segunda-feira, 15 de março de 2010

Artigo - Alessandro Barghini: Antes que os vaga-lumes desapareçam

Por favor apaguem a luz: Antes que os vaga-lumes desapareçam

Como quer a tradição, esse ano também o World Wildlife Fund (WWF) lança, para o final de março, o evento “A hora do planeta”: o dia 27 entre às 20h 30 e às 21h30 somos convidados a apagar as luzes para mostrar nossa preocupação com o aquecimento global e a perda da biodiversidade.

Justamente o WWF lembra que a geração de energia elétrica necessária à iluminação artificial é responsável por uma importante contribuição na emissão dos gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global e por dano as biodiversidades. O ano passado, na ocasião do evento, mais de um bilhão de pessoas aderiram e apagaram a luz em 88 países, e mais de quatro mil cidades apagaram por uma hora os seus principais monumentos públicos, como o Coliseu, em Roma, a torre Eiffel em Paris, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e a ponte Golden Gate, em Los Angeles. Esse ano o embaixador do evento é a simpática ursa panda Mei Lan. Então gostaria lançar uma proposta: vamos mudar de embaixador, e no lugar da panda, vamos escolher um vagalume, por uma boa razão: os vaga-lumes, diferente dos pandas, são diretamente afetados pela iluminação artificial.

Em fevereiro de 1975 o diretor de cinema e escritor Pier Paolo Pasolini publicava no principal periódico Italiano “Il Corriere Della Sera” um artigo, “O vazio do poder”, no qual comentava a sucessão do fascismo com os fascismos, que estavam destruindo o ambiente do país. Estava publicado:

...“no começo dos anos sessenta, a causa da poluição do ar e, principalmente, nos campos, a causa da poluição das águas começaram a sumir os vagalumes. O fenômeno foi repentino. Em poucos anos os vaga-lumes não existiam mais”.

Sem saber, Pasolini era um dos primeiros a chamar a atenção sobre um dos efeitos mais deletérios que a difusão da poluição luminosa estava sendo gerado na biosfera. O brilhar dos vagalumes é um mecanismo de comunicação da espécie: as fêmeas, com o piscar da luz, atraem os parceiros para o acasalamento. Mas sensíveis ao problema da “poupança” energética, os vaga-lumes começam a lampejar apenas quando a iluminação ambiente é inferior a 0,5 lux, a luminosidade ambiente de uma noite com lua cheia. O problema dos vagalumes era que, com o desenvolvimento econômico estava aumentando a iluminação pública e os vaga-lumes não emitiam mais a luz e paravam de se reproduzir.

Se o problema da poluição luminosa fosse apenas limitado aos vaga-lumes, poderíamos falar: Paciência! Mas hoje as pesquisas científicas mostram que o excesso de iluminação artificial gera efeitos perversos sobre o meio ambiente. Desorienta a navegação das aves migratórias, reduz a capacidade de reprodução das tartarugas marinhas, dos sapos, cria barreiras ao deslocamento de mamíferos noturnos. Efeitos ainda mais graves a iluminação artificial excessiva gera com a quebra dos ritmos circadianos, nas plantas e nos animais. O homem também, que é a única espécie que traz vantagem da iluminação artificial, pode ser afetado negativamente por um excesso de iluminação, com a quebra dos ritmos circadianos. Existem até indícios que o uso excessivo de iluminação artificial pode contribuir a difusão de doenças degenerativas, com o câncer da mama.

Outro perigo apontado sobre o uso excessivo da iluminação artificial é o fenômeno da atração de insetos vetores de doenças. Está comprovado que um uso inadequado da iluminação artificial pode contribuir com a difusão de doenças como o mal de Chagas, a leishmaniose e a malária.

Por outro lado a pretensa de iluminar a noite com intensidades diurnas, a parte as induvidáveis vantagens que proporciona, faz parte de uma procura extrema de conforto típica da vida contemporânea. O resultado pode parecer gratificante, mas não é natural. O genus homo, na sua longa evolução foi, por 99% da sua história, uma espécie menor, perseguida pelos predadores e mal alimentada. A análise da diversidade genética mostra que cem mil anos atrás a espécie Homo Sapiens era composta de não mais de dois mil indivíduos adultos, um número similar aquele de uma espécie hoje voltada à extinção, os chimpanzés.

Com a cultura e com a técnica, em cem mil anos, o home sapiens conseguiu dominar a biosfera, atingindo um número de mais de sete bilhões de indivíduos. Mas as vantagens da vida moderna possuem também um custo. A nossa espécie evoluiu em um ambiente de escassez e de deságios, o seu genoma foi moldado nesse ambiente. A abundante disponibilidade de alimentos está criando uma epidemia de obesidade e uma enorme literatura de dietas. A cômoda vida sedentária proporcionado pelos modernos meios de transporte e dos telecomandos, tornam ineficiente nossa máquina biológica, e precisamos recorrer a exercícios e academias de ginástica para dar ao corpo a funcionalidade que o conforto nos está tirando. Com a iluminação artificial podemos utilizar as horas da noite para trabalho e para diversão, mas é possível que amanhã os médicos nos recomendem passar algumas horas na escuridão mais perfeita, para tratar os distúrbios que a iluminação artificial está gerando nos nossos organismos.

Portanto o dia 27 de março, na ocasião da Hora do Planeta, apagamos a luz por uma hora, participando a esse espetacular evento do WWF, porque sem espetáculo é difícil conquistar público. Mas nesse ato, pensando nos vagalumes, vamos refletir sobre os graves impactos que a iluminação artificial está gerando na biosfera e vamos fazer o propósito de conduzir uma vida mais parcimoniosa.

Alessandro Barghini

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terça-feira, 9 de março de 2010

Riobaldo Agarra sua Morte E outros ensaios contingentes


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Nicolau Kietzmann

Riobaldo Agarra sua Morte - E outros ensaios contingentes

Com talentos combinados de jornalista e filósofo, Fabiano de Lana cria um texto de interesses gerais com forma leve e agradável e é capaz de misturar Michel Jacson e seu envolvimentos com escândalos de pedofilia, mensalão, a morte de Eva Perón, o Grande Sertões Veredas entre outros pensamentos. O livro se divide em três textos: Diga-me uma coisa que te convence que eu te direi quem és, em outro em Silêncio aos que crêem discorre sobre a fé com suas coerências e incoerências. No terceiro Riobaldo Agarra sua Morte discute o Grande Sertão Veredas.

Todos assuntos são recheados com trechos de Freud, Kierkegaard, Dostoievski, Nietzsche, Proust, Sartre entre outros escritores. Os pensadores “tradicionais” estão presentes, mas não é para dar um toque erudito à obra. Ao contrário, são chamados para debater ou esclarecer pontos de vista de interesse até mesmo do leitor mais desavisado nas teorias filosóficas. Segundo Fabiano Lana, o livro não tem pretensões de discutir grandes questões apenas, mas buscar o que há de filosófico nos nossos cotidianos aparentemente triviais:

“Desenvolvi os assuntos que me interessavam, eu estava em uma fase de descoberta do existencialismo. Uma parte foi escrito enquanto eu cursava a faculdade de filosofia, mas nunca para uma matéria. Eu fazia ao contrario, escrevia o os textos aleatoriamente e depois tentava encaixá-los nos trabalhos. No caso do Guimarães, em Riobaldo Agarra sua Morte fiz uma maratona, em 4 meses mergulhei no Grande Sertão Veredas e criei um estudo metódico e o trabalho que está no livro”.

Em um dos trechos citados de Blackburn faz com que o leitor, que inicialmente está perplexo com as comparações e análises, fique mais curioso para continuar a leitura, “Se tivermos pouco apetite por problemas, podemos ficar simplesmente indiferentes às nossas dificuldades. Entretanto, as dificuldades têm seu jeito de defender sua mordida” o autor explica:

“Entrei para o jornalismo (na Universidade Federal de Minas Gerais) por imaginar que seria uma profissão que me manteria em contato com “tudo” o que ocorresse, onde nada poderia ser descartado. De fato, trabalhei com publicações para produtores rurais, fui repórter policial de crimes escabrosos, escrevi sobre esportes e política. Em 1997, como repórter do Jornal do Brasil, fui transferido para Brasília, cidade onde até hoje trabalho como jornalista. No JB, fiz cobertura do Palácio do Planalto, Congresso, Campeonato Brasileiro de 1996 e 1997, toda essa experiência e mais minha inquietação intelectual me fez escrever esse livro”.

Contatos com o autor:

fabianolana@terra.com.br

61-81168252

Dados técnicos:

Riobaldo Agarra sua Morte - E outros ensaios contingentes

Fabiano Sabino de Lana

Formato 14x21 cm, 160 páginas

ISBN 978-85-391-0038-5

Editora Annablume

Valor: R$ 30,00

Fabiano de Lana:

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1972. Vem de uma família de profissionais liberais, mas que teve origem rural. É formado em jornalismo pela Universidade Federal de Minas e teve passagens em publicações rurais, repórter policial, esportes e política. Em 1997, como repórter do Jornal do Brasil, quando é transferido para Brasília, e trabalha com cobertura do Palácio do Planalto, Congresso. É formado em filosofia pela Universidade de Brasília e hoje trabalha com assessoria política.

Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Evento Beckett no Pátio Portugal - A poética televisual de Samuel Beckett de autoria da Profa. Doutora Gabriela Borges

Nota de imprensa

Evento Beckett no Pátio

No dia 27 de Fevereiro de 2010 às 17h na livraria Pátio de Letras decorrerá o evento Beckett no Pátio, que conta com o lançamento em Portugal do livro A poética televisual de Samuel Beckett de autoria da Profa. Doutora Gabriela Borges, a exibição das tele-peças Not I (1972) produzida pela BBC e Quadrat I + II (1982) produzida pela emissora alemã Süddeustcher Rundfunk, assim como a apresentação de uma criação intermedia a partir das peças de televisão do autor. Esta criação propõe um diálogo entre imagem, som, luz e texto com a leitura dramática da tele-peça Eh Joe (1968) pelo actor d’A PESTE Prof. Doutor António Branco e a intervenção experimental sonora e visual criada por Alexandre Caravela e Gabriela Borges.


O livro é resultado de uma extensa investigação de doutoramento realizada pela professora e investigadora da Universidade do Algarve no Samuel Beckett Centre, Trinity College Dublin, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e apresenta-se como o primeiro trabalho sistemático realizado em língua portuguesa sobre as peças que Samuel Beckett escreveu e produziu para a televisão.
Esta é uma rara oportunidade para conhecer a poética televisual beckettiana e ter acesso a este trabalho, que é uma edição brasileira publicada pela editora paulista Annablume, com o apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo, Brasil) e do Ciac (Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve).

O livro discute a poética televisual de Samuel Beckett elaborada a partir das suas experimentações nos mais diversos media e apresenta uma análise estética e intersemiótica das tele-peças e das transcriações das peças de teatro para a televisão. Além de ter proporcionado a Beckett a possibilidade de expressar o seu olhar estético por meio das formas que criou, a tecnologia televisual se abre para experimentações e indagações a respeito de seu potencial expressivo e artístico.

O argumento usado no livro é o de que a arte pode trazer vida inteligente para a televisão. As tele-peças de Beckett mostram que algumas imagens podem forçar os limites do constante enquadramento e reenquadramento do domínio tecnológico e a tecnologia pode abrir-se para o mistério da arte e para um novo saber fazer da técnica que seja poético.
A não perder!
*Texto gentilmente cedido pela autora
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

OS VIPIRISADOS – A dura rotina de quem quer ser vip



OS VIPIRISADOS – A dura rotina de quem quer ser vip

Um romance atual escrito de forma descontraída e com linguagem atual da cena homossexual, o livro envolve o leitor, que não deve ser preconceituoso, por mostrar a realidade de um grupo que busca viver sem perder o bom humor e parte divertida da vida
que se desenrola no pano de fundo paulistano com a história de Marcos César e seus amigos em busca de uma vida hedonista com histórias de amor, traição e enredos de jovens profissionais que apenas querem se divertir.

Com personagens que vão das socialites aos emergentes, o romance cria uma atmosfera cheia de intrigas, muito bem amarradas do começo ao fim do texto e ganha um final feliz em Paris, que surpreende até a última linha. A personagem principal divide seu apartamento com dois amigos, uma secretária bipolar e um estudante, e ainda acompanha um ex-morador que se torna, pelo seu talento e gentileza, um dos grandes cozinheiros do momento.

“Os Vipirisados – a dura rotina de quem quer ser vip”, conta como os quatro amigos fazem quase para se passarem por Very Important Person (VIP) e o destino que cada um acaba levando em uma cidade onde todos os tipos de oportunidade são capazes de aparecem na vida das pessoas. São muitas as encrencas e aventuras:

“O personagem principal é cheio das neuroses típicas dos dias de hoje, são medos, inseguranças e muita imaginação. Levando em conta que os elementos básicos do livro são o texto bem humorado, divertido e rápido”

Comenta o autor Celso Faria no seu primeiro romance. Sobre como classificar a obra, que foi escrita inicialmente durante seis meses e depois ficou sendo trabalhada por mais dois anos, ele completa:

“Se pode haver alguma classificação com outros estilos? Talvez com os livros produzidos atualmente, denominados de ‘chick lit’, não sendo literalmente do sexo feminino, sem preconceitos . Nesse grupo estão Marian Keyes (Sushi, Melancia, Férias!...), Helen Fielding (O Diário de Bridget Jones) e Lau Weisberger (Diabo Veste Prada), só que esse livro é a cara do jovem brasileiro”.

Com certeza, é uma história divertida para quem procura entender, ou apenas rir, sobre o mundo das pessoas que fazem qualquer coisa por uma pulseira de acesso a uma área vip.

O primeiro capítulo do livro está a disposição para leitura no blog do autor: www.blogdocelsofaria.blogspot.com

Contato com o autor:
Email: celfaria@gmail.com
Telefone: (61) 7815-8932

SOBRE O AUTOR


Celso Faria tem 37 anos e estreia com o seu primeiro livro “Os Vipirisados – a dura rotina de quem quer ser vip”.

Nascido em Goiânia, mora em Brasília desde 1995. Veio para Capital para trabalhar como professor de uma importante escola local e, hoje, se sente um típico brasiliense. Aqui concluiu o curso de mestrado em Educação e participou de vários projetos educacionais do Ministério da Educação e da Presidência da República.

A partir de 2000 esteve a frente da Selo Comunicação e assumiu a licença do evento de decoração Morar Mais – o chique que cabe no bolso em Brasília e Goiânia.

Escritor desde muito novo, aos quinze anos, escrevia as peças de teatro do grupo de teatro na igreja Presbiteriana, em Goiânia. A partir de então, foi diretor e autor das principais peças feitas por um grupo de jovens da cidade, na década de 90.

A partir dos 30 anos, passou a investir em técnicas. Fez vários cursos de roteirista. Foi aluno de alguns importantes nomes do cenário do cinema e tevê brasileira no Rio de Janeiro, tais como, Leila Miccolis (poetisa e autora de Barriga de Aluguel, Kananga do Japão e Mandacaru), Doc Comparato ( Plantão de Polícia, adaptação para a tevê de O Tempo e o Vento, Retrato de Mulher, Caminhos do Coração) e Moacyr Góes (Dom, Xuxa abracadabra, Trair e Coçar é só começar).

Em Brasília começou a escrever seu livro e “Os Vipirisados” teve a revisão de Leila Miccolis.

Celso já desenvolve seu segundo livro, agora o tema é a moda e tem o Rio de Janeiro como pano de fundo. E atualiza seu blog diariamente, www.blogdocelsofaria.blogspot.com.


O livro pode ser comprado pelo próprio site da editora www.saramandaia.com.br. A compra online é segura e conta com a parceria com o Pagseguro do grupo UOL.

Nicolau KietzmannAssessoria de imprensanicolau@dgnk.com.br11-8273-666911-3070-3336skype:nkp161

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Lançamento da HQ Menthalos - Dia 28 de janeiro de 2010, quinta-feira, às 19h30.




Com um roteiro baseado nos valores sadomasoquistas, escrito pelo Prof. Dr. Antonio Vicente Seraphim Pietroforte da Universidade de São Paulo (USP) de Letras e crivado pelos traços do jovem quadrinista Jozz (Jorge Otávio Zugliani), a HQ está repleta de cenas provocantes que fazem o leitor refletir sobre a temática da dor e do prazer.

O tema central desta novela gráfica sadomasoquista pauta-se no discurso anti-super-herói de Menthalos e suas companheiras com ênfase para a podolatria e erotismo, como conta Vicente:

“É praticamente uma ‘epopéia pessoal’, sem dúvida, entretanto dialoga com temas sociais – o sadomasoquismo, a religião, a música e semiótica. Numa primeira leitura, Menthalos pode parecer fruto de delírios gráficos, cujo texto teria função de coordenar imagens quase aleatórias, com frases muitas vezes sem sentido imediato, todavia, as articulações entre os temas e as figuras vão além disso”.

Vicente ainda complementa:

“O conjunto da obra precisa ser lido com atenção pois em tempos em que a facilidade, a favor da rapidez, tende a banalizar quaisquer conteúdos, fica fácil apelar para o ‘sem sentido’ diante das dificuldades dos percursos da leitura, banalizando assim, mais uma vez, a semiose dos textos mais complicados. Menthalos pede, antes de tudo, uma desaceleração do tempo de leitura e uma reflexão um pouco mais detida a respeito da construção do sentindo e das diversas ordens conceituais que contribuem para a forma, em sua semiótica Menthalos busca resistir à banalização da significação não por meio do ‘sem sentido’, mas pela complexificação dele.”

Dados Técnicos:
Formato: 21x28cm, 92páginasISBN: 978-85-6314105-7

Contatos:
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte:
e-mail: avpietroforte@hotmail.com
telefones: 11 3721 1885/ 11 7667 5296
http://www.aparatoestranho.blogspot.com/

Jozz:

e-mail: jozz@uol.com.br
telefones: 11 2639 0662/ 11 8287 0662
http://www.jozz.com.br/

Antonio Vicente Seraphim Pietroforte:

Formado em Português e Linguística na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Fez o mestrado, o doutorado e a livre-docência em Semiótica na mesma Faculdade, onde leciona desde 2002 no Departamento de Linguística. Atua nos cursos de graduação em Letras e no curso de pós-graduação em Semiótica e Linguística Geral. Publicou recentemente pela editora Annablume Análise textual da história em quadrinhos – uma abordagem semiótica da obra de Luiz Gê (2009). Tem outras publicações, algumas das quais: A musa chapada (poesias, Demônio Negro,2008), composta com o poeta Ademir Assunção e o artista plástico Carlos Carah; Concretos e delirantes (poesias, Demônio Negro, 2008); Os tempos da diligência (poesias, [e] editorial, 2009). É um dos editores do Selo [e] da editora Annablume.

Jozz:

Jorge Otávio Zugliani, ou Jozz, nasceu em 1983, em Jaú, interior de São Paulo. Se formou em 2006, como designer gráfico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Cursou Quanta Academia de Artes, trabalhou em editoras de livros e revistas, além de produtoras de tv e cinema. Edita desde 2005 a revista Zine Royale de quadrinhos e ilustrações. Lançou em 2008 o livro O Circo de Lucca, uma HQ em metalinguagem, pela Editora Devir. Ainda em 2008, ganhou o Troféu HQMIX na categoria Desenhista Revelação. Segue trabalhando em seu próprio estúdio.

Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lançamentos ANNABLUME de 01 a 31 de Dezembro de 2009

Lançamentos ANNABLUME de 01 a 31 de Dezembro de 2009



Músicas de festivais José Ricardo da Penha Vieira Formato: 14x21 cm, 160 páginas ISBN: 978-85-391-0013-2O presente livro analisa canções inseridas em uma época especial para as manifestações estéticas no nosso país. As canções fizeram parte e, na sua maioria, saíram vencedoras dos Festivais de Música Popular Brasileira promovidos pelas Redes de Televisão Excelsior e Record, como também o Festival Internacional da Canção, realizado pela Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara, no período 1965-1969. José Ricardo Penha além de apresentar discussões sobre as canções apresentadas nos festivais rotuladas como “músicas de protesto”, “músicas engajadas”, “músicas de festivais” aponta para outras canções participantes desses eventos e que podem ser classificadas com outros rótulos.



Nervos da Terra: histórias de assombração e política entre os Sem-Terra de Itapetininga-SP Danilo Paiva Ramos Formato: 14x21 cm, 308 páginas ISBN: 978-85-391-0017-0O presente livro de Danilo Paiva Ramos parte de narrativas de integrantes do Movimento dos Sem-Terra de Itapetininga-SP. As performances orais apresentadas pela comunidade evidenciam imagens carregadas de tensão. Busca-se entender como essas histórias são manifestadas no ato de narrar e como auxiliam esses trabalhadores a interpretar sua experiência de perda da terra, migração, trabalho e moradia em centros urbanos, engajamento no MST, luta política e assentamento. Há dois procedimentos analíticos que se mesclam neste livro para entender melhor as “histórias de assombração”. Por um lado, a interpretação é buscada através da comparação entre narrativas. Por outro lado, essas narrativas são inseridas no contexto da história do assentamento, das práticas de trabalho e dos laços de parentesco estabelecidos nessa comunidade. As conclusões do presente livro apresentam essas narrativas como um passo importante em direção a um melhor entendimento de como dimensões políticas e econômicas da luta pela terra são interpretadas e vivenciadas pelos trabalhadores rurais sem-terra.


Cenários regionais em arqueologia brasileira Walter Fagundes Morales e Flavio Prado Moi (Orgs.) Formato: 16x23 cm, 340 páginas ISBN: 978-85-391-0021-7A obra Cenários Regionais em Arqueologia Brasileira foi organizada de forma a apresentar ao leitor, iniciado ou não na prática arqueológica, um panorama sobre algumas das ocupações humanas desenvolvidas nas terras brasileiras. Ocorridas há milhares de anos ou em tempos recentes, as diferentes características dessas ocupações expressam os contornos culturais da formação multiétnica do Brasil atual. Esta obra é, por isso, destinada a todos aqueles que se dedicam a refletir sobre a diversidade humana, suas formas de adaptação ao ambiente e as diferentes experiências sociais desenvolvidas pelos povos que nos antecederam no tempo em cenários de ocupação diversos.


Desigualdades sociais e telenovelas: relações ocultas entre ficção e reconhecimento Lília Junqueira Formato: 14x21 cm, 298 páginas ISBN: 978-85-391-0015-6O livro de Lília Junqueira apresenta estudos de telenovelas no Brasil, partindo do pressuposto de que as mesmas são assistidas por todas as classes sociais do país e que, portanto, possibilitam comparar interpretações e julgamentos de classes sociais diferentes. A primeira parte deste livro investiga mudanças ocorridas na teledramaturgia brasileira desde a sua criação. Tais processos de mudança vão proporcionar a re-configuração da teledramaturgia nacional enquanto campo profissional nos moldes definidos por Pierre Bourdieu. Junto ao público, a telenovela vai instalar pouco a pouco um espaço de discussão sobre questões éticas e morais, mas sempre através de temas tratados a partir de um eixo afetivo, subjetivo, presente nas interações, sobretudo familiares. A segunda parte é dedicada a uma ampla pesquisa de recepção que possibilitou a comparação entre modos individuais de ler as telenovelas dentro da mesma classe e entre classes. A linguagem da imagem e da emoção utilizada pelas telenovelas permite que aflorem identificações e projeções com as personagens e ajuda a observar, através da análise das semelhanças e diferenças nas leituras, a existência de regularidades ou de certos habitus de interpretação que são apresentados e explorados neste livro.


Subjetividade e objetividade em Kierkegaard Marcio Gimenes de Paula Formato: 14x21 cm, 144 páginas ISBN: 978-85-391-0023-1O presente livro aborda o conflito entre objetividade e subjetividade no pensamento de Kierkegaard, relacionando-o com outros dois pólos: o pensamento socrático e o pensamento cristão. Com efeito, o pensamento do filósofo dinamarquês situa-se entre o enigma socrático e o mistério cristão. Seu pensamento adquire, em muitos momentos, contornos difíceis de captar e profundamente irônicos. Aliás, tal pensamento só poderia ser mesmo assim, uma vez que se situa entre a figura de Sócrates (a imagem clássica da ironia) e a figura de Cristo (a profunda imagem do mistério).


Os situacionistas: o movimento que profetizou a “Sociedade do espetáculo” Mario Perniola Formato: 14x21, 112 páginas ISBN: 978-85-391-0016-3No presente livro, resultado de uma monografia escrita em 1972, no dia seguinte à conclusão da experiência situacionista (e publicada no número quatro da revista Agaragar), Mario Perniola narra e interpreta a história do movimento situacionista. A Internacional Situacionista representou a última vanguarda histórica do século XX. Todavia, essa foi também a primeira manifestação de uma estratégia cultural que força os limites do existente e possível sem se perder na utopia e alcança, seja ainda de modo indireto e oblíquo, um resultado positivo. Exatamente por isso, os situacionistas continuam a suscitar interesse e constituem um ponto de referência importante no quadro da cultura alternativa atual: a mensagem mais importante que eles deixaram para as gerações sucessivas consiste no convite a não cair na desmoralização e na vileza, a não ser vítima da frustração e da impotência.


Significação nº. 32 Significação – Revista de Cultura Audiovisual Primavera/Verão 2009 Eduardo Peñuela Cañizal (coordenador) Formato: 17x24cm, 208 páginas ISSN: 1516-4330

Sumário sintetizado:
Persistência da reality TV
Arlindo Machado e Marta Lucía Vélez

Um mito exótico? A recepção crítica de Orfeu Negro de Marcel Camus (1959-2008)
Anais Fléchet

Luis Buñuel: uma poética do selvagem
Eduardo Peñuela Cañizal

A recepção mediática e a perspectiva da “dupla mediação”
Mauro Wilton de Sousa

Negando o conexionismo: Notas Flanantes e Sábado à Noite ou como ficar à altura do risco real
Cezar MigliorinO cinema brasileiro contemporâneo diante do público e do mercado exterior

Arthur Autran“O Fantasma de um clássico”: recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores
Marcos Napolitano

Da ficção ao brinquedo: enunciados plásticos em As Meninas Superpoderosas
Juliana Pereira de Sousa

Carri e Murat: memória, política e representação
Miguel Pereira

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Água, Questão de Governança

Água, Questão de Governança
Org. Pedro Roberto Jacobi e Paulo de Almeida Sinisgalli
Apoio: Projeto Alfa da Comunidade Européia

Durante o século XX, a utilização da água cresceu seis vezes, duas vezes mais do que a taxa de crescimento populacional, e a capacidade e habilidade para lidar com o contínuo crescimento da demanda global dependerá de forma crescente de governança e gestão dos recursos disponíveis.

“Um dos maiores desafios é o de garantir aos cidadãos acesso às informações básicas sobre a qualidade e a quantidade da água. Sem isso, limita-se seriamente a chance de eles intervirem em projetos de água ambientalmente prejudiciais ou chamarem à responsabilidade as agências governamentais responsáveis pela gestão”, defende Pedro Roberto Jacobi, professor titular do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam-USP) e coordenador do Projeto Alfa da Comunidade Européia sobre Governança da Água na América Latina.

Para ele, a governança adequada é um processo complexo, afetado pelas especificidades na gestão de cada sociedade, seus costumes, tradições, cultura institucional, práticas políticas e capacidade de inovação na gestão de conflitos. Sob essa ótica, a Annablume Editora lança quatro livros organizados por Jacobi e por Paulo Sinisgalli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each/USP.

Desses, três abordam aspectos associados a políticas públicas, dimensões político-institucionais, o papel dos atores sociais face aos conflitos e questões de territorialidade na América Latina e na Europa – como parte dos resultados do projeto GovAgua, que reúne 10 instituições universitárias dos dois continentes em atividades de cooperação. O quarto livro, Atores e Processos na Governança da água no Estado de São Paulo, organizado por Jacobi, focaliza a bacia do Alto Tietê e do Piracicaba.

Organização:

Pedro Roberto Jacobi e Paulo de Almeida Sinisgalli
Apoio: Projeto Alfa da Comunidade Européia

Lançamento:
Livraria Martins Fontes
08 de dezembro de 2009, terça-feira, das 18:30 hs às 21:30hs
Av. Paulista, nº 509 - São Paulo - SP
(próximo à Estação Brigadeiro do Metrô)
(11) 2167.9900

Sobre os organizadores:

Pedro Roberto Jacobi

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1973), Graduação em Economia pela Universidade de São Paulo (1972), Mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Graduate School of Design - Harvard University (1976), Doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1986).

Livre Docente em Educação -USP. Professor Titular da Universidade de São Paulo, Co-editor da revista Ambiente e Sociedade desde 1997. Membro do conselho editor das revistas Environment and urbanization (0956-2478), EURE (Santiago) (0250-7161) e O&S. Organizações & Sociedade.

Tem experiência na área de Políticas Públicas Ambientais, Politicas Sociais, Gestão Ambiental, Movimentos Sociais e Participação, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, gestão compartilhada de recursos hídricos, Participação social e gestão de resíduos sólidos, Educação ambiental e participação da sociedade civil na gestão ambiental.

Coordenador do TEIA-USP Laboratório de Educação E Ambiente. Representa a USP no Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê onde exerce a relatoria da Cãmara Técnica de Planejamento e Gestão. Coordenador Acadêmico do Projeto Bacias Irmãs sobre Construção de Capacidade da Sociedade civil para a Gestão de Bacias Hidrográficas entre 2003-2008.

Coordenador de Projeto Alfa da Comunidade Européia sobre Governança da Água na América Latina e Europa que conta com a participação de dez instituições universitárias da America Latina e Europa. Coordenador de projeto Fapesp de Políticas públicas sobre Aprendizagem Social em Bacias Hidrográficas na RMSP

Paulo de Almeida Sinisgalli

Graduado em Engenharia Civil e Sanitária pelo Instituto Mauá de Tecnologia (1984), mestrado em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2005).
Pós-graduação em Environmental Management pela Universidade Técnica de Dresden - Alemanha (1989/1990) e foi Visiting Student na Universidade de Kent at Cantembury na Inglaterra (1999/2000).

Atualmente, é suplente de coordenação do Curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Ecológica, atuando principalmente nos seguintes temas: economia ecológica, gestão de recursos hídricos, metodologia de avaliação, análise sócio-econômica-ambiental, engenharia ecológica e estudo energético.

Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
nicolau@annablume.com.br
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Trans Posição Francisco


Trans Posição Francisco

O livro é o resultado da viagem de cinco artistas que singraram o rio São Francisco em busca de interações entre si, com a paisagem e com os povos ribeirinhos. Imagens, relatos e opiniões forma o relato do processo criativo da equipe, que percorreu o São Francisco de Januária/MG até Piaçabuçu/AL, onde o rio e mar se fundem.

Eles instalaram um ateliê num barco e desenvolveram trabalhos ligados à temática do rio e sua transposição. Os artistas envolvidos na Expedição Francisco foram Nabor Kisser, Márcia Vaitsman, Julio Meiron e Deyson Gilbert, Luísa Nóbrega Evandro Carlos Nicolau e Luiz Mizukami.

Cartas escritas pelo frei Gilvander Moreira, e as reflexões do jornalista Fernando Valença, do radialista Vitório Rodrigues e do engenheiro Otávio Carvalho sobre os impactos da transposição para as pessoas que vivem o e do rio, serviram de inspiração para os artistas produzirem suas obras e performances. O debate foi acompanhado pela ONG Ato Cidadão, através de José Vieira Camelo Filho, o Zuza.

Umas das performances que mais chamou a atenção foi a da artista Luísa Nóbrega, que fez todo o percurso de olhos vendados. Ela acabou a viagem com uma inflamação oftalmológica, por passar tanto tempo vendada. Para o proponente do projeto Julio Meiron, a expedição teve um efeito modificador para todos:

“Todos nós tivemos muita afinidade, cada autor escreveu sua parte, mas para todo mundo a idéia inicial era discutir a transposição do São Francisco, as obras de transposição e como isso está afetando a população. Isso refletiu no trabalho, na experiência do rio em si e nas comunidades, que estão em grande parte em transformação e o contato com essa realidade econômica”
Ele completa sobre o livro:

“Não tínhamos uma idéia do livro antes. Foi ao longo da expedição e depois dela que nasceu o livro. Queríamos interagir, trocar material e isso poderia se tornar uma exposição, material individual, uma mídia, mas acabou amadurecendo e se tornou a publicação coletiva”.

O projeto teve patrocínio da Funarte – Artes Visuais e da Prince Claus Funds for Cultura and Development.
Lançamento do livro Trans Posição Francisco será no dia 27 de novembro, sexta-feira, 19:30 horas, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, ao lado do metrô Vergueiro, http://www.centrocultural.sp.gov.br/).

19h30 – Recepção dos convidados
20h00 – Mesa de debate com os autores/artistas
20h30 – Coquetel com mesa de autógrafos e exibição do vídeo
22h00 – Encerramento

Dados Técnicos:
Formato 23x18cm
137 páginas
Valor: R$ 35,00

Contatos:
Julio Meiron: juliomeiron@gmail.com
Marcia Vaitsman: marciavaitsman@gmail.com

Assessoria de imprensa
Nicolau Kietzmann
nicolau@annablume.com.br
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fotos (alta e baixa resolução) da equipe SisLab

Salves as fotos em baixa ou clique nas escolhidas para salvar em alta resolução.
Créditos: Divulgação
Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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Lidiane Oliveira - Diretora LabSocial



Leila Bonfim - Diretora LabSocial





Lidiane Oliveira e Leila Bonfim - Diretoras LabSocial

Equipe LabSocial desenvolvendo projetos no Sislab.



Lab Social e a plataforma tecnológica Sislab

Lab Social e a plataforma tecnológica Sislab:
monitoramento e avaliação de programas e projetos sociais: Equilíbrio entre aprendizagem, resultados e custo

Formada há 15 anos, a Lab Social inicia-se como uma empresa voltada para formação e consultorias em desenvolvimento de equipes e na área de serviços sociais. Composta por técnicos especializados que buscam o equilíbrio nas necessidades geradas no ambiente social e empresarial de prestação de serviços. Com o passar dos anos, ela estende sua atuação para empresas privadas com estratégias de Responsabilidade Social tem com meta suprir as necessidades específicas das Secretarias de Governo, ONGs, Fundações, Institutos e Agências de Cooperação Internacional. A empresa reúne profissionais de vários campos do conhecimento e competências profissionais diversas que se articulam em equipes, na execução de serviços de planejamento, avaliação social e também na formação de técnicos e agentes sociais.

Constituída por uma equipe multidisciplinar de profissionais, a Lab Social tem o intuito principal de promover condições para construção e apropriação de conhecimentos em programas sociais de grande escala. Isto demanda capacidade de interatividade entre todos os agentes envolvidos visando superar a contradição existente entre viver numa época na qual a capacidade tecnológica de coletar, tratar e fluir informações, em todos os pontos do planeta, é tão alta, e utilizar procedimentos de pesquisa avaliativa centralizados, pontuais, no tempo e no espaço, em um ambiente social que se torna, a cada dia, extremamente complexo.

Em 2006, as sócias da Lab Social, Leila Bomfim e Lidiane Oliveira, reconhecem a necessidade de convergir a Metodologia de Avaliação de Programas e Projetos, já consolidada pela empresa, com a construção de uma plataforma tecnológica que viabiliza interações entre grupos e organizações envolvidos em planejamento, realização, gestão e investimentos de programas e projetos sociais.

Este grupo acredita que o planejamento e avaliação que, ao mesmo tempo, fosse um banco de dados com indicadores construídos individualmente para cada projeto ou programa social e que fosse capaz de apoiar coletas e tratamentos dando-lhes a devida visibilidade e acessibilidade a fim de democratizar a construção do conhecimento gerado em pesquisas avaliativas.

Desde então, a Lab Social vêm investigando softwares para apoio na interatividade entre os agentes e a empresa passa a usar o sistema de banco de dados como ferramenta essencial de trabalho, idealizando um sistema eletrônico de monitoramento, pesquisas avaliativas e ferramenta de conhecimento dos agentes envolvidos nos projetos. Nasce então, a Sislab, uma plataforma tecnológica em parceria com a Sayans Corp e apoio do arquiteto de informações, Alexandre Gomes Barbosa, com o aporte de novas tecnologias.

O sistema da plataforma tecnológica do Sislab é baseado no conceito da WEB 2.0, o que torna viável a construção de conteúdo participativo e cria condições de acessibilidade em qualquer ponto do planeta, além de elevar a relação custo-benefício de pesquisas avaliativas. A principal finalidade do sistema online é a democratização do acesso, construção e uso das informações produzidas em processos de monitoramento e avaliação. Os proveitos das organizações utilizando-se destes meios, vão depender da capacidade a ser desenvolvida de tornar as informações produzidas em matéria prima para refletir sobre o que fazem, planejar e melhorar suas intervenções sociais.

O período de implementação do SisLab é dependente do ciclo do projeto ou programa social. Entretanto, a obtenção dos primeiros resultados possui um prazo curto de, no mínimo, 3 meses para construção de banco de dados, gestão de um concurso e 12 meses, para a avaliação de processos.

O SisLab é um meio prático para coletar, tratar e disponibilizar dados, transformados em informações de resultados de processos e resultados finais das ações sociais. Pode ser utilizado como ferramenta de monitoramento e avaliação em redes de organizações sociais e acoplar serviços pontuais, como gestão de concursos de projetos e gestão financeira das instituições que organizam seu trabalho em programas e projetos. A possibilidade do monitoramento e avaliação em rede, que o SisLab atribuí aos agentes envolvidos, torna possível a conectividade e interação entre diferentes instancias de uma organização – gestores, assessores técnicos, executores, beneficiários - e das organizações engajadas no programa ou projeto.
Para conhecer mais: www.labsocial.com.br

Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lançamento Fervo da Terra

Lançamento do livro Fervo da Terra da minha autora predileta e querida companheira de vida: Deborah Goldemberg. Em São Paulo, Porto Alegre e Mato Grosso.
www.fervodaterra.blogspot.com/

Pedra de Sol em Edição Bilíngue - Selo Demônio Negro

Crédito: Renata Forato


Pedra de Sol em Edição Bilíngue - Selo Demônio Negro
(Release e entrevista)

Pedra de Sol, do poeta mexicano Octavio Paz, laureado com o prêmio Nobel de Literatura em 1990, ganha uma tradução revisada em edição bilíngue após 20 anos. O tradutor e poeta Horácio Costa fez a primeira edição de Pedra de Sol em 1988, e é um dos mentores do projeto de divulgação da poesia paziana, na qual se aprofundou durante o período em que lecionou na UNAM, Universidade Nacional Autônoma do México.
Durante boa parte do ano de 1957, Octavio Paz se dedicou a mesclar história, cultura Maia e Náhuatl e simbologia durante a escrita de Piedra de Sol, poema que se tornaria um texto-chave de sua produção poética e é publicado original e na íntegra nesta edição bilíngüe do selo Demônio Negro da editora Annablume. A gigantesca Piedra de Sol, um importante monolito-calendário da civilização Asteca, foi idealizado com a função de organizar, num continuum mensurável pelo homem, o dever temporal. Por isso, é o objeto que empresta nome a este poema que pressupõe repetição cíclica, numa dinâmica sugerindo eterna continuidade, umas das grandes características do poema de Octavio Paz.
A versão em língua portuguesa procurou manter a intensidade da obra original, apesar de ter sofrido algumas transformações pontuais, subordinadas a aspectos importantes para o poeta Horácio Costa, principalmente a preservação da entonação e do ritmo, valores de respiração e dicção que via como marcas distintivas no texto de Octavio Paz.

Sobre o autor:

Horácio Costa (São Paulo-SP, 14/12/54). Formado em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP, 1978); Mestre em Letras (New York University, 1983), PhD em Yale (1994). Professor na UNAM (México), 1987-2001. Desde então, é professor da FFLCH-USP. Publicou 28 poemas 6 contos (São Paulo, 1981); Satori (São Paulo, 89), O livro dos Fracta (México e São Paulo, 90), The very short stories (São Paulo, 91; México, 95), O menino e o travesseiro (São Paulo, 93; re-edição 03; México, 98); Los jardines y los poetas (Caracas, 94), Quadragésimo (México, 96 e São Paulo, 99) e Fracta — antologia poética (São Paulo, 04 e México, 09), Paulistanas & Homoerótias (São Paulo, 07 e Ravenalas (São Paulo, 08). Livro de poesia por publicar-se: Ciclópico Olho. Traduziu e publicou Octavio Paz (Piedra de Sol/Pedra de Sol, Rio, 88 e São Paulo 09), Elizabeth Bishop (Antologia Poética, São Paulo, 90), César Vallejo (Poemas Humanos; México, Rio e Lisboa, 92), Xavier Villaurrutia (Nocturnos; Lisboa, 94), José Gorostiza (Morte Sem Fim e Outros Poemas; São Paulo, 03); por publicarem-se Xavier Villaurrutia (Poesia Completa) e Blanca Varela (Canto Vilão). Organizou três eventos internacionais de poesia: "A palavra poética na América Latina, avaliação de uma geração" (São Paulo, Memorial da América Latina, 90; publicada em livro) e "O veículo da poesia" (São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade, 98) e Mar Aberto – poesia em português e nas línguas da Espanaha: um diálogo histórico, uma futura aliança? (São Paulo, Centro Cultural da Espanha/Instituto Cervantes/Casa das Rosas, 07). Outros livros: José Saramago: o período formativo (Lisboa, 97 e México, 03) e Mar abierto: ensayos sobre literatura brasileña, portuguesa e hispanoamericana (México, 01;por publicar-se: São Paulo, 2010). Foi júri de vários certames literários na Venezuela, no México e no Brasil. Tem mais de 60 artigos publicados em livros e revistas internacionais. É assessor da Fapesp e da Capes. Tem poemas ou livros traduzidos ao espanhol, inglês, francês, romeno, macedônio e búlgaro. Foi presidente da ABEH — Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (06-08) e atualmente coordena o “Programa da Estudos da Diversidade (Homo) Sexual-PEDHS” da USP.

ENTREVISTA

Caros colegas,
segue a entrevista desenvolvida com Horácio Costa: Caso não possam publicar na integra, peço cuidado para que o sentido das perguntas e respostas não sejam modificados caso inseridos em outros textos.
Grato,
Nicolau Kietzmann

Um pouco sobre Pedra de Sol de Otacvio Paz e o tradutor e poeta Horácio Costa

A sua formação acadêmica o auxiliou de que forma no ofício de poeta ou a de poeta na academia?


Sou arquiteto de formação e escrevo poesia desde antes de entrar na FAU-USP. A um dado momento, nos anos 70, quis saber mais de literatura, não apenas de poesia: quis saber mais sobre o fenômeno literário, digamos assim. Comecei a freqüentar cursos na Letras e logo tentei matricular-me na pós em Letras, cheguei a fazer alguns cursos de pós como ouvinte. Mas a USP àquela época não permitia tais saltos. O jeito foi pedir uma bolsa para os Estados Unidos, para a New York University, onde fiz o mestrado e depois de um intervalo no México, onde aconteceu a mesma coisa do que na USP -isto é, não fui aceito para o doutoramento em Letras por ser originalmente arquiteto- a Yale, onde fiz o PhD. Nas duas universidades nas quais fiz carreira acadêmica, na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e na USP, primeiro não fui aceito como aluno e logo ganhei concurso como professor de Letras. Isso diz algo, não?

Sua atração pela obra do mexicano Octavio Paz surgiu durante sua atuação como professor da UNAM entre 1987 e 2001?

Vivi no México por dois períodos (1983-4, entre o M.A. e o PhD.; e 1987-1997). Desde o primeiro, entrei em contato com o Octavio Paz, quem a princípio foi muito generoso comigo. Senti a barra da situação de excepcionalidade na qual ele vivia no México de então, e fui um dos primeiros a escrever sobre a sua maravilhosa biografia de Sóror Juana Inés de la Cruz (1642-1690). Já tinha estudado a sua poesia em Nova Iorque, e escrito um ensaio, justamente, sobre Pedra de Sol (em 1982, num curso do saudoso John Alexander Coleman). Me fascinou como um poeta podia ter tamanha ressonância e uma voz tão poderosa em seu país, e como a sua produção poética era ao mesmo tempo ambiciosa e cosmopolita e tão próxima a temas de sua cultura de origem.

Qual é a importância da obra de Octavio Paz em sua trajetória de poeta? O senhor tem formação em Arquitetura, a valorização da linguagem se deve ao fato de esse poeta mesclar estética ao seu trabalho?

Tinha vinte e oito anos quando comecei a conviver a bem dizer semanalmente com Octavio Paz, em 1983. Pouco depois, houve a homenagem de Estado ao poeta, quando ele cumpriu setenta, no ano seguinte. Foi lá que estreitei os laços com Haroldo de Campos. Éramos os dois poetas de língua portuguesa naquele evento e nos aproximou o grande crítico literário uruguaio Emír Rodríguez Monegal, quem se tornaria o meu orientador em Yale. O cenário mexicano daquela época, sob o predomínio do PRI, era muito interessante para um brasileiro que vinha de uma ditadura militar, como eu. A relevância da cultura naquela sociedade, ainda que um pouco baseada em ideais de princípio do século passado, era a bem dizer oposta ao que eu experimentara em casa, e Octavio Paz estava no meio disso. Entre ele e Haroldo havia a ideologia comum de assentar as bases de uma tradição de vanguarda latino-americana, com as diferenças que os contextos mexicano e brasileiro pressupunham. Naquele momento da minha escritura poética, aprendi muito com Paz, e traduzir Pedra de Sol fez parte desse aprendizado.

Evidentemente, quem estudou arquitetura está preparado para encarar o fato literário como uma experiência da linguagem para lá dos signos verbais, o que me facilitou sobremodo entender certos vieses barrocos na poética de Paz -e na de Haroldo, e em geral, diga-se de passagem-, que se casam com postulados e concreções da vanguarda. Sou um fascinado pelo barroco, inclusive pela pintura e pela arquitetura barrocas.

A tradução desse poema já havia sido publicada na década de 80. Por que a escolha de relançar uma edição desse poema em 2010? Algo mudou? O quê?

Sim, é uma re-edição da tradução de um poema importante, cuja edição se esgotou há anos. O fato de sair em 2009 e não em 2011 ou 2001 é fortuito. O Vanderley Mendonça, da Annablume/Selo Demônio Negro, publicou o meu livro de poemas Ravenalas, no ano passado, e assim começamos uma relação poeta/editor que tem sido muito boa e é muito rara. Ele me perguntou o que eu queria publicar depois e lhe comentei que o poema longo do Paz estava esgotada há muitos anos. Ora, um poema como esse fica cada vez mais importante com o tempo.

Essa é apenas uma das maravilhas da poesia. Sua legibilidade só faz aumentar. É o que acontece, por exemplo, com os poemas de Gôngora, por séculos esquecidos e logo postos na berlinda. Ou as Leaves of Grass e Whitman. Quer saber o que eram os Estados Unidos pré-imperiais? pois, leia-se Whitman, ponto. E porque ler Pedra de Sol apenas em espanhol se temos uma tradução ao português aprovada pelo próprio poeta, como é o caso desta? Também, creio que muita gente se pergunta sobre os meus poemas longos, que venho publicando desde o princípio de minha escritura poética. Pois eu ajudei a recolocar o poema longo na pauta da poesia brasileira contemporânea, tenho inclusive escrito criticamente sobre o formato “poema longo” nos últimos anos, e tive lá meus modelos. Pedra de Sol é um deles.

Por que Pedra de Sol é um poema tão importante?

Em 1790, a Pedra de Sol, o grande calendário asteca, foi desenterrado no pátio do Palácio Arquiepiscopal, na Cidade do México. O Iluminismo latino-americano tem nessa vinda à luz de um monumento pré-hispânico um de seus momentos mais significativos. Ou seja, a Pedra de Sol, que hoje está exposta no magnífico Museu Nacional de Antropologia, é de fato um ícone mexicano maior. Simboliza muito. Octavio Paz encarou esse fato de frente: escolheu um número de versos (584) que corresponde não ao calendário solar, ocidental, mas àquele que organizava alguns ciclos histórico-míticos antes da chegada dos europeus, e que davam origem aos diferentes “Sóis” (ou eras) do mundo asteca (contagem de tempo circular que foi interrompida, claro, pela chegada da concepção linear do tempo, judaico-cristã), e não se deteve em “atualizar” essa visão temporal -cíclica- com uma espécie de fluxo de consciência muito próprio da modernidade, que se contrapõe, como é sabido, ao dito devir temporal linear; por isso, o poema repete-se infinitamente, e os último quatro versos retomam os primeiros, tudo organizado ao redor da imagem de uma fonte que não para de jorrar, como árvore liquida, uma pletora de significantes.

O selo Demônio Negro faz edições muito especiais com grande valor estético, por que a escolha de uma edição bilíngue?

Por motivos óbvios: há muita gente que fala as línguas nas quais os poemas foram escritos numa comunidade plurilíngüe como São Paulo; não esquecer que o Brasil é um país de imigração, até hoje; ainda, que há um público leitor, universitário ou não, que estuda ou estudou essas línguas. Por outro lado, eu acho que a tradução só ganha com a presença física do original: mesmo porque a tradução em si é uma recriação, e o leitor interessado pode acompanhar pari-passu os riscos, os acertos e os erros do tradutor, o que faz com que a leitura torne-se exponencialmente mais rica.

Durante a tradução do poema como foi manter o ritmo, a simetria e o nível de semântica sem perder a intensidade da obra original? Quais são os maiores desafios de um tradutor de poesia?

A proximidade entre o português e o castelhano facilita e ao mesmo tempo dificulta muito a tradução, especialmente a de poesia. Resolvi transformar em decassílabos os hendecassílabos originais, porque a nossa língua é mais compacta. Mas às vezes, não é: revela-se mais espraiada... Por outro lado, há palavras e construções específicas que se traduzem muito mal. Exemplo: a primeira palavra do poema é “sauce”, i.e., “chorão” ou “salgueiro”, mas a primeira é uma palavra imprópria para abrir um poema com a altura de Pedra de Sol, mesmo porque dá margens a dupla interpretação, e a segunda, é longa demais, quebrava o ritmo... então, optei pela família botânica -“sálix”; todo chorão ou salgueiro é antes de mais nada um sálix; ‘tá bom, é um cultismo, mas não disse que gosto do barroco?

Qual é o tema principal do poema Pedra de Sol? Por que ele pode ser considerado como um “projeto estético-verbal”?

O tema principal é o tempo, não em sua concepção regular: é o devir, que implica, como possibilidade, em repetição. No tempo cabe tudo: amores, história, infância, a Literatura. Ainda: é o não-tempo, ou seja, aquilo que se furta ao tempo na consciência: o momento do gozo, o da perda ou entrega do sujeito no Outro, o “mundo dos pronomes enlaçados”. Sem essa possibilidade, parece dizer o poema, seríamos escravos do tempo, circular ou não. É esse destempo que devemos defender para sermos cada vez mais livres e nós mesmos, frutos do tempo e do acaso.

Quanto ao segundo tópico: parece-me uma “arquitetura verbal”, como um daqueles arcos de triunfo efêmeros que se erigiam no período barroco, e que eram destruídos no dia seguinte, origem, diga-se de passagem, de todo o nosso espírito festivo, carnavalesco. O calendário toma corpo, digamos, no entre-ar, no momento da leitura; escorregamos por ele como a nossa mente e o nosso olhar sobre um mandala oriental, e logo, podemos recomeçá-lo, ou voltar à leitura algum tempo depois. Esteticamente, essa idéia de materialização imaginária (paradoxo, claro) e de retorno circular, previstas conceitualmente pelo próprio poema, faz com que ele possa ser visto como um projeto estético-verbal.

Qual é seu trecho favorito do poema?

São muitos. Ninguém prefere as terças feiras e se recusa a viver, por exemplo, os sábados. Pedra de Sol flui magnificamente bem e, “poema de uma geração” como foi tratado desde o seu aparecimento, há mais de cinqüenta anos, nas letras mexicanas, não cessa de atualizar-se cada vez que é surpreendido pelas gerações mais jovens. É um momento alto das letras hispano-americanas, e o Brasil só tem a ganhar se conhecer melhor os seus vizinhos.

Bate papo: José Roberto (Diretor Annablume) e Cristina Freire - Conceitualismos do Sul