segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lançamento: COPACUBANA, de Hector Bisi - Ed. Edith.



COPACUBANA, de Hector Bisi.
Ed. Edith.

Copacubana é um livro que um tradutor se recusou a traduzir, uma escritora hesitou em fazer seu lançamento no mesmo evento e a própria mulher do autor preferiu nem ler. E a polêmica não para por aí. Hector Bisi recebeu um irreverente e sincero prefácio do lendário ator Paulo César Peréio, que revela: “Há confusão entre a primeira e a terceira pessoa...” e declara: “Qualquer manifestação subjetiva só é interessante na medida que o sujeito me interessa, e não é o caso.”

Desafiando o bom senso e “gostando de apanhar”, o carismático autor estreante com vocação para enfant terrible uniu-se ao editor que, notoriamente, gosta de publicar o impublicável, Vanderley Mendonça (do Selo Demônio Negro e, agora também, da Edith). E assim COPACUBANA veio ao mundo literário neste mês de setembro. Numa época de lançamentos insípidos, isso torna o livro de Hector Bisi minimamente interessante.

O que move Bisi a enfrentar (e provocar) tantos desacatos é a paixão pelo temas das mulheres humildes, ou como elas próprias diriam, “humirdes”. Nasce aí o neologismo "mirdes", que pontua todo o livro e é um apelido "carinhoso" que o seu personagem principal, um quarentão obcecado por garotas novinhas, inventou para se referir a elas. Detalhe, todas têm a mesma característica: são feias e suburbanas. Seu bordão é “Não sou pedófilo, elas é que são gerontófilas: tem tesão por homens mais velhos.” A mesma temática que levou o humorista Rafinha Bastos à fama, o tratamento politicamente incorreto das questões de gênero, recebe aprofundamento neste dinâmico romance tragicômico.

Outra obsessão do autor é com a América Latina. "A gente tem que parar de procurar semelhanças entre São Paulo e Nova York, de ser tão influenciado pelos americanos. Enquanto o cinema deles é uma droga, a gente tem escritores sensacionais como o Pedro Juan Gutiérrez, em Cuba, o César Vallejo e o Efraim Medina, na Colômbia”. É possível encontrar semelhanças entre a escritura de Hector e a do cubano Pedro Juan, criador do "realismo sujo" e personagem real do livro, mas ele dissimula: "Meus personagens chegam a ser românticos e, além disso, eu tenho muito mais cabelo do que o Pedro Juan".

No livro, Pedro Juan (o personagem) vem ao Rio como convidado especial de um Congresso de Travestis-escritores em Copacabana, no Rio de Janeiro.“Deste encontro nasce COPACUBANA, o lugar mais quente ao sul de Havana.” Em dupla, os dois homens vivem aventuras com as mirdes até que o quarentão parece se apaixonar verdadeiramente por uma delas. Seria uma redenção?

Hector nasceu em Belém, morou em Londres e é hoje um paulistano que ama o Rio. Já foi engenheiro na Amazônia, servente de obras em Londres e agente de modelos em São Paulo. Desenvolveu sua escritura nas oficinas literárias do escritor Marcelino Freire, co-editor do Selo Edith, e de Mario Bellatin, premiado autor mexicano. Para provar que não é a inspiração de seu primeiro protagonista, dedicou o livro à sua mulher: “Mais do que a mulher da minha vida, a mulher da minha memória. Todas numa só.”

Capa: COPACUBANA tem uma capa criativa e com o projeto gráfico, assinados pelo diretor de arte Renan Bulgari. Com isso, os leitores podem ter uma certeza: se o parecer negativo do tradutor, a irreverência crítica de Peréio e a intuição da musa de Hector Bisi estiverem corretos, vão ter pelo menos um belo livro na estante.

Contato com autor:

Informações:
Copacubana
Editora: Edith
Autor: Hector Bisi
Preço: R$ 30,00
108 págs – 14 X 21cm
ISBN 978-859039352-8

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Editora Octavo é indicada Prêmio Jabuti 2011 em duas categorias


Editora Octavo comemora a indicação de finalista do livro Nau dos Insensatos para o Prêmio Jabuti 2011 da Câmara Brasileira do Livro em duas categorias a de tradução e de capa.  Considerado o primeiro best-seller de todos os tempos, publicado originalmente em 1494, ironiza a sociedade do seu tempo.
                             
Seu apelo foi tão grande que, no tempo de vida do autor, a obra foi editada 15 vezes e traduzida para várias línguas, tornando-se a primeira obra da literatura alemã a ser traduzida para o inglês. Ao morrer, em 1521, Sebastian Brant era o autor mais renomado da Europa.

Sendo a obra a primeira leva de livros da Editora Octavo o editor Isildo de Paula Souza comenta: “Após mais de 23 anos de mercado editorial em grandes livrarias, essas indicações é um verdadeiro estímulo para a continuidade do nosso trabalho que acabou de começar aqui na Editora”.

Os livros da editora são negociados com agentes estrangeiros como Slow Reading, do canadense John Miedema, Leve-me com Você, do francês Paul Desalmand ou achados de domínio público que são traduzidos com a Nau dos Insensatos (alemão) ou o primoroso trabalho do livro Da Origem e Propagação do Café de Antonie Galland (1001 noites) com capa dura com verniz com cheiro de café.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lançamento: Livro de poesia Sambaqui – Edson Cruz


Contemplado com a Bolsa de Criação Literária do Programa Petrobras Cultural, para terminar de produzir e editar seu livro Sambaqui com a seguinte justificativa dada pelos jurados: “O livro de Edson Cruz apresenta poemas curtos, de rica e instigante imagética.”, o poeta, editor e agitador (ciber)cultural lança o livro Sambaqui com o crivo de poetas e literatos como Antonio Cicero, Reynaldo Damazio, Ronald Augusto e Ricardo Silvestrin.

Figura conhecida na web, nos anos 2000, editou o histórico site de literatura CAPITU - site que fazia parte da home do UOL como indicativo para leituras e livros e, depois, concebeu o site CRONÓPIOS, onde pode dialogar, trocar e publicar grande parte da literatura contemporânea brasileira e, também, hispano-americana, até 2009, quando passou a se dedicar ao seu livro e a mediar mesas em eventos literários no Brasil, Uruguai e Argentina.

Os poemas selecionados para edição dialogam com a presença e a percepção da morte e vão na contramão de uma poética narrativa e prosaica que se tornou corriqueira em nossa poesia contemporânea. Primando pela concisão, os versos não descartam a musicalidade e a rima. A leitura embrenha os leitores na melancolia perante os fatos da vida e na direção que as coisas têm tomado. O autor comenta:

“É curioso, e talvez seja uma falha de caráter, mas quando estou alegre não consigo produzir nada que valha a pena. Mas quando leio um poema que acabo de escrever e que, penso, mantenha-se em pé, mesmo respingando bile, fico muito feliz. Paradoxos da criação.”

E completa sobre as suas inspirações: “A musa de qualquer poeta é sua biografia pessoal, sua memória, suas perdas. Seu jeito particular de ver as coisas e o mundo. Afora isso, há sempre o diálogo com o que podemos chamar de tradição poética e textual, mesmo que ela seja uma tradição bem pessoal e arbitrária”.

Nascido em Ilhéus/BA, conheceu a pobreza extrema em São Paulo e considera ter sido salvo pelo convite que lhe fez um padre, para estudar no Seminário de São Roque – em regime de semi-internato –  e, quem sabe, seguir a carreira eclesiástica. Mas conseguiu escapar do que poderia ter sido sua sina tendo a oportunidade de conviver com uma biblioteca pela primeira vez na vida. Teve aulas de Latim, Francês, Espanhol, Retórica, Canto e outras coisas impensáveis para um menino em suas condições sociais e culturais. Hoje é revisor publicitário da premiada agência J.W. Thompson do Brasil.

Com humor e a inteligência navalhesca, responde quando perguntado: Aonde você quer levar os leitores?

“Sei lá. Às vezes, a pretensão é maior do que a fatura. A musa quase sempre é caprichosa. Não dá mole, assim, pra qualquer baianinho. Mas me vingo acreditando no desabafo de Freud, que disse, não sabemos se desanimado com a empreitada inglória da Psicanálise, ou com uma pontada de inveja dos poetas: ‘Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim”.

E sobre o que pretende provocar naqueles que se arriscam à leitura de seus poemas:

“Reflexão. Quiçá, alguma epifania. A poesia não tem muita moral no fim da história. Ou ela te toca, ou não. E se ela não te tocar, o azar é todo teu e não do poeta. Muito menos da poesia, que continua vicejando nas frestas dos muros e até em alguns poemas por aí”.



Contatos do autor:

EDSON CRUZ nasceu em Ilhéus, BA, e mora em São Paulo. Poeta, editor e revisor publicitário. Foi fundador e editor do site de literatura Cronópios (até meados de 2009) e da revista literária Mnemozine. Lançou em 2007, Sortilégio (poesia), pelo selo Demônio Negro/Annablume; O que é poesia?, como organizador, pela Confraria do Vento/Calibán; e uma adaptação do épico indiano, Mahâbhârata, pela Paulinas Editora. É professor no Curso Prática de Criação Literária da UnicSul/Terracota Editora, no Módulo Poema. Seu próximo desafio
na cibercultura será o site MUSA RARA – Literatura e Adjacências (www.musarara. com.br) E-mail: sonartes@gmail.com

Dados técnicos:

Título: SAMBAQUI
Editora: Crisálida Editora (www.crisalida.com.br)
Autor: Edson Cruz
Tema: poesia brasileira contemporânea
Formato: 14 x 21 cm | 64 p. | BROCHURA
ISBN 978-85-87961-63-1 | ano: 2011
Preço: R$ 20,00

Comentários críticos:

Um famosíssimo verso de Terêncio diz: “Nada do que é humano me é estranho”. Certos versos do poema “sol negro”, de Sambaqui, dizem, ao contrário: “tudo o que é humano /se tornou estranho”. Ora, sem dúvida por ter desejado que nada do que é humano lhe fosse estranho, o autor de Sambaqui tornou-se capaz de reconhecer e aceitar, olho no olho, a estranheza que de fato se abate sobre tudo o que é humano. Nesse reconhecimento e nessa aceitação, Sambaqui atinge seus mais admiráveis momentos, em diversos poemas de estranha, concisa e tensa beleza. Como dizem os versos finais do poema “salsugem”: “o que já foi / meu um dia / hoje / é alimento / da poesia”. É por não se furtar ao corpo a corpo com a estranheza da vida, da morte, da linguagem, do silêncio, da finitude, enfim, que não raras vezes – e, a cada uma dessas vezes, pela eternidade de um segundo, qual “gota de orvalho na manhã do Saara” – a poesia aqui triunfa.

Antonio Cicero


O que é e já foi, um dia, o homem – ou o ego scriptor de – Edson Cruz, está muito bem presentificado via linguagem (sistema que se exaure e se renova a cada gesto poeticamente crucial) nesse conjunto de poemas intitulado Sambaqui. Combinação de ecos, camadas: acervo harmônico, em sentido marioandradino, isto é, por oposição ao melodioso, ao dócil. O soft de base e o hard alusivo, entrelaçados em sua poesia, reconhecem similaridades entre John Cage e o samba, entre as redundâncias e a vertigem da cegueira, entre a dádiva imerecida e o sal que corrói a pele da alma. Edson Cruz é um poeta que mobiliza as palavras no poema de modo a deslustrar o entendimento pela intuição e a sugerir o entulho no antolho do sabido. O silêncio, constitutivo da composição do poema, uiva vivo em Sambaqui, para Edson Cruz trata-se de um “cão sem dono/ entregue/ à própria sorte”.

Ronald Augusto


Os poemas de Edson Cruz são navalha e acalanto; talham e afagam com o rigor de linguagem movido pela consciência dos sons e suas ressonâncias imagéticas. Entre labirintos em 3D na tela do computador, as palavras se rebelam como uivo, bile negra, sirenas a desorientar incautos Ulisses ou a enlouquecer vestais. A epifania dobra a esquina: sambaqui.

Reynaldo Damazio


O poema, esse objeto de inúmeras formas, tamanhos, assuntos, para em pé, solto no espaço. Nuvem que não se esvai.  Fazer um que seja bom é raro. Edson, em Sambaqui, fez vários. Do início ao fim do livro, não perde o tom da surpresa, do dizer que desdiz, das palavras selecionadas com pinça. Para mim, “Caravana solitária” e, sobretudo, “Bile negra”, como diria o Chacrinha, vão para o trono.

Ricardo Silvestrin



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

lançamento Livro e Exposição do Fotógrafo Pedro Martinelli dia 13/09

Pedro Martinelli lança livro e inaugura exposição de fotos vintage
Sábado, 13 de agosto, a Terra Virgem Editora lança terceiro volume
da coleção Fotógrafos Viajantes no estudiobola

Com exposição de fotos vintage, o livro Martinelli, Pedro da coleção Fotógrafos Viajantes será lançado dia 13 de agosto, sábado, pela Terra Virgem Editora no estudiobola.

O livro Martinelli, Pedro reúne imagens feitas por um dos maiores fotógrafos do País, que atuou em grandes jornais e revistas como O Globo (1970 a 1975), Veja (1977-1983) e Editora Abril (1983-1994). As paisagens, os índios, o desmatamento e os detalhes da Amazônia permeiam todo o livro e dividem espaço com futebol; políticos, como Lula, Maluf ou Juruna; uma modelo tcheca em Paris, e uma versão “dona de casa” de Sonia Braga, cozinhando em Paraty.

A COMPOTA editou e comercializará 36 fotografias, em preto-e-branco, que retratam a Amazônia, um dos temas mais explorados por Pedro Martinelli em seus 40 anos de carreira. São imagens vintage, únicas, todas PAs - provas de autor - em papéis já descontinuados no mercado. Preços a partir de R$ 700,00.


Lançamento do livro Martinelli, Pedro da coleção Fotógrafos Viajantes
Quando: sábado, 13 de agosto
Onde:  estudiobola - R. Presidente Antônio Candido, 228, Alto da Lapa. Tel. (11) 3237-0251
Horário: 11h às 18h
Aberto ao público. Grátis


Exposição de fotografias de Pedro Martinelli
Onde:
 Compota Edições Limitadas, no estudiobola
R. Presidente Antônio Candido, 228, Alto da Lapa. Tel. (11) 3237-0251
Horário: Abertura - 13 de agosto, das 11h às 18h
De 15 de agosto a 28 de outubro das 9h às 18h, segunda a sexta-feira
Informações: vendas@compotaonline.com.br
Livre. Aberto ao público. Grátis
  

Livro Martinelli, Pedro
Fotografia: Pedro Martinelli
Texto: Pedro Martinelli e Roberto Linsker
Design: Roberto Linsker e Ciro Girard
Curadoria: Roberto Linsker
Terra Virgem Editora
64 imagens
Formato 12,3 x 15,9 cm
96 páginas
impressão 4 cores
Preço: R$ 45,00
ISBN: 978-85-85981-61-7  

Terra Virgem Editora
Rua Galeno de Almeida, 179
05410-030 São Paulo SP
Tel: (11) 3081-9932 / 3083-7823
www.terravirgem.com.br
terravirgem@terravirgem.com.br  

Sobre a Terra Virgem Editora -
Especializada em Brasil e em fotografia, a Terra Virgem Editora valoriza em suas publicações o imenso patrimônio natural e cultural do país. São livros que reúnem conteúdos precisos e linguagem simples com ênfase na informação visual. Entre os títulos da editora destacam-se a série Fotógrafos Viajantes, a série Brasil Aventura, um grande  sucesso editorial, com 6 volumes e mais de 50 mil livros vendidos; a coleção Tempos do Brasil sobre a história natural e a ocupação humana das paisagens mais fascinantes do país, além de diversos livros autorais de fotógrafos como Pedro Martinelli, Lucille Kanzawa, Roberto Setton, Klaus Mitteldorf e Ricardo Teles, entre outros.

Sobre a Compota - A COMPOTA é um selo de fotografia, idéia de Leslie Markus e Marina Prado, com imagens para todas as paredes. Com uma proposta inédita no país, a COMPOTA quer abrir espaço para a fotografia autoral, apresenta através de edições limitadas trabalhos de fotógrafos brasileiros, investe na criação de produtos que tenham a fotografia como base e os artistas como parceiros.
Capa do livro em alta. Clique para baixar.

Mais informações:
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terça-feira, 19 de julho de 2011

Lanç. do livro: Da Origem e Propagação do Café de Antonio Galland (As Mil e Uma Noites)


Um livro-presente, com aroma de café e gosto de bate-papo. É assim que a carta escrita pelo arabista Antonio Galland, um dos introdutores do exotismo na Europa, para o Chassebras de Camaille em 1696, chega ao leitor contemporâneo numa edição da Editora Octavo. Através de uma narrativa detalhada, aprendemos os percalços que o personagem principal desta história, o café, teve de enfrentar para tornar-se uma unanimidade mundial.
  Galland data o início desta conquista no Século XV, quando um jurista muçulmano chamado Gemaleddin Dhabhan visitou a Pérsia a bebida chamou a sua atenção. Quando voltou para casa, viu-se adoentado e resolveu experimentar o café. A sensação de bem estar e altivez levaram-no a adotar o hábito para a realização das preces muçulmanas noturnas, que varavam as noites. Tornou-se o grande responsável pela disseminação da bebida.
A partir daí, em Meca, no Cairo e em Constantinopla, o café se popularizou entre devotos e não devotos. Considerado inebriante por uns e útil para despertar o espírito por outros, o hábito de beber café passou por julgamentos, exaltações e proibições, caracterizando uma relação de amor e ódio com a religião muçulmana. Quando as casas de café tornaram-se mais populares do que as mesquitas, começaram a fechá-las. Havia que fizesse apologia ao café, tomasse escondido e até quem traficasse grãos, algo ora tolerado ora repreendido duramente por policiais.
  Ao final do período histórico coberto por Galland o café saia vitorioso e as pessoas bebiam-no por todo o Império Otomano, chegando a 20 xícaras por dia. A chegada e a conquista do café na Europa é um tema brevemente explorado ao final do livro, não na missiva epistolar de Galland, mas em nota extraída do Dicionário de História Natural, que informa sobre a chegada do café na Europa e sua disseminação de lá para as colônias.
Sobre o autor:
Antonie Galland nasceu na França. Arabista, filólogo, numismata, conhecedor do hebraico, viajou pelo Oriente e trouxe consigo algumas gemas, como a série de contos que se tornou um dos livros mais célebre do mundo: As Mil e Uma Noites, adaptado e traduzido por ele entre 1704 e 1717. Na época, havia poucas coisas na França sobre o Oriente, portanto, ele situa-se na origem do exotismo, isto é, o fascínio dos Europeus pelas coisas do Oriente, como o chocolate, a baunilha e o café.  
Sobre o livro:
Título: Da origem e propagação do café
Autor: Antoine Galland
Editora Octavo
Tradução: Cristina Cupertino
Título Original: De l origine et du progrèz du café
Formato: 17 X 12 cm
Encadernação: Capa dura
Nº de páginas: 112
Preço: R$ 35,00

Nicolau Kietzmann Goldemberg
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Livro: A Nau dos Insensatos

O primeiro best-seller de todos os tempos, A Nau dos Insensatos, publicado em 1494 (prensa de Gutenberg é de 1440), ironiza a sociedade do seu tempo. Seu apelo foi tão grande que, no tempo de vida do autor, a obra foi editada 15 vezes e traduzida para várias línguas, tornando-se a primeira obra da literatura alemã a ser traduzida para o inglês. Ao morrer, em 1521, Sebastian Brant era o autor mais renomado da Europa.
Dividido em 112 capítulos curtos, cada qual dedicado a um tipo de louco ou insensato, o livro proporciona uma leitura provocadora e divertida. Sua temática ressoa ainda hoje, já que o autor lança olhar crítico sobre as falácias da justiça e da Igreja, a avidez e vulgaridades dos nobres e pobres, nem os exageros da moda o escapam.
Considera-se que a Nau dos Insensatos inaugurou uma nova vertente na literatura mundial, a literatura da loucura, inspirando grandes clássicos como Rei Lear (aproximadamente 1606), de William Shakespeare; O Elogio da loucura (1511), de Erasmo; O aventuroso Simplicissimus (1667), de Grimmelshausen.
Formado em Direito, Brant foi advogado e juiz. Profundamente católico, acreditava que seus poemas satíricos fariam com que as pessoas se enxergassem e, a partir disso, se tornassem pessoas melhores. Já no prefácio, Brant anuncia suas intenções: “Que seja de utilidade e sirva de salutar ensinamento, de estimulo à conquista da sabedoria, juízo e bons costumes, assim como à emenda e punição da insensatez, cegueira, desacerto e inépcia dos homens e mulheres de todas as condições.”
O livro é repleto de referências bíblicas e literárias, amparado por comentários de rodapé nesta edição. Ao falar sobre os maus costumes e irresponsabilidade dos pais na educação dos filhos, por exemplo, Brant cita o personagem de uma fábula da época que, condenado a morte, declara que seu último desejo é ver a mãe. Quando esta chega, Albino arranca seu nariz com uma mordida e esclarece que fez isso por ela não o ter educado na infância...  “Aquele que gera um filho sábio...deve agradecer a Deus em todas as suas orações por tamanha graça.”...
A belíssima edição brasileira, publicada pela editora Octavo, conta com a capa em relevo e ilustrações do grande pintor a gravurista Albrecht Durer, expoente do Renascentismo alemão. A tradução, elaborada a partir de uma edição em pré-novo-alto-alemão, priorizou a acessibilidade ao leitor brasileiro contemporâneo adotando a versão em prosa.
Sobre o autor:
Sebastian Brant nasceu em 1457 na cidade de Estrasburgo,que na época fazia parte do Império Romano-Germânico.Em 1475 iniciou o estudo de Direito e Línguas Clássicas na Universidade da Basileia, onde se formou como bacharelem 1477 e como licenciado em 1484. No ano seguinte casou-se com Elisabeth Burg, com quem teve sete filhos. Concluído o Doutorado em 1489, assumiu uma cátedra na mesma Faculdade, passando a lecionar Direito Canônico e Direito Romano(ou Civil). Ao mesmo tempo, atuava como advogado e juiz. Em 1499, a Basileia foi acolhida na Confederação Suíça, separando-se do Império, o que levou Brant, em 1500, a mudar-se de volta para Estrasburgo. Lá desempenhou diversos cargos públicos, sendo inclusive, em algumas ocasiões, chamado a atuar como conselheiro do imperador Maximiliano I. Quando faleceu, em 1521, era o autor alemão mais renomado em toda a Europa.
Sobre o livro:
Título: A Nau dos insensatos
Autor: Sebastian Brant

Editora: Octavo
Ilustrações: Atribuídas a Albrecht Durer
Tradução: Karin Volobuef
Título Original: Das Narrenschiff
Capa: João Baptista da Costa Aguiar
Revisão: Rosana de Angelo
Formato: 16 X 23 cm
Encadernação: Brochura
Nº de páginas: 354
Assunto: Literatura alemã
ISBN 9788563739001
Edição: 1ª
Preço: R$ 58,00

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lançamento: LEVE-ME COM VOCÊ

De forma leve e divertida o francês Paul Desalmand conta sobre o livro de uma outra visão: Dele mesmo. O livro desta história nasce com duzentos e trinta gramas e viu a luz na gráfica de La Manutention em 17 de junho de 1983 às 16h37 e vão de conversas no fundo de estoque, a cobrir o corpo nu de ‘sua bonitinha’, ser lido por mendigo para mendigos até seu fim no continente africano.
Os encontros noturnos com os companheiros levam a conversas intrigantes. É o momento em que, pelo jogo das proximidades, Ana Karênina encontra San-Antonio, que papeia com um dicionário de citações que faz a corte a Virginia Woolf, ou, o Crime e Castigo de Dostoievski, em que o livro declara: “Só matei um piolho, Sonia um piolho inútil e nocivo” ou discussão entre Mauriac, Malraux, Malherbe, Marx e Maquiavel.
Um livro que pode parecer até leve de mais, mas que qualquer leitor informado consiga se sentir em um dos momentos parte da história ou ficar surpreendido com a riqueza citações e de autores, não fugindo os brasileiros.
As aventuras desde opúsculo começa na primeira ida à livraria, é abandonado no fundo de um depósito, protegendo uma leitora estendida na praia do sol de verão, embarcado para a África, acompanhando um mendigo sob as pontes de Paris, em posição de sentido na biblioteca de Nevers, ganha notoriedade em um romance passageiro até chegar à deterioração, que é a velhice dos livros e ao desenlace final...
Todos carregamos em nossa existência esses velhos companheiros. Tem-se quase a impressão de que se agarraram, que se grudaram a nós. Livros da infância que acreditávamos perdidos de vez e que estavam escondidos ali, sempre presentes, sempre fiéis, com a tinta um pouco mais desbotada, o papel amarelado. Cada dobra que apresentam corresponde a uma de nossas rugas. Eis a história de um deles. Melhor que muitos ensaios, este romance nos mostra a que ponto os livros existem para nós, quanto têm sido importantes e quanto ainda o serão.

Sobre o autor:
Paul Desalmand nasceu a 24 de agosto de 1937, às seis horas da manhã (tal precisão é dirigida aos astrólogos), numa aldeia na Alta Savoia, França. Da própria origem ele diz, parafraseando Tchekov: “Nasci no povo. Não me vão impingir a lenda das virtudes populares”. Professor e posteriormente escritor e crítico, publicou entre 50 e 60 obras de diversos gêneros (livros escolares, histórias para crianças, crítica literária, história, etc.), dentre as quais Cher Stendhal, Un pari sur la gloire, Écrire est un miracle – todos da Éditions Berenice – e Picasso par Picasso, da Éditions Ramsay.

Dados Técnicos:
Título: LEVE-ME COM VOCÊ
Subtítulo: AS AVENTURAS DE UM LIVRO VIAJANTE
Autor: Paul Desalmand
Tradução: Myriam Campello
Assunto: Literatura francesa
ISBN: 9788563739032
Número de páginas: 176
Formato: 21 X 14
Encadernação: brochura
Edição: 1ª – 2011
Preço: R$ 44,00

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terça-feira, 7 de junho de 2011

Lançamento: Slow Reading: Os benefícios e o prazer da leitura sem pressa

Lançamento: Slow Reading: Os benefícios e o prazer da leitura sem pressa

Desacelere! Com o acesso fácil a informação, seja o texto por celular, tablets, notebooks, e-reader, e-books cada vez mais estamos consumindo um quantidade enorme de informações e a pergunta que fica é: Toda essa informação é válida? É prazerosa leitura de pequenas informações ou a leitura longa em telas?

Na linha do Slow Movement o autor John Miedema que trabalha na IBM decide montar alguns paralelos reunidos no livro, parte de uma tese, e mostra que o Slow reading é muito mais proveitoso e prazeroso. O livro examina essas pesquisas desde as primeiras referências, na religião e filosofia, até a prática da leitura acurada nas humanidades. As pesquisas em psicologia e neurofisiologia fornecem uma tentativa de explicação para o papel da leitura lenta.

A prática involuntária de leitura lenta tem sido bastante pesquisada, mas pouco se sabe sobre a prática voluntária desse tipo de leitura. Slow reading chama a atenção para as ideias emergentes da tecnologia e explica como as tradicionais tecnologias de impressão e do livro persistiram graças à necessidade da leitura lenta e da compreensão profunda de um texto.

O tema na linha no Slow Movement fornece um insight sobre a importância da localização física na nossa relação com as informações. Acima de tudo, slow reading representa uma redescoberta do prazer da leitura por si mesma.

Sobre o autor:

John Miedema é especialista em tecnologia da informação na IBM, onde se especializou em tecnologias da rede. É aluno em tempo parcial do programa de mestrado em Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade de Ontário Ocidental, com concentração nas áreas de pesquisa sobre leitura e bibliotecas de fonte aberta. John mora com a mulher e dois filhos adolescentes em Southwestern Ontario.

Dados Técnicos:
Editora: Octavo
Título: Slow Reading: Os benefícios e o prazer da leitura sem pressa
Autor: John Miedema
Tradução: Cristina Cupertino
Título Original: Slow Reading
Capa: Mai Design
Imagem da capa:  Iman Maleki -  Sisters and book, óleo sobre tela, 1997
Formato: 21 X 14 cm
Nº de páginas: 128
Assunto: Livros e leitura
ISBN: 978-85-63739-04-9
Edição: 1ª
Preço: R$ 37,00


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