artes e Espetáculo
N. pag: 476 páginas
Categoria: Artes / Cinema
Importado de Portugal
Distribuído nas grandes redes de livrarias brasileiras


Clique na imagem para baixar em alta


Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de imprensa
nicolau@dgnk.com.br
11 3070-3336
11 8273-6669
www.dgnk.com.br

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como planejar os espaços de escritórios. Guia prático para gestores e designers


Como planejar os espaços de escritórios. Guia prático para gestores e designers

Como planejar os espaços de escritórios. Guia prático dirigido a gestores e designers é direcionado para os profissionais da área de arquitetura e designers, estudantes e também para aqueles que querem ter ideias para sofisticar o seu espaço de trabalho para fazer com que o espaço, assim como gestores de empresa, seja pensado para melhor forma de servir ao seu propósito e funcionarem de forma eficaz. O livro traz o crivo da editora centenária espanhola Gustavo Gili famosa por títulos de arquitetura, artes e design na Europa.
Para explicar as variáveis que devem ser consideradas ao planejar escritórios, o livro é estruturado em uma sequência que abrange desde os objetivos a cumprir, as primeiras decisões a tomar até um estudo detalhado de cada tipo de espaço de trabalho como os diferentes tipos de salas de reunião e os espaços de apoio necessários como sala de brainstorm, estação linear, espaço de arquivamento, área de descanso, salas de reunião pequenas e grandes, espaços coletivos e individuais etc.
 A informação é complementada por casos práticos e por uma série de recomendações dos projetos com 104 fotos ilustrativas com dicas com esquemas explicativos e exemplos interessantes de todo o mundo como BBC Wordwide em Londres, projeto do DEGW, ABITARE em Milão, Itália projeto do Cibicand Partners;  BMW Group em  Monique, Alemanha projeto do Henn Architerkten; Facebook em Palo Alto Estados
Unidos projeto do Studio o+a; Google em Zurique, Suiça projeto do Camenzind Evolution.
 Pedro Queiroz, diretor da GG Brasil, fala da importância de conhecer e ter acesso as informações do livro e Como planejar os espaços de escritórios. Guia prático para gestores e designers afirma:
“Por sua estrutura prática e apresentação sintética de conceitos e tipos de escritórios, este livro constitui uma leitura indispensável a todos os profissionais interessados na configuração de espaços de trabalho e no projeto de escritórios” e complementa:
“existem um número grande de salas comerciais a serem entregues no Brasil nos próximos anos e para essas empresas que tem de ocupar espaços ociosos bem como ‘atender necessidades especificas’ da sua organização este livro é uma ótimo guia prático, seja para quem quer para escritórios pequemos ou para as grandes corporações”.

Sobre os autores:
Juriaan van Meel é cofundador e consultor do ICOP e pesquisador chefe do Centre for Facilities
Management - Realdania Research, em Copenhague. É autor de The European Office e coauthor  de The Office: The Whole Office and Nothing but the Office.
Yuri Martens é pesquisador e trabalha no desenvolvimento de estratégias relacionadas ao
espaço de trabalho. Anteriormente trabalhou no Center for People and Buildings dos Países
Baixos, onde participou como coautor de Werkplekwijzer, obra holandesa predecessora deste livro Hermen Jan van Ree é assessor de estratégias, operações e marketing em gestão do
desempenho e atuou como pesquisador na University College London e em diversos institutos de pesquisa dos Países Baixos e dos Estados Unidos. É membro atuante do BIFM e especialista do Comitê Europeu de Normalização.

Dados técnicos:
Título:Como planejar os espaços de escritórios . Guia prático para gestores e designers
Editora: GG Brasil
Autores: Juriaan van Meel, Yuri Martens, Hermen Jan van Ree
Páginas: 144 páginas
ISBN: 9788425224515
Lançamento: 2012

Clique na imagem para baixar em alta


Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de
imprensa
11 3070-3336
11 8273-6669



GG Brasil abre escritório em São Paulo


A GG (Gustavo Gili), editora espanhola com 110 anos produzindo títulos que envolvem arquitetura, como exemplo, a respeitada revista 2G com textos de Lina Bo Bardi, Guilherme Wisnik (já escreveu na Folha no caderno Ilustrada e autor da Editora Cosac Naify ), Paulo Mendes da Rocha entre outros e temas com autores expressivos sobre fotografia e arte (Henri Cartier-Bresson e John Berger), moda e design abre escritório no Brasil com o nome de GG Brasil.
Com 45 títulos em português no mercado nacional e programados para produzir 25 títulos nos próximos 12 meses com traduções e autores nacionais, a ideia é consolidar totalmente o braço editorial brasileiro. Hoje a Editora Gustavo Gili livros em inglês, espanhol e português.
Para saber mais: www.ggili.com.br
A DGNK assessoria de imprensa assume a conta da GG Brasil a partir de agosto de 2012.

Nicolau Kietzmann Goldemberg

DGNK Assessoria de imprensa

nicolau@dgnk.com.br

11 3070-3336

11 8273-6669

www.dgnk.com.br

segunda-feira, 9 de julho de 2012

LANÇAMENTO DO LIVRO MARIA DA GLÓRIA: A PRINCESA BRASILEIRA QUE SE TORNOU RAINHA DE PORTUGAL

A portuguesa Isabel Stilwell autora do livro Maria Da Glória: A Princesa Brasileira Que Se Tornou Rainha De Portugal, que estará 16/17 de julho em São Paulo e 18/19 de julho no Rio de Janeiro. Seu livro está entre os mais vendidos desde abril entre os jornais e as grandes livrarias portuguesas.
  
MARIA DA GLÓRIA:
A PRINCESA BRASILEIRA QUE SE TORNOU RAINHA DE PORTUGAL

A jornalista e autora portuguesa Isabel Stilwell, já consagrada por seus romances históricos, apresenta de forma cronológica a vida de Maria da Glória, nascida no Rio de Janeiro e que aos sete anos se tornou rainha de Portugal.
Este livro baseia-se nas cartas da arquiduquesa Leopoldina, de D. Pedro I, de Leonor da Câmara, mestra da rainha, de marechais, duques, embaixadores e políticos, mas sobretudo na correspondência intensa entre Maria da Glória – D. Maria II de Portugal – e a rainha Vitória da Inglaterra, unidas por uma enorme amizade que nasceu quando ambas tinham apenas nove anos.
Sua infância foi vivida no Brasil, dias longos e quentes entre os morros verdes e as praias de areia branca, segura pelo amor da sua adorada mãe, Leopoldina da Áustria. A ofuscar esta felicidade apenas Domitília – marquesa de Santos –, a amante do imperador do Brasil e seu pai, D. Pedro I.
Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus queridos irmãos e a sua marquesa de Aguiar, amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, Maria da Glória acaba por desembarcar em Londres, quando conhece Vitória.
Aos quatorze anos, finda a guerra civil, Maria da Glória pisa pela primeira vez o solo de Portugal. Prometeu a si mesma que seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais, que um ano depois morre de difteria. Teimosa e determinada, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos.
Isabel Stilwell leva-nos a um dos períodos mais conturbados da História daquele país, tendo como pano de fundo as guerras entre liberais e absolutistas, para nos contar a vida desta rainha, mulher, mãe dedicada e política de pulso forte e coragem inabalável que durante dezenove anos comandou os destinos de Portugal.

Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Atualmente é diretora do jornal Destak de Portugal, foi diretora da revista Notícias Magazine e construiu uma sólida carreira na imprensa escrita. Depois do enorme sucesso do seu primeiro romance, Filipa de Lencastre, a rainha que mudou Portugal (25ª edição), Isabel Stilwell consagrou-se como autora de romances históricos com o seu segundo livro, Catarina de Bragança, a coragem de uma infanta portuguesa que se tornou rainha da Inglaterra (17ª edição), e com D. Amélia, a rainha exilada que deixou o coração em Portugal (12ª edição).


Título: MARIA DA GLÓRIA
Subtítulo: A princesa brasileira que se tornou rainha de Portugal
Autora: Isabel Stilwell
Assunto: Romance histórico : Literatura portuguesa
ISBN: 9788563739469
Número de páginas: 688
Formato: 23 cm x 16 cm
Edição: 1ª – 2012
Preço:  R$ 69,90
Editora Octavo selo A Esfera dos Livros

Clique nas imagens para baixar em alta:




Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de imprensa
nicolau@dgnk.com.br
11 3070-3336
11 8273-6669
www.dgnk.com.br

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Site Musa Rara – Literatura e Adjacências


Site Musa Rara – Literatura e Adjacências

A arte verdadeira é inspiradora e fascinante, mas difícil de encontrar. Ainda mais na internet, onde há de tudo um pouco. O recém-lançado site literário Musa Rara se propõe a ajudar o público cybernético a encontrar agulhas no palheiro, ou, musas raras na literatura contemporânea.

Para Edson Cruz, poeta e coordenador da iniciativa, “A Web é terra de ninguém e alguém precisa fazer uma seleção, apontar o que é de qualidade. A missão do Musa Rara é fazer essa seleção de conteúdo, dar ao leitor segurança de que ele vai e encontrar ali conteúdo de valor.” 

Para isso, ele conta com mais de 30 colunistas fixos, críticos literários, jovens escritores de talento e, até, integrantes da Academia Brasileira de Letras. Dentre eles há, entre colaboradores e colunistas, o filósofo Antonio Cicero, e a escritora Andréa Del Fuego, que acaba de ganhar o Prêmio Saramago de Literatura com o romance Os Malaquias, o poeta Affonso Romano de Sant´anna, a pesquisadora de Semiótica, Lucia Santaella, o poeta e tradutor Augusto de Campos, entre outros expoentes do meio literário nacional.

O namoro entre a literatura e a internet propicia também outras facetas interessantes, como a interatividade. No site do Musa Rara, o leitor pode dialogar com seu autor favorito, trocar ideias ou até mesmo criticar poetas que não goste. Há um espaço de debate criado especificamente para esse tipo de interação, chamado Musa na Mesa. “É o coração do site, porque é um espaço livre e sem mediação. Se alguém beber demais e desabafar on-line, no dia seguinte não há como voltar atrás,” diz Edson Cruz.

O site conta ainda com um espaço para TV, que proporcionará aos leitores entrevistas com autores, cobertura da cena literária e interferências audiovisuais.

O Musa Rara busca ainda eliminar barreiras geográficas e econômicas na literatura. “Queremos abrir espaço para autores de várias regiões do país, ir além do eixo Rio–São Paulo. A internet permite isso, porque nela não há fronteiras ou custos,” diz Cruz. Com boa cobertura nacional, o site pretende ainda atravessar barreiras internacionais e incorporar colaboradores da América Latina e de Portugal. A expectativa de visitação e interação é superar a marca do Cronópios, site literário que Edson Cruz pilotou até 2009 que chegava a atingir 120.000 visitas de usuários únicos por mês.

Para conhecer, basta clicar em: http://www.musarara.com.br/

Informações:

Deborah Kietzmann Goldemberg
http://ressurgenciaicamiaba.blogspot.com/ 
(visite também http://fervodaterra.blogspot.com/)
Skype: deborah.icamiaba

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Curso de férias faz escritores amadores “saírem da gaveta” na Casa de Mário de Andrade

Curso de férias faz escritores amadores “saírem da gaveta” na Casa de Mário de Andrade

Para quem escreve cartas de amor desde a adolescência e, desde então, continua escrevendo em caderninhos e pretende começar um romance, sempre na obscuridade, este curso promete uma revolução.
A escritora Deborah Goldemberg, que ministra o curso, passou quase duas décadas escrevendo um diário até ter coragem de largar o emprego e apostar na carreira de escritora. Aproveitou a onda dos blogs para tomar coragem de “sair da gaveta” e não parou mais. Hoje, com dois livros publicados, caminha para o lançamento de seu primeiro romance Valentia, premiado pelo Governo do Estado de São Paulo (PROAC).
“Há um impasse no início da carreira do escritor, um tabu em se assumir como tal, que atrasa ou impede muita gente talentosa de se aventurar na literatura”, diz Deborah. Algumas das pérolas da literatura brasileira demoraram para se assumir como escritores, como a poeta Adélia Prado que só publicou seu primeiro livro aos 40 anos, após tomar coragem de enviar seus escritos para Carlos Drummond de Andrade. Outro caso é o de Helena Morely, autora de Minha Vida de Menina, considerado um dos livros mais importantes da literatura brasileira, que só veio publicá-lo quando tinha 62 anos”.
O método do curso é interativo e exigirá atividades fora da sala de aula. “Além de palestras, reflexões, leituras e bate-papo com autores, quero que os alunos saiam daqui com blog montado, tendo recitado em saraus paulistanos e até feito uma pequena publicação independente. Ou seja, tendo vivenciado a vida de um escritor contemporâneo.”
Para os interessados, o curso é gratuito e as inscrições vão até 27 de Janeiro.
Informações:
Oficina da Palavra Casa Mário de Andrade

OFICINA DE CRIAÇÃO LITERÁRIA: DO RASCUNHO NA GAVETA AO PRIMEIRO LIVRO

Coordenação: Deborah Goldemberg.

2 a 16/2 – terças e quintas-feiras – 14h às 17h.
Público: interessados em iniciar carreira literária, a partir de 18 anos.
Inscrições: 5 a 27/1.
Seleção: carta de interesse.
15 vagas
Maiores informações, ver site da Casa Mário de Andrade
Sobre Deborah Goldemberg
Antropóloga e escritora, Deborah Goldemberg é autora de “Ressurgência Icamiaba” e “O Fervo da Terra”. Foi curadora do I e II Sarau das Poéticas Indígenas da Casa das Rosas; é colunista da revista “Hebraica”; ganhou o prêmio PROAC 2011 do Governo de São Paulo para a publicação do seu primeiro romance, “Valentia”. Mantém o blog http://ressurgenciaicamiaba.blogspot.com




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Exposição de fotografia Cidade Efêmera - Veronica Manevy

A jovem fotógrafa Veronica Manevy expõe seu trabalho no ateliê OÇO no centro de São Paulo e leva ao público 13 imagens feitas a partir de visitas no interior dos prédios Mercúrio e São Vito (Treme-treme) no período final de 2010 a inicio 2011, durante a demolição dos prédios no intuito de registrar todo o processo.

A ideia inicial era um trabalho documental, mas mudou de rumo e as fotos trazem uma outra impressão que vai além dos antigos prédios em demolição: “Durante as visitas fui encontrando outros caminhos, entendendo que eu poderia falar do abandono, da transformação na cidade sem necessariamente estar ancorada na identidade dos prédios. Andaimes, véus de proteção, ícones representativos da arquitetura do Centro revelam uma cidade velada”.

O curador e proprietário da galeria OÇO Claudinei Roberto que está no centro de São Paulo e transporta o visitante para o clima que envolve a áurea das imagens captadas, como afirma: “São Paulo, que tão frequentemente recebe o estrangeiro, parece recusar a revelação de sua identidade aos que dela se aproximam de maneira superficial, como um turista em vacância. O olhar de Veronica Manevy tem essa qualidade que refuta o monumento, mas não o monumental implícito nas mutações impressas na epiderme da cidade. Cidade velada, cidade revelada...fotografia intimista que nos devolve a um silêncio que nesta paisagem julgávamos perdido".
Segundo Veronica o trabalho de edição foi complexo. Após definir o recorte que quer e preciso então escolher as imagens que respeitem e compõe a ideia. O sentimento é recordado de um formato específico que remete quando se conhece um espaço que causou tantas polemicas:

“É uma sensação muito forte estar em um prédio que você sabe que em questão de meses deixará de existir. Moradores foram retirados com a informação que retornariam após uma revitalização.
São sentimentos contraditórios, como fotógrafa sabia que tinha uma oportunidade única, e eu tentei aproveitar ao máximo a excitação dessa experiência, por outro lado os resquícios de vandalismo de abandono mostravam do que se tratava tudo aquilo e essa densidade a gente percebe nas imagens” afirma Veronica.

Veronica Manevy chega a sua primeira exposição com o prêmio a homenagem aos 457 anos de São Paulo realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e a Motorola, ficou entre as finalistas do Prêmio ClubTransatlantico de fotografia, idealizado por Caio Reisewitz.

Sua Formação acadêmica é em Educação Artística com Habilitação em Música, Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e  Técnico em Processos Fotográficos: Senac

Local e data:
Praça Carlos Gomes, 115, Liberdade
Nome da exposição: cidade efêmera
03 dezembro às16h a 14 de janeiro de 2012
Quarta, sexta e sábado das 14h às 19h

Site: www.veronicamanevy.com.br

Contato com Veronica Manevy:
011- 6137-0879
011- 3151-6409














segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bebo, logo existo: guia de um filósofo para o vinho




Um antídoto bem-humorado para a pretensiosa conversa oca que hoje se escreve sobre o vinho e uma profunda apologia à bebida sobre a qual a civilização foi fundada.

O filósofo Roger Scruton descreve neste livro uma forma ainda pouco difundida e saborosa sobre o vinho para uma boa leitura; a de que descrever um vinho como apenas como uma expressão solo pode ser um erro, o autor lembra da educação que tornou a sua experiência proporcionada por Balzac e  Le tour de France, Flaubert, pelas aldeias em torno de Fontainebleau, pelos prelúdios de Debussy e pela música composta por Berlioz sobre versos de Gautier e, segundo ele, obviamente por Proust. O que quer que venha a sentir na taça, Scruton afirma que sabia antecipadamente que seria uma parte da França, de onde vêm seus vinhos prediletos.
O livro lembra que quando consumido de forma adequada, o vinho melhora o convívio humano e tem o poder de colocar o amor e o desejo a uma distância que os torna passíveis de ser discutidos. Quando consumido socialmente, durante ou depois de uma refeição, um bom vinho deve ser acompanhado de um bom tema de conversa, tema que deve perdurar juntamente com a bebida:
“Hoje me parece que o melhor de todos os remédios para o orgulho é o vinho...Depois de uma taça ou duas eu me sinto capaz de fazer o que todos nós devíamos fazer, mas somos proibidos pelo orgulho: rejubilar-me com o sucesso dos meus rivais. Afinal de contas um mundo que contém sucesso é melhor do que um mundo sem ele, e sob a influência do vinho todo sucesso inspira apreço em quem o bebe. O vinho oferece um vislumbre do mundo sub specie aeternitatis, em que as boas coisas mostram seu valor, independentemente da pessoa que as revela”.

Os antigos tinham uma solução para o problema do álcool: envolver a bebida em rituais religiosos, tratá-la como a encarnação de um deus e marginalizar o comportamento destrutivo como obra do deus, e não do adorador. Uma boa artimanha, pois é bem mais fácil reformar um deus do que um ser humano:
“Mas a solução religiosa não foi a única registrada: em vez de excluir da sociedade a bebida, os gregos construíram um novo tipo de sociedade em torno dela. Nos banquetes, eles descobriram o costume que revela o melhor do vinho – a bebida que nos leva a sorrir para o mundo e faz o mundo sorrir para nós”.Conta o autor.
De acordo com Scruton, o vinho, bebido no estado de espírito certo, é definitivamente bom para a alma. E não há melhor acompanhamento para ele do que a filosofia. Ao pensar com o vinho, aprendemos a beber em pensamentos e a pensar em goles.
Assim como o desenrolar do livro, o humor, às vezes ácido, com pensamentos ébrios. O apêndice trás pérolas que o autor associa com pensadores como: Berkeley: Caso precise consumir Berkeley, acompanhe sua leitura com uma taça de água de alcatrão e encerre o assunto., Nietzsche. A primeira obra de Nietzsche, O nascimento da tragédia, proclamou as origens religiosas da arte e a redescoberta de Dioniso como o deus da alegria, da dança e do retorno. Desaprovado pelos críticos acadêmicos, o livro encerrou a carreira precoce do autor como professor de filologia. No entanto, e a melhor obra que já se escreveu sobre a tragédia, e no meu ponto de vista a obra de Nietzsche mais claramente voltada para as questões intelectuais...Assim, bebamos ao autor de O nascimento da tragédia, mas com uma poção franzina, hipocondríaca, talvez um dedo de Beaujolais num copo com água gasosa ate a boca”.

Ou ainda, Russell: Os livros de Russell precisam ser rigorosamente distinguidos em dois tipos, disse Wittgenstein. Os que tratam de lógica e dos fundamentos da Matemática devem ser encadernados em azul, e todos devem ser estimulados a os ler. Os de política e filosofia popular devem ser encadernados em vermelho e proibidos.... sugiro um Chateau Beychevelle ou um Chateau Ducru-Beaucaillou de safra superior, por exemplo 1988 ou 1995’ e assim como Sartre,  Wittgenstein, Strauss, Hamvas, Sam, o Cavalo, Patočka, Schopenhauer. Hegel, Fichte, Kant, Hume, Bacon, Maimônides, Tomás de Aquino, Averróis, Platão entre outros, ou não beber nada, como em Heidegger: Que poção deve complementar o filosofo que nos disse: “Nada nulifica”? Erguer uma taça vazia até os lábios e sentir a sua descida – nada, nada, nada, ao longo de toda a extensão do tubo: essa certamente e uma experiência que encantara o verdadeiro conhecedor. O vinho é algo com que se vive de acordo, e também se vive de acordo com uma idéia. Bebido na ocasião certa, no lugar certo e na companhia certa, o vinho é o caminho para a meditação e o arauto da paz.”
Sobre o autor:
O professor Roger Scruton é Resident Scholar do American Enterprise Institute, em Washington, e Senior Research Fellow do Blackfriars Hall, em Oxford. Escreveu também Breve história da filosofia moderna, Coração devotado à morte e Estética da arquitetura.
Dados Técnicos
Título: Bebo, logo existo: guia de um filósofo para o vinho
Autor:  Roger Scruton
Editora Octavo – http://www.octavo.com.br
Tradução: Cristina Cupertino
Título Original: I Drink Therefore I am: A Philosophers Guide to Wine
Formato: 23 X 16 cm
Nº de páginas: 304
ISBN: 978-85-63739-06-3
Edição: 1ª

Preço: R$65,00


DGNK Assessoria de Imprensa
11- 3070-3336
11- 8273-6669
nicolau@dgnk.com.br
www.dgnk.com.br
www.tocadobuck.blogspot.com