terça-feira, 12 de abril de 2011

Entrevista com Ronaldo Wrbel autor de Traduzindo Hannah

Como surgiu a história que se desenrola no livro?

Um professor de psicologia me ensinou, há muitos anos, que somos todos parecidos uns com os outros. Temos mais ou menos os mesmos problemas e o nosso maior medo é que os outros descubram isso. Essa lição me impressiona até hoje. É nela que baseio \ história de Traduzindo Hannah. Os personagens e o ambiente histórico foram inspirados nos imigrantes judeus chegados ao Brasil nos anos 20 e 30, fugindo dos massacres, guerras e revoluções que atingiam a Europa.

Existe uma pitada de história ou vivência pessoal ou familiar?

Com certeza. Meus avós e tios-avós vieram do leste europeu no começo do século. Cresci ouvindo histórias sobre fugas, separações, reencontros etc. A adaptação ao Brasil era especialmente fantástica. Imagine o que significava sair de aldeias isoladas e miseráveis na Polônia ou na Rússia para cair num Rio de Janeiro ensolarado e acolhedor. Boa parte do romance se passa na Praça Onze, onde judeus se misturavam com negros, portugueses, italianos, árabes. A própria comunidade judaica era cheia de contrastes e polêmicas com suas figuras típicas: comunistas, sionistas, ortodoxos, polacas, casamenteiros etc. A trama central é fictícia, mas há várias biografias ali – inclusive a minha.

Ao discorrer no livro há algum processo de pesquisa? Qual foi ele?

Pesquisei muito a Era Vargas e o período conhecido como entreguerras no Brasil e no mundo. Entrevistei idosos, frequentei asilos e clubes. Contei com excelentes obras acadêmicas e livros como Na Fogueira, do jornalista Joel Silveira, que recorda o Brasil dos anos 1930.  Também consultei jornais de época na Biblioteca Nacional como o Correio da Manhã, O Globo e Jornal do Brasil. Aliás, é apaixonante ler os jornais daquele Rio de Janeiro, onde os embaixadores se espionavam e vendiam-se “bangalôs nos arenosos subúrbios de Ipanema e Leblon” (palavras de um anúncio imobiliário de 1937, com fotos e gráficos explicativos).


Por que a época de Vargas?

Porque foi um período trágico e romântico, de grandes ideais. O bem e o mal se enfrentavam nas ruas com uma paixão rara hoje em dia. Todo mundo queria salvar o mundo, acabar com a injustiça, com a pobreza. Havia uma ingenuidade, um heroísmo inocente nos movimentos organizados. O Rio era uma capital vibrante e politizada. Para imigrantes judeus como Max Kutner, meu personagem central, foi uma coisa incrível escapar da penúria e do antissemitismo na Europa para viver num país enorme, colorido e hospitaleiro, onde não faltava comida e fazia calor o ano inteiro. Na velha Rússia as pessoas costumavam dizer que a América era um paraíso porque ali se comia laranja todos os dias. No Brasil também se comia banana, mamão, manga: frutas que não existiam na Europa.

Quanto tempo demorou para escrever o Traduzindo Hannah?

Seis anos, com alguns intervalos e recuos. Não foi um trabalho linear. Parei no meio e refiz muita coisa. Só as revisões duraram dois anos. Cortei muita coisa, quase um terço da história e personagens que estavam sobrando. Um capítulo enorme e passado na Amazônia acabou reduzido a dois parágrafos. Mostrei o livro para os amigos, ouvi conselhos etc. O final também foi reescrito várias vezes. Depois, o livro passou pelo crivo de uma professora de iídiche e de um historiador.

Você já escreveu outros livros. Porque o desafio de um romance adulto?

Porque sou adulto, gosto de sê-lo e não saberia escrever para outro público. Os personagens de Traduzindo Hannah passam por transformações tipicamente adultas, abolindo certezas, enfrentando dilemas e traumas, sendo surpreendidos, sucumbindo ou superando desafios pelo caminho. É um livro essencialmente reflexivo, apesar da trama “vertiginosa”, nas palavras de Cíntia Moscovich.

E sua formação em advocacia, o que complementa no aprendizado do livro?

A prática da advocacia pode ser uma excelente fonte de ideias. O Direito Forense, por exemplo, é quase todo feito de argumentos, de conflitos nem sempre solúveis. O Tribunal de Justiça do Rio está cheio de histórias maravilhosas. Aliás, um dos lemas de Traduzindo Hannah foi inspirado na rotina dos juízes que conheci: é mais fácil julgar sem compreender do que compreender sem julgar. Há questões de alta complexidade, que só são julgadas porque precisam sê-lo, e não porque o juiz esteja realmente convencido de sua sentença. Em nossas vidas acontece mais ou menos a mesma coisa, inclusive diante do espelho.

O livro trata de assuntos como prostituição, quebra de sigilos, perseguição, antissemitismo etc., e com bom humor. Como foi essa escolha e o processo para desenvolver o texto?

Cresci ouvindo histórias da comunidade judaica da Praça Onze, onde essas questões eram corriqueiras. De certo modo, são questões corriqueiras para todos porque nossos desafios são mais ou menos parecidos, como disse o meu professor de psicologia. Quanto ao humor, sou bem humorado até nos piores momentos, o que é visto como um traço tipicamente judaico. O humor judaico é aquele que tira proveito de tudo e de todos, em geral com um sentido crítico e moral. Procuro fazer textos bem humorados, com um pé (ou um dedão) nos absurdos cotidianos. Costumo dizer que as coisas reais são interessantes por natureza, porque existem e pronto. Já as criações têm o dever de ser interessantes para chamar a atenção do público. O humor é um excelente chamariz.

No livro, você fala que na praça XI no Rio de Janeiro, é um local onde se encontram várias etnias, cores e credos. Você vê o Brasil como um local ‘misturas’ e isso é interessante na sua vivência para escrever o livro?

O Brasil é uma festa de crenças, raças, tradições etc. Um rabino estrangeiro me disse que é difícil sustentar a religiosidade num lugar tão gregário, onde todo mundo cobiça a fé do próximo e cede um pouco da sua. Para os imigrantes judeus foi espantoso chegar num lugar assim depois de tantos séculos de discriminação. Meu avô era irmão do Adolfo Bloch, que apesar de ser um judeu convicto, foi casado por muitos anos com uma não-judia. Outro tio russo casou com uma índia nos anos 1950! Minhas avós diziam que nunca existiu antissemitismo de verdade no Brasil, só movimentos isolados como o integralismo. Getúlio Vargas não teria perseguido judeus por causa do judaísmo em si, mas porque havia muitos judeus de esquerda. Por sinal, Vargas também perseguiu alemães, italianos e japoneses. Era um nacionalista ferrenho.

O universo do texto é claramente judaico em sua maioria. Você acha que alguém que não conhece a cultura e hábitos judaicos podem ter em prazer em ler o seu livro?

Sim, com certeza. Em primeiro lugar porque o judaísmo não é uma cultura isolada. Pelo contrário. Judeus sempre dialogaram com outros povos, trocando influências desde a Antiguidade. Os costumes ocidentais têm praticamente a mesma origem, que é a chamada cultura judaico-cristã. É verdade que o livro destaca uma comunidade específica na Praça Onze carioca, mas as questões tratadas são universais: paixão, medo, ambição. As palavras em iídiche ou hebraico dão um tom pitoresco ao texto e têm um sentido intuitivo, ou seja, não comprometem a leitura (quem quiser saber mais terá um glossário no final). Os não-judeus compreendem perfeitamente o livro e ainda acham graça nas tradições que não conheciam.

E para a comunidade judaica, o que o livro traz de mais interessante? Será que não é apimentado de mais?

O livro trata de questões ainda hoje incômodas para a comunidade judaica, como as polacas e os rufiões judeus. Mas não escrevi um panfleto elogioso sobre o povo judeu, nem acho inteligente esconder a sujeira da história para transformar o passado num conto de fadas, com bruxas e fadas. Os dilemas, as vergonhas, os erros do passado devem ser sempre conhecidos e revisitados, inclusive para que alguns não se repitam. A História é um legado a ser estudado com honestidade. Seria ofensivo, para todos nós, que daqui a um século a posteridade retratasse a nossa época com distorções e maniqueísmos só para atender aos seus interesses.

Qual é sua base literária? Quais são os textos ou autores der mais importância?

Gosto de contadores de histórias e os judeus são hábeis nisso. Cito Stefan Zweig, Isaac Bashevis Singer e Moacyr Scliar. Primo Levi também é um excelente autor, mais centrado na Segunda Guerra e suas consequências. Em termos de romance histórico, admiro muito Equador, de Miguel Sousa Tavares. Mario Vargas Llosa também é um excelente fabulador em Tia Júlia e o Escrevinhador. Fora da ficção, recomendo os livros do economista Eduardo Giannetti, ensaios inteligentes sobre temas filosóficos. Ou seja, não tenho uma base literária específica, identificada com movimentos ou autores em particular.

Quando cursou Direito na PUC-Rio? Fez alguma outra graduação ou curso de especialização ? Onde?

Formei-me em Direito em 1998, aos 30 anos, tardiamente porque antes disso estudei Psicologia na mesma PUC-Rio. Larguei o curso no sétimo período, quase diplomado, porque já não queria ser psicólogo. Gostava mesmo é das leituras de Freud, Jung, Erich Fromm e uns tantos pensadores que me influenciaram decisivamente. O diploma em Direito também foi atrasado porque no meio do curso comecei a escrever meu primeiro romance, Propósitos do Acaso. Depois de formado, fiz vários cursos de especialização em roteiro para cinema e televisão, com profissionais como Doc Comparato e Paulo Halm. Talvez por isso muitos digam que meus livros são “imagéticos”.


Contatos com o autor:

Site http://ronaldowrobel.com.br 
Celular: (21) 8101-1122

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

De Escritores, Fantasmas e Mortos

Nas primeiras décadas do século XX, Paris era uma festa. A fama e o apelido vieram principalmente pela numerosa quantidade de artistas e, principalmente, escritores norte-americanos que foram morar em Paris, aproveitando-se do baixo custo de vida e da atmosfera inspiradora da cidade. O apelido foi merecido à atmosfera hedonista, embalada pelo vinho bom, barato e noitadas protagonizadas por celebridades internacionais.

Um século depois, a mesma cidade já não é uma festa, mas ainda guarda a mesma vocação literária, inspiradora e romântica, de tempos atrás. É justamente essa atmosfera que o escritor Paul Lodd, 59, retrata com tanta maestria em seu romance de estréia “De Escritores, Fantasmas e Mortos”.  O livro se passa em sua maior parte pelas ruas do bairro latino Quartier Latin, com suas pequenas vielas e bistrôs, e caminhando por elas, o protagonista do romance encontra fantasmas literários que socorrem seus momentos de crise criativa.

O personagem Jean-Pierre repete uma rotina diária à procura de inspiração e, nessa trajetória, se envolve com outros personagens. Uma linda mulher e um intricado relacionamento com um amigo norte-americano parecem montar um quebra-cabeça que formam as bases de um enredo misterioso e um tanto fantástico. Em outro plano, numa composição clássica de “livro do livro”, Jerome é o autor dessa história à busca de um desfecho grandioso. Nessa procura, ocorre um paralelismo entre criatura e criador, resultando num final dramático, como conclusão de um mistério muito bem articulado: “Procurei dar vida aos personagens a partir da minha própria experiência como escritor”, diz Lodd.

O domínio da linguagem, com traço claramente maduros e personagem com traços psicológicos marcantes, Lodd é um autor com grande talento narrativo que, apesar de brasileiro, viveu boa parte dos seus 59 anos em viagens internacionais ministrando cursos relacionados à saúde da medicina, sua especialidade. Em Paris encontrou um lar, depois de aposentado, passou a se dedicar a leituras e a um intenso exercício de observação de situações, personagens, comportamentos: “Sempre estabeleci uma troca sensorial muito grande com meu ambiente”, explica, justificando a sua capacidade de reproduzir com tanta fidelidade o estilo de vida parisiense, um pouco “à maneira de Proust”.

Mas essa não é a única proposta de seu romance. Ao contrário, Lodd tece uma intrincada rede de fatos e personagens que parecem nunca organizar-se o suficiente para definir um roteiro tradicional. E são apenas nas últimas páginas, após uma leitura envolvente, é que o quebra cabeças se desfaz num desfecho inteligente que justifica plenamente o mistério de todo o romance.

Lodd é um escritor com muitos planos e grande produtividade intelectual: “Quero fazer uma carreira também fora do país”, diz ele. Em breve, o mercado literário verá mais um novo título de sua lavra e, possivelmente, não apenas no Brasil. Seus temas internacionais, plenos de um romantismo pós-moderno que resgata nobres valores literários, aguçam a curiosidade e o interesse não só de editores nacionais, mas também europeus. Nada mais justo: Lodd é um escritor global e seu livro de estréia é a mais plena comprovação dessa vocação.


Contato com autor:
E-mail : paul-lodd@paul-lodd.fr / marcoate@club.lemonde.fr 
Skype: marco3813


Para conhecer sobre Paul Lodd:

Nascido em 11 de junho de 1951 no Rio de Janeiro, desenvolveu seu projeto de Pós-Doutorado no Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997), com bolsa da FAPERJ. Concluiu o Doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires (1991) .Terminou todos os créditos do mestrado em Anatomia Humana, na UFRJ em 1983 (dissertação de tese apresentada no exterior) e possui cursos de especialização e aperfeiçoamento, respectivamente em Metodologia do Ensino Superior (UFRRJ-1982) e Ergonomia (Fundación Mapfre-Espanha-1991). Foi, entre 1975 e 1979, professor colaborador da UFRJ e se aposentou como professor Associado, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde lecionou e pesquisou por trinta anos. A partir de 1997 passou a escrever crônicas para uma Revista da área de Saúde.

Foi consultor, contratado, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, exercendo, de 1992 a 1994, a função de coordenador de Biomecânica no Projeto BRA/92/006. Foi o responsável pela criação do Laboratório de Biomecânica do Núcleo de Ciências da Atividade Física-NUICAF, Ministério da Aeronáutica, exercendo a sua coordenação no período de 1993 a 1995. Recebeu, em 1999, do Simpósio Internacional de Dor o prêmio TRB Pharma, pelo melhor de trabalho de pesquisa apresentado sobre a dor. Foi orientador de teses do curso de Doutorado da Faculdade de Medicina da "Universidad de Buenos Aires"-UBA , recomendado pelo orgão similar à CAPES, com nota 6. Ministrou dois mil oitocentos e sessenta cursos e conferências em diversas universidades do : Brasil, Argentina, Espanha, Portugal, Venezuela, Uruguai e  Chile.

Nicolau Kietzmann Goldemberg
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Críticas

ESCRITORES, FANTASMAS E MORTOS *

UM ROMANCE ONDE SE FICCIONA A FICCIONALIDADE


“DE ESCRITORES, FANTASMAS E MORTOS” é um livro singular para reflectirmos sobre o mundo actual e nos darmos conta daquilo que é este séc. XXI.

O autor escolhe para personagem principal, a articular-se logo de início, um aposentado piloto da força aérea que página a página se transforma no epicentro de uma estranha fenomenologia para além da globalização e transcendendo o real ou filtrando a realidade pelo fantástico, “Você tem razão. Mas não se esqueça, estou morta e posso tudo. Passear pelo tempo. Me transfigurar em qualquer coisa.”.

 Uma jovem veste roupas do séc. XVIII, mas não é um disfarce nem uma visão de Jean-Pierre, porque ela está ali com ele em pleno sec. XXI a relatar a violência sofrida em plena revolução francesa quando em 1792 ela (e outros) haviam sido executados diante do povo, intemporalizando ou actualizando a violência com a idade de 217 anos e que mora em Paris vai para 238 anos, da mesma forma que ele vê escritores já de há muito falecidos, numa voracidade sobre o tempo de forma a que o leitor quase se ilude pela subtileza metaforizada sob recursos digitais. Aí e por isso, parte do livro são trocas de mensagens electrónicas e interferência na intriga, que afinal está em construção, pelos blogueiros.

Como em rigorosos planos cinematográficos, as personagens deslocam-se no espaço e tempo cibernéticos, com troca de mensagens (e-mails) entre Jean e um amigo de Nova York até que, a determinado ponto, a personagem principal passa a ser o autor do livro que estamos a ler e que ainda não está escrito, existindo apenas um roteiro do autor da obra que estamos a desfolhar e que já conhecemos o que era personagem principal, o vidente Jean-Pierre.

 Agora, o autor, Jerôme, descobre uma mulher, Sylvie que é a “mesa de leitura” de uma editora e sujeita o inacabado, a sinopse, para apreciação, dela, académica em letras.

 Aqui começa a desmontagem para montar o livro que se lê a si próprio sem espelho e para uma referência da nossa actualidade absurda pois nós conseguimos ler, por exemplo Proust, Freud ou Machado de Assis mas nenhum deles, se reaparecesse agora como era, conseguiria ler este livro que se instala no mundo informático e utiliza um léxico gerenciador e reduz o mapa-mundi a um pequeno espaço  pela comunicação e velocidade, dando-nos a sensação do digitalizar do pensamento em narrativa intemporal, sem uma verdadeira intriga mas muitos enredos cruzados em cosmicidade de ilusões necessárias mas diferentes das que todos os dias nos impingem as televisões.

 O autor, aquele que está dentro do livro a fazer este livro e que passa a personagem principal, troca largas impressões com a executiva da editora no sentido de dar um rumo e fim definitivo ao texto. Ela interessa-se e um pelo outro até ao relacionamento mais intimo.

 Jerôme recorre aos bloguistas e recolhe nove sugestões com textos bem lapidados com invocação de filósofos e outros agentes do saber superior. Desta forma, o livro que estamos a ler inclui a critica (apreciação) que lhe é feita, pluralizando a autoria.

 Jerôme encaminha-se para um romance criminal pois, antes, já lhe chegara de interesse a notícia do assassinato de um milionário. Porém, ao ler um jornal, depara-se com o assassinato de um milionário na Bolívia.
Decide-se em viajar pela América Latina, Brasil, Argentina e Bolívia, pois um blogueiro, havia sugerido que ele visitasse as terras das suas personagens no romance.

 Jerôme acaba numa cilada na Bolívia para morrer conforme o milionário assassinado, porquanto, o livro imaginado, correspondia, acidentalmente, a uma realidade e tornava-se numa denúncia sobre a alta corrupção, por isso o blogueiro mafioso insistira para que Jerôme visitasse lugares até chegar a Potosi.

 Antes, não obstante a internet falhar em La Paz, conseguira enviar o texto pelo correio e o livro – que pode não ser este- acaba publicado e nas mãos de uma mulher que só pode ser Sylvie.

E foi pela informática que o motorista que conduzia Jerôme lhe disse, pelo caminho, que conhecia o livro que ele andava a escrever e, por isso, recebera instruções de transferi o “turista” para uma camioneta para  depois ser executado. Afinal acabou como a jovem que ele, autor, colocara hoje no tempo da Revolução Francesa quando havia sido executada.

Com excelente domínio vocabular, conhecimentos de variados saberes e lugares, Paul Lodd, consegue um romance de profunda lucidez sobre os nossos dias, tão semelhantes a outras idades anteriores no que concerne à violência, acrescida da corrupção e da politica global que reduz o homem a usar a internet para ser seu instrumento, mundo cada vez mais surrealista, povoado de fantasmas e de conhecimentos ainda por desvendar. É um exercício também de laboratório sobre a escrita, colocando interrogações de como tratar as coisas reais se elas cada vez mais nos parecem fantasia da mesma forma que Jean-Pierre se avistava com Proust e outros para que o ajudassem a escrever o livro que ele não conseguia para, depois, aparecer o criador da personagem que se escreve sobre si, quase colocando Paul Lodd na arquibancada para assistir ao jogo. Vale a pena ler este livro quanto mais não seja porque é diferente.

 *Paul Lood, ed, LIVRE EXPRESSÃO, Rio de Janeiro, Brasil, 2010   

Manuel Rui

Poeta, contista, ensaísta, crítico literário, Manuel Rui Alves Monteiro nasceu a 4 de Novembro de 1941, em Angola;  em Coimbra licenciou-se em Direito. Em Portugal dirigiu a revista "Vértice", em que foi colaborador. A partir de em 1974, teve passagens na polítia, tendo sido Ministro da Informação do Governo de Transição Angola e Professor universitário e Reitor da Universidade de Huambo.

ESCRITORES, FANTASMAS E MORTOS

O romance já foi desestruturado e questionado. Um gênero literário que resiste ao tempo desde que se consolidou como o mais popular, comparando-se ao conto e à poesia. Hoje, o romance talvez não esteja em seus melhores momentos e é talvez por esse motivo que uma nova leva de escritores surge procurando resgatar alguns dos valores, técnicas e estruturas literárias que sempre caracterizaram tão bem o gênero. Lodd é um deles. Uma voz que surge entre a fragmentação literária dando corpo e alma a um texto de longo fôlego inspirado em romancistas definitivos — como Proust, um de seus inspiradores. Aquele velho prazer da leitura sobrevém numa linguagem despojada, sem amarras e sem compromisso, apenas com o objetivo de fazer literatura — mais especificamente, o romance. E ainda assim, uma linguagem nova, atualizada com o tempo da tecnologia, das relações vaporosas, da globalização. Lodd tem personalidade — a do escritor que sabe muito bem o que quer das palavras.

Roberto Amado 

Editor, tradutor, escritor e instrutor de cursos e oficinas litereairas com resenhas  e críticas literárias na  Revista Veja, Caderno 2 – Estadão,  Jornal Leia, Washington Post, Representante brasileirodo International Writting Program, a convite da Embaixada Americana, para um programa de escritor “in-residence” na Universidade de Iowa. Tem três livros  pela  Record, Atual e Lr.


“Caro,
Acabo de ler "De Escritores, fantasmas e mortos". Adorei! O seu meta-romance, isto é um romance sobre romances, é uma apresentação excelente e fascinante de realidade e ficção. Tanto na forma como no conteúdo é surrealismo, e, pensando nas obras de Guimarães Rosa, realismo mágico.
Seja qual for a razão, os nossos agradecimentos ao autor ficcional e real de uma obra magnífica”
Carta de Russell G. Hamilton. Professor Emérito, Ph.D. Yale Univesity (1965).  Professor de Literatura em Português, brasileiro e africano e lusófona, afro-baiana expressões culturais afro-Português, (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), e a teoria pós-colonial.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Caninos – Antologia do Vampiro Literário

Caninos – Antologia do Vampiro Literário


É editada pela primeira vez no Brasil uma grande antologia sobre o vampiro na literatura ocidental. Essa figura, que surge em textos do séc. XVIII, vai se fixando até virar um verdadeiro mito ao longo do séc XIX. O vampiro de nossos dias foi todo ele moldado nesse período. Diversos dos grandes escritores que crivaram suas penas sobre o assunto estão reunidos em 528 páginas com contos, poemas e trechos de dissertações, teatro e romance nesta edição da Berlendis & Vertecchia Editores.

O vampiro literário vai muito além da literatura de terror e consagrou-se ao passar pelas mãos de autores como Dom Calmet, Goethe, Coleridge, Lord Byron, Hoffmann, Gógol, Baudelaire, Bram Stoker e muitos outros notórios escritores da cultura universal. O livro traz, ao lado dos principais textos desse cânone, outros não menos representativos, porém praticamente desconhecidos, não apenas no Brasil, mas também mundo afora. Exemplo disso são os contos de E. T. A. Hoffmann, de Ernst Raupach, de Leopold von Sacher-Masoch e de Luigi Capuana; os significativos excertos da pesquisa de dom Calmet, da prosa poética de Prosper Meerimée e da peça de Charles Nodier, que catapultou o vampiro como um ícone insubstituível da cultura de massas – todos eles inéditos no Brasil.


 A leitura possibilita muito mais do que uma visão panorâmica, ao explorar as proximidades temáticas e a formação de um repertório de lugares-comuns, mas também a enorme diversidade de tratamentos estilísticos e de gêneros literários (dissertação, poesia, teatro, conto, romance etc.) O organizador da obra, Bruno Berlendis de Carvalho, acredita que este estudo será um objeto indispensável nas prateleiras dos aficionados e curiosos, além das bibliotecas, como conta:


“A antologia é formada de amostras: textos que considero seminais para a difusão, o desenvolvimento e a consolidação da figura do vampiro nos círculos literários e artísticos ocidentais. Não por coincidência, muitos de seus autores gozam de razoável a grande notoriedade. Procurei realçar alguns aspectos que perpassam as obras escolhidas em pequenos textos de apresentação a elas. O objetivo dessas considerações não é, de maneira alguma, direcionar o olhar do leitor ou “explicar-lhe” o porquê da obra e seu valor; mas apenas discorrer, um tanto livremente, a respeito de algumas características que parecem ligar uma obra à outra, ou mesmo diferenciá-las. De todo modo, trata-se de uma aproximação que torna essas obras enquanto interlocutoras, ou seja, enquanto pertencentes a um mesmo ambiente de repercussões”.


As traduções seguem a linha de qualidade dos textos escolhidos e foram encomendadas para profissionais de excelência, como o poeta Ferreira Gullar, Leonardo Fróes, Ivo Barroso, Erick Ramalho (Prêmio Fundação Biblioteca Nacional – Melhor tradução de Poesia de 2009) e outros. Todas as traduções são inéditas e vertidas diretamente dos idiomas originais.


Cada texto selecionado é introduzido por uma apresentação simples e objetiva, que remete à biografia de seu autor e o insere em seu contexto de origem. O volume conta ainda com introdução histórica; mapa para localização das regiões citadas; posfacio que explora em profundidade as principais questões envolvidas nesse tipo de literatura, assim como suas possíveis origens folclóricas; bibliografia atualizada e ainda um precioso índice temático remissivo.


Autores selecionados:
Dom Augustin Calmet, Ossenfelder, Bürger, Goethe, Coleridge, Lord Byron, John William Polidori, Charles Nodier, E. T. A. Hoffmann, Ernst Raupach, Mérimée, Gógol, Gautier, James Malcolm Rymer, Heinrich Heine, anônimo, Baudelaire, Joseph Sheridan Le Fanu, Leopold von Sacher-Mascoh, Guy de Maupassant, Bram Stoker e Luigi Capuana.


Fontes para entrevistas:
Bruno Berlendis organizador coleção e editor: editora@berlendis.com ou 11 3085-9583


Dados Técnicos:
Caninos - Antologia do vampiro literário
 Vários autores
Organização de  Bruno Berlendis
ISBN: 978.85.7723-028-0
528 páginas
16 x 23 cm
Capa em papel especial

Valor:R$72,00

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Capa de Caninos – Antologia do Vampiro Literário

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Livro: Paraíba do Sul – História de um Rio Sobrevivente - Valdemir Cunha/Luís Patriani


Paraíba do Sul – História de um Rio Sobrevivente

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O livro traz uma grande reportagem realizada por uma experiente dupla de jornalistas, o fotógrafo Valdemir Cunha e o repórter Luís Patriani. Juntos, percorreram o Rio Paraíba do Sul em toda a sua extensão registrando os diversos ambientes culturais e históricos, a diversidade geográfica e as principais questões ambientais que protagonizam o trajeto do rio. Uma região de grande riqueza histórica e de peso econômico, o eixo Rio-São Paulo foi palco de incursões dos Bandeirantes, do caminho do ouro de Minas Gerais, da lavoura da cana-de-açúcar e do café, da mineração e da crescente industrialização que permanece até hoje.
Todos esses aspectos são explorados no percurso da nascente à foz do rio e ao longo de todo o vale. Nesse trabalho, algumas revelações são consolidadas com precisão - as questões ambientais trazidas pela ocupação urbana e industrialização do vale e os personagens e fatos determinantes de uma cultura permanente. As obras complexas que transformaram a fisionomia da região e, acima de tudo, do Rio Paraíba, que resiste a todo tipo de percalço.
O livro apresenta um mapa para o leitor acompanhar o trajeto do rio que nasce em São Paulo e desemboca no Atlântico, ao norte do Rio de Janeiro como conta o Luis “Antes da viagem, tentamos buscar referências para nos pautar e encontramos pouco material sobre essa região tão rica. Um espaço aberto principalmente para a cultura popular. Descobri que o Paraíba é, ao longo de sua extensão, um provedor histórico de água, abastecendo um conjunto de cidades cuja soma total da população chega a 9 milhões de pessoas. Além disso, atravessa uma região com tradições enraizadas desde os seus primeiros moradores e produziu assim uma identidade orgulhosamente sustentada pela população da região”.
Para o fotógrafo Valdeir Cunha a beleza da região impressiona por sua pluralidade de paisagens naturais, arquitetura, história e das figuras humanas, o que rendeu belas imagens e o livro vem cautelar a lacuna da falta de registro da região. Curiosamente Luis e Valdemir estiveram em São Luis do Paraitinga uma semana antes da tragédia que destruiu grande parte da parte histórica da cidade:
 “Eu estava registrando as atividades de rafting e fiz as fotos da cidade. Depois acompanhamos tudo pela televisão, as imagens eram impressionantes. Nós também sofremos no deslocamento pela região devido às estradas interditadas pela queda de barreiras e deslizamento de terra provocados pela chuva”, conta Valdemir.
Ambientalismo
O livro ao mesmo tempo tem a missão de registrar as mudanças causadas pelo desenvolvimento populacional e industrial no entorno do Rio Paraíba do Sul.  Em seu trajeto, ocorre a maior transposição do Brasil — a do Rio Gandu, que desloca três quartos do seu volume de água para abastecer o município do Rio de Janeiro e no Paraíba do Sul ainda se forma a segunda maior lagoa natural de água doce do Brasil, com 370 km2.   Além de desembocar no mar formando um delta, fenômeno geográfico que ocorre, em território brasileiro, somente com outro rio famoso, o Parnaíba, entre o Maranhão e o Piauí.
As histórias passam por desastres ambientais, pela transformação da vida daqueles que dependem da pesca  e pelo impacto que a Via Dutra provocou  na paisagem da região:
“Umas das partes mais bonitas é a foz do Rio Paraíba do Sul, quando entra em contato com o mar. Mas é visível o que transformação humana faz: o mar está invadindo a Vila Atafona” afirma Valdemir. Após 1200 km de percurso, as águas vêm perdendo o fôlego de vazão por inúmeras transposições, barragens e assoreamentos, permitindo assim que o mar avance sobre a linha original da costa. Luis completa: “Esse trabalho mostra que é necessário um cuidado com a preservação, pois nem todos os danos são reversíveis”.
Patrocínio: MAN – Volkswagen Caminhões e Ônibus e apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Luís Patriani - (11) 9810-0795  luis_gervino1@hotmail.com
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Pratica o jornalismo de viagens e meio ambiente no melhor estilo de reportagens presenciais desde 2006. Colaborador de várias revistas do setor é um investigador dedicado, que não mede esforços para vencer os desafios da informação – como voar de balão ou se embrenhar nos lugares mais remotos do país. Já trabalhou ou colaborou nas revistas: Terra, Próxima Viagem, Trip, Veja São Paulo, Lonely Planet, Mitsubishi, Revista da Gol, entre outras.
 
Valdemir Cunha - 11 3645-0301 valdemircunha@editoraorigem.com.br
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Começou na fotografia em 1986, tendo passado pela Folha de S. Paulo, Folha da Tarde (atual Agora) e Diário do Grande ABC. Colaborou para a revista Caminhos da Terra (Abril) e trabalhou durante seis anos na Editora Abril, como editor de fotografia da Terra e Viagem & Turismo. Viajou por mais de 80 países captando imagens para diversos títulos da editora. Conquistou várias premiações de fotografia, entre elas três prêmios Abril. De 2001 a 2009 foi editor executivo na Editora Peixes e hoje mantém trabalhos fotográficos no site: www.valdemircunha.com.br

Autores: Luís Patriani (texto), Valdemir Cunha (fotografia / Ilustrações).
Assunto: Meio Ambiente, Comunicação, Fotografia.
Preço: R$ 89,00

FICHA TÉCNICA
ISBN: 978-85-88031-28-9
Paraíba do Sul: história de um rio sobrevivente.
Idioma: Português
Formato: 23 x 30 cm - 2010 – 132 páginas.
82 Fotografias e Ilustrações



Nicolau Kietzmann Goldemberg
DGNK Assessoria de imprensa
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Imagens Paraíba do Sul História de um Rio Sobrevivente

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Créditos: Waldemir da Cunha





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

31 anos criando com qualidade - Berlendis & Vertecchia Editores lança loja virtual e catálogo digital

31 anos criando com qualidade

Berlendis & Vertecchia Editores lança loja virtual e catálogo digital

Em 1979, a jornalista ítalo-brasileira Donatella Berlendis cria um novo rumo para os livros infanto-juvenis, almejando levar textos, ilustrações e edições primorosas para o mercado editorial. No mesmo ano lançou Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, cujo projeto gráfico inovador foi reconhecido internacionalmente, impulsionando um grande sucesso de vendas. Passados 31 anos, a editora Berlendis & Vertecchia não só continuou e ampliou esse padrão, como agora disponibiliza seu catálogo e a sua loja virtual (www.berlendis.com).

A coleção de bons autores só estava começando. A editora possui em seus títulos os escritores e ilustradores Jorge Amado e Cariybé, Ziraldo, Moacir Scliar, Lasar Segall, Fernando Sabino, Tomie Ohtake, Alfredo Volpi, Umberto Eco e Eugenio Carmi, Oscar Wilde, Lisbeth Zwerger, Carcamo, Rudyard Kipling, Leonardo da Vinci, Gustave Flaubert, entre outros.

Hoje Bruno Berlendis está a frente dos negócios e norteia rumo editorial. Atuando como diretor desde a década de 1990, vê que a virtude da empresa é o capricho e a atenção dispensada a cada detalhe das obras, o grande diferencial para a aceitação do público leitor que tem refletido em significativas adoções de bibliotecas públicas e particulares, como conta:

“Nossa preocupação – ou melhor, nosso prazer – é com a qualidade, seja ela literária, gráfica, artística. Esse é o foco que norteia todos os nossos esforços. É por isso, acredito, que conseguimos manter uma identidade coerente, mesmo abrindo novas linhas editoriais.”

Com mesmo interesse em se aperfeiçoar, desenvolveu trabalhos de adaptação e de tradução, no ano de 2002 ganhou o Prêmio Nacional para Tradução do Ministério da Cultura da Itália – que contempla os melhores trabalhos de divulgação literaria italiana no mundo –, com a edição e tradução de mais de 30 volumes da coleção Letras Italianas (romances e contos). Seu último trabalho, que será lançado no mês de setembro, reúne textos seminais numa antologia de clássicos sobre vampiros, que inclui traduções diretas de Goethe, Coleridge, Lord Byron, Baudelaire, com traduções de Ferreira Gullar, Ivo Barroso entre diversos outros.

Editora Berlendis & Vertecchia

Tel: 11 3085-9583

www.berlendis.com

Fontes para entrevistas:

Bruno Berlendis: editora@berlendis.com ou 11 3085-9583

Nicolau Kietzmann

Assessoria de imprensa

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Autora Deborah Goldemberg comemora três anos do blog www.ressurgenciaicamiaba.blogspot.com


Autora Deborah Goldemberg comemora três anos do blog

www.ressurgenciaicamiaba.blogspot.com


Há três anos, a escritora Deborah Goldemberg lançou o seu blog Ressurgência Icamiaba (www.ressurgenciaicamiaba.blogspot.com) quando ainda não tinha tempo e energia para investir em sua carreira de escritora, já que o trabalho no Banco Mundial tomava todo o seu tempo entre a rotina e as viagens:



“O blog proporcionou um espaço para mostrar minhas crônicas, poemas e alguns pensamentos, me obrigou a desenvolver uma rotina para organizar textos e idéias, inicialmente para os amigos e depois para pessoas desconhecidas”. Afirma a escritora.



Com dois livros publicados: Ressurgência Icamiaba, Ed. Annablume e O Fervo da Terra, Ed. Carlini & Caniato, Deborah se orgulha da iniciativa digital que a ajudou a “sair da gaveta”, publicar em papel e divulgar seu trabalho. Em 2009, participou da competição internacional de blogueiros em Copenhague organizado European Journalism Center, Dinamarca, a partir do convite que recebeu no blog para ser colaboradora do site GVO (Global Voices Online), um projeto desenvolvido pela universidade de Harvard.


Para comemorar os três anos, atualizou o visual do blog, que hoje serve para novos propósitos:


“No início, era um blog de textos literários. Agora é também um meio de divulgação do meu trabalho e uma forma das pessoas acompanharem os eventos literários do qual participo em várias Estados do Brasil”.


Deborah Goldemberg é curadora do Sarau das Poéticas Indígenas na Casa das Rosas há dois anos, participou da oficina literária da FLIP 2010, Paraty, recentemente foi convidada da Quarta-literária evento da Livraria Valer sobre Rachel de Queiroz, em Manaus. Com O Fervo da Terra, participou de eventos na Feira do Livro de Porto Alegre, RS, e na Feira do Livro Indígena do Mato Grosso, MT, do Sarau da Casa e Sarau Quinta Poética na Casa das Rosas, SP, e publicou em coletânea da Academia Niteroiense de Letras, RJ.


Noite de autógrafos Ressurgência Icamiaba: Quinta-feira, dia 19, na 21ª Bienal do Livro de SP, às 20hs, no Estande 155 (Multifoco).


Deborah Goldemberg, paulistana, é formada em antropologia pela London School of Economics. Atua na área de desenvolvimento sustentável há 14 anos em grande parte no nordeste e norte do Brasil, tendo trabalhado na ONU e Banco Mundial. Desde 2007, se dedica à literatura e eventos literários.


Contatos: 11-99540982 /debbiegoldemberg@yahoo.com.br


Nicolau Kietzmann Goldemberg

Assessoria de imprensa

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tristão e Isolda Coleção Os Meus Clássicos - Editora Berlendis & Vertecchia


Tristão e Isolda
Coleção Os Meus Clássicos
A clássica história presente na literatura, na dramaturgia e no cinema ganha nova edição para os jovens apreciadores da leitura. Mais um grande ícone das letras da coleção Os Meus Clássicos, a lenda de origem celta data de antes do século XII, quando foi escrita pela primeira vez. A nova edição agrega uma linguagem simples, mas inteligente, recheada de muita aventura e romance, o que faz com que o jovem se apaixone pelas peripécias de Tristão e da princesa Isolda, do começo ao fim.
Para recontar a história do amor impossível, a autora Helena Gomes – já conhecida do público juvenil, é jornalista e professora universitária – realizou uma longa pesquisa e, para cativar os leitores, dedicou grande atenção à composição dos personagens:
“Não adianta a Isolda e Tristão serem lindos e encantadores. Na minha versão eles têm que ‘suar a camisa’ para serem heróis. Nas versões comuns, Tristão mata rapidamente o dragão e pronto; no nosso texto, ele briga bastante e o dragão ataca o castelo, fazendo uma enorme bagunça. Explorei Isolda como uma descendente de fadas e ressaltei o mistério e o dom da magia. Além de ela ser uma princesa linda e encantadora, e onde chegasse todos paravam olhar, provocando aquela emoção que o leitor jovial tanto procura”.
A leitora Carla Yanagiura, 14 anos, é privilegiada. Filha da autora, tem acesso ao texto original antes mesmo de ir para a gráfica e, quando perguntada sobre a qualidade do livro, não tem dúvidas: “Claro que eu gostei. A história é boa, a narrativa é envolvente, e os personagens são ótimos. Você dá risada em algumas partes e quase chora no final", afirma a adolescente.
A coleção Os Meus Clássicos oferece aos jovens leitores adaptações e traduções criteriosas de grandes livros da literatura universal. Parte-se sempre de bons originais, apoiados por comentários críticos, para recolher toda informação que possa cativar o leitor e explicar-lhe o contexto das obras: a autoria, o momento histórico, as realidades sociais. Como conta Bruno Berlendis, editor da coleção:
“No caso de Tristão e Isolda – a grande história de amor da Idade Média –, o interessante é que não há um autor, mas diversos, cada um com seu tratamento para a lenda celta: Gottfried de Estrasburgo, Marie de France, Béroul e outros mais. Helena Gomes soube recolher elementos para compor uma narrativa ágil, quase cinematográfica, que prende a atenção do jovem, ao mesmo tempo em que recupera as características dos relatos originais".
Ficha técnica:
Editora Berlendis & Vertecchia
Páginas: 232
ISBN: 978-85-7723-027-3
Valor: R$ 39
Autora: Helena Gomes
Ilustração:Renato Alarcão
Editora Berlendis & Vertecchia
Tel: 11 3085-9583
www.berlendis.com
Fontes para entrevistas:
Bruno Berlendis organizador coleção e editor: editora@berlendis.com ou 11 3085-9583
Helena Gomes (autora) e Carla Yanagiura (leitora juvenil): hakio@uol.com.br
Helena Gomes:
É jornalista desde 1988. Atuou como repórter, diagramadora e editora no jornal A Tribuna, nas áreas de Local, Cidades, Artes, Internacional, Educação e Saúde. Foi responsável pelo suplemento infantil A Tribuninha. Atualmente, trabalha para a Z Consultoria e é professora universitária, com especialização em Educação e Educação a Distância. Também ministra cursos, palestras e oficinas sobre o processo de criação de histórias.
Autora dos livros de ficção Assassinato na Biblioteca (Rocco, 2008), Lobo Alpha (Rocco, 2006), Kimaera (Jambô, 2009), O Arqueiro e a Feiticeira (Devir, 2003), Aliança dos Povos (Idea, 2007) e Despertar do Dragão (Idea, 2008) - estes três da saga A Caverna de Cristais. Escreveu ainda Código Criatura (seqüência de Lobo Alpha, Rocco, 2009) e o infantil Nanquim (Paulinas, 2008), entre outros.
É co-organizadora, com o escritor Claudio Brites, da antologia de contos medievais Anno Domini (Andross, 2008). Participa das antologias O Livro Negro dos Vampiros (Andross, 2007) e Ficção de Polpa, volume 3 (Não Editora, 2009).
Coleção: Os Meus Clássicos:
Fábulas e alegorias - Leonardo da Vinci
O fantasma de Canterville – Oscar Wilde
Ilíada – Homero
O livro da selva – Rudyard Kipling
O Ramayana

Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
nicolau@dgnk.com.br
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Capa e Ilustação do livro Tristão e Isolda

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