segunda-feira, 5 de julho de 2010
Lanç. livro da peça Salomé - Oscar Wilde/tradução do Francês - Berlendis & Vertecchia
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
II Sarau das Poéticas Indígenas 24/04/2010
II Sarau das Poéticas Indígenas
O sucesso da primeira edição do Sarau das Poéticas Indígenas nas Casas das Rosas em 2009 garantiu a continuidade do evento e a segunda edição terá como tema a Amazônia. Serão apresentados índios das três etnias que participaram do levante popular denominado Cabanagem no Século XIX: os Munduruku, os Mura e os Mawê. Em 2010, ao completarem 170 anos do fim dos combates cabanos, a cidade de São Paulo terá a oportunidade de conhecer as vozes, os gestos e os cantos revolucionários da floresta.
Participarão do Sarau o poeta Daniel Munduruku, que encabeça o movimento brasileiro da literatura indígena, Carlos Tiago, um jovem poeta Saterê Mawê, do Estado do Amazonas e Juju Mura, que fará a dança que herdou das suas gerações passadas, uma lembrança sobrevivente do povo Mura que foi praticamente extinto por serem grandes guerreiros e demonstra que a poética indígena não reside apenas nas palavras. Leandro Mahalem Lima, autor de Rios Vermelhos, uma pesquisa científica (USP) que discorre sobre o tema, reviverá a história dando voz aos cronistas e romancistas que escreveram sobre os rebeldes cabanos, evocando a tradição indianista dos escritores viajantes do Século XIX. A curadora Deborah Goldemberg explica o tema escolhido para o II Sarau:
“Esse ano vamos homenagear esse território tão em pauta, que é a Amazônia, e valorizar a grande importância que os índios tiveram, junto com ribeirinhos e negros escravos e libertos, nesta importante revolução brasileira que segundo historiador Caio Prado Junior é: ‘...um dos mais, senão o mais notável movimento popular do Brasil. É o único em que as camadas mais inferiores da população conseguem ocupar o poder de toda uma província com certa estabilidade. Apesar de sua desorientação, fica-lhe contudo a glória de ter sido a primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva de poder’”.
A cabanagem teve inicio 1835 e término em aproximadamente 1840 e teve grande resistência popular. A guerra ganha sua importância porque o movimento insurgiu contra os portugueses e os luso- brasileiros, minoria branca, que detinha o poder no Estado que então era o Grão Pará e chegaram inclusive a expulsar uma almirante Inglês e seus subordinados que tentaram tolher a revolta.
Contato com a curadora:
Deborah Goldemberg (currículo abaixo)
Tel: 11-9954-0982
E-mail: debbiegoldemberg@yahoo.com.br
Para conhecer mais sobre a história cabana:
Leandro Mahalem Lima, Rios Vermelhos, (USP)
lmahaleml@gmail.com
11-3562-2202
II Sarau das Poéticas Indígenas
Casa das Rosas
Data: 24/04/2001
Avenida Paulista, 37 - Zona Sul - (11) 3285-6986/3288-9447
Programação:
15h - Abertura do II Sarau das Poéticas Indígenas
Deborah Goldemberg
A curadora fala sobre proposta conceitual do Sarau das Poéticas Indígenas, do recorte temático de 2010, em homenagem da Cabanagem, e apresenta os participantes.
15:15hs - Introdução à Cabanagem e a literatura sobre a Cabanagem
Leandro Mahalem de Lima
O antropólogo introduz a Cabanagem e lê textos de cronistas e romancistas que escreveram sobre a Cabanagem na tradição dos escritores viajantes do Século XIX.
15:35 - Daniel Munduruku e Carlos Tiago falam sobre a Cabanagem
Daniel Munduruku e Carlos Tiago
O escritor e o poeta apresentam sua obra e lugar de origem, comentam sua relação com os antepassados e com a Cabanagem e inicia-se o recital lítero-musical referente à cabanagem, com prosa e poemas que se vestem da emoção da história para dizer da luta dos cabanos, homens que acreditaram em um ideal, que lutaram contra a injustiça, que sonharam com esperança.
16:15 - Juju Mura dança a memória dos Mura
Juju Mura
Descendente dos Mura, Juju apresenta uma dança do universo lúdico dos Mura, que aprendeu com sua avó na infância amazônica. A memória do significado da dança foi varrida pelo tempo e a opressão, mas a força do movimento ancestral e a pintura corporal não. Altamente impactados pelo contato, vê-se nesta apresentação a capacidade de resistência e adaptação dos Mura.
16:55 – Daniel Munduruku e Carlos Tiago, prosa e poesia.
Daniel Munduruku e Carlos Tiago
Prossegue o recital lítero-musical com mais prosa e poemas pintados pela poesia da floresta, o murmúrio dos rios, do canto dos pássaros da vida que nasce no coração denso da floresta.
17:35 – Últimas reflexões sobre história e literatura Cabana.
Leandro Mahalem de Lima
O antropólogo faz suas reflexões finais sobre o tema da Cabanagem e lê textos literários contemporâneos, de cunho indianista, sobre a Cabanagem.
17:55 – Aberto para perguntas do público
Currículos:
- Deborah Goldemberg: nasceu em São Paulo é antropóloga e escritora. Estudou na London School of Economics e trabalha com desenvolvimento sustentável no Norte e Nordeste do Brasil. Estreou na literatura com Ressurgência Icamiaba (2009) e no mesmo ano lançou O Fervo da Terra (Ed. Carlini & Caniato, 2009). É curadora do Sarau das Poéticas Indígenas da Casa das Rosas, em São Paulo, e agitadora da literatura transbrasileira. Mantém o blog http://ressurgenciaicamiaba.blogspot.com
- Daniel Munduruku: nascido no Pará, Daniel é graduado em filosofia, doutorando da Universidade de São Paulo e presidente do INBRAPI, Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual. Líder do movimento da literatura indígena no Brasil, ele tem dezenas de livros publicados de traduzidos para outras línguas. Mantém o blog http://danielmunduruku.blogspot.com
- Carlos Tiago: é natural de Barreirinha, Estado do Amazonas. É formado em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Amazonas e é poeta. É autor dos livros Águas do Andirá (poesia), Petrópolis e a Cidade de Pedro (história), A Quinta Estação (antologia poética) e Antopologia Poética dos Escritores Indígenas. Foi um dos vencedores do Prêmio Valores da Terra, da Prefeitura de Manaus (2002), do Prêmio Historiador Mário Ypiranga Monteiro (2008), da Academia Amazonense de letras. É fundador do CLAM - Clube Literário do Amazonas. Atualmente mora em Barreirinha ocupa o cargo de Subsecretário de cultura Turismo e Meio Ambiente.
- Juju Mura: descendente dos Mura, Juju nasceu no Amazonas, e veio para São Paulo em 2001, onde formou-se em pedagogia na FAAC, fez docência de ensino superior. É professora e divulga a cultura indígena em Cotia-SP. Sua expressão poética abrange a dança, o canto e o grafismo.
- Leandro Mahalem de Lima: antropólogo, mestre pela Universidade de São Paulo e pesquisador do Núcleo de História Indígena e do Indigenismo (NHII-USO), realizou pesquisa de mestrado sobre os lugares dos índios na Cabanagem intitulada: Rios Vermelhos, Perspectivas e Posições de sujeito em torno da noção de cabano na Amazônia em meados de 1835.
Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa (curadoria)
nicolau@dgnk.com.br
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Antes que os vaga-lumes desapareçam
Clique para baixar a imagem em altaAntes que os vaga-lumes desapareçam
O 27 de março, entre 20,30 e 21,30, o WWF convida todo mundo a apagar as luzes por uma hora, para testemunhar nossa preocupação com o aquecimento global e com a perda da biodiversidade. O ano passado mais de um bilhão de pessoas apagou a luz em 88 países e mais de quatro mil cidades apagaram a luz dos principais monumentos, como o Coliseu, em Roma, a Torre Eiffel, em Paris, o Golden Gate em Los Angeles, e no Rio de Janeiro, o Cristo Redentor. Corretamente o WWF lembra que a geração elétrica para a iluminação pública representa uma contribuição pesada às emissões dos gases efeito estufa, que são causa do aquecimento global e da perda da biodiversidade.
A editora Annablume não podia escolher data mais apropriada para o lançamento do livro de Alessandro Barghini; “Antes que os vagalumes desapareçam”, livro resultado de uma tese de doutorado defendida do Instituto de Biociências da USP, e publicado com o apoio da FAPESP.
De fato o livro, partindo da metáfora dos vagalumes, cuja reprodução é afetada negativamente pelo uso crescente da iluminação externa, realiza uma análise ampla dos efeitos que a iluminação artificial está gerando na biosfera.
O caso dos vagalumes é curioso, como escreve Barghini: “Em 1° de fevereiro de 1975 o escritor e diretor de cinema italiano Píer Paolo Pasolini (1975) publicava no maior diário italiano Il Corriere della Sera, o artigo “O vazio do poder”, que ganhou notoriedade imediata, ficando famoso como o ensaio sobre os vaga-lumes. O artigo começa com as seguintes palavras: “No começo dos anos 1960, por causa da poluição do ar e, principalmente no campo, por causa da poluição da água os vaga-lume começaram a desaparecer. O fenômeno foi fulminante e fulgurante. Após poucos anos os vagalumes não existiam mais.”
Sem sabê-lo, Pasolini, estava apontando o efeito da difusão massiva da iluminação artificial sobre a vida silvestre. De fato a explicação mais provável para o desaparecimento dos vaga-lumes não é a poluição do ar ou das águas, mas provavelmente o início da difusão da iluminação pública ocorrida na época na Itália devido ao crescimento econômico e à introdução de novos sistemas de iluminação pública com lâmpadas a descarga, muito mais eficientes que as lâmpadas incandescentes, utilizadas até aquele momento. A razão do desaparecimento é simples: o lampejo dos vaga-lumes é uma forma de atrair o parceiro para o acasalamento, mas a radiação por eles emitida é muito tênue.
Portanto, para ser percebida pelo potencial parceiro é necessário que a iluminação ambiente seja inferior a 0,5 lux e o aumento da iluminação pública ultrapassa esses valores. Por uma economia de recursos, os vaga-lumes não emitem radiação quando o nível de iluminação ambiente é superior a 0,5 lux. Com a iluminação pública que estava se espalhando pelo país, os vaga-lumes acabaram reduzindo o número de acasalamentos e a população definhou.”
Esse é apenas um exemplo dos múltiplos impactos que o uso não controlado da iluminação exerce sobre o mundo vivente. Afinal a vida evoluiu, durante mais de três bilhões e meios de anos, em uma alternância de períodos de luminosidade e de escuridão e a biota se estruturou nessa alternância, utilizando bandas específicas da radiação solar. A iluminação artificial não controlada, quebrando a alternância de claridade e obscuro, afeta em diferentes modos, os seres viventes. Por exemplo, afeta a foto morfogênese das plantas, reduz a capacidade de reprodução das tartarugas marinhas, desorienta aves migratórias e quebra o ecossistema de mamíferos noturnos.
Barghini, em sua pesquisa, demonstrou também que a atração de insetos vetores de doenças pela iluminação artificial aumenta o risco de difusão de doenças transmitida pelos insetos, como a malária, o mal de Chagas e a leishmaniose.
Apesar dos benefícios proporcionados ao homem, a iluminação artificial não controlada pode ser fonte de distúrbio do sono, de iper excitação e pode favorecer a instauração de doenças degenerativas, como o câncer de mama.
Todos esses temas são abordados no livro, percorrendo um longo caminho que, iniciando com a análise da radiação natural do sol, passa a analisar a radiação artificial das lâmpadas hoje utilizadas, mostrando de que forma os diferentes comprimentos de onda exercem sua influência sobre plantas, insetos e vertebrados. O tema é altamente interdisciplinar, mas como comenta o entomólogo Sergio Vanin, na introdução do livro, o autor “é um raro exemplo de pesquisador dotado de conhecimentos multidisciplinares e que consegue transitar com desenvoltura e segurança nas áreas das ciências exatas, biológicas e sociais.”
Por essas considerações, o livro é sem dúvida a leitura mais apropriada para preparar-se à “Hora do planeta”. Então, dia 27 de março, entre 20,30 e 21,30, vamos apagara as luzes, e durante esse período vamos refletir sobre a radiação artificial e seus efeitos perversos sobre a biosfera, nos propondo um uso mais consciente desse grande benefício que a técnica nos fornece.
Artigo - Alessandro Barghini: Antes que os vaga-lumes desapareçam
Por favor apaguem a luz: Antes que os vaga-lumes desapareçam
Como quer a tradição, esse ano também o World Wildlife Fund (WWF) lança, para o final de março, o evento “A hora do planeta”: o dia 27 entre às 20h 30 e às 21h30 somos convidados a apagar as luzes para mostrar nossa preocupação com o aquecimento global e a perda da biodiversidade.
Justamente o WWF lembra que a geração de energia elétrica necessária à iluminação artificial é responsável por uma importante contribuição na emissão dos gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global e por dano as biodiversidades. O ano passado, na ocasião do evento, mais de um bilhão de pessoas aderiram e apagaram a luz em 88 países, e mais de quatro mil cidades apagaram por uma hora os seus principais monumentos públicos, como o Coliseu, em Roma, a torre Eiffel em Paris, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e a ponte Golden Gate, em Los Angeles. Esse ano o embaixador do evento é a simpática ursa panda Mei Lan. Então gostaria lançar uma proposta: vamos mudar de embaixador, e no lugar da panda, vamos escolher um vagalume, por uma boa razão: os vaga-lumes, diferente dos pandas, são diretamente afetados pela iluminação artificial.
Em fevereiro de 1975 o diretor de cinema e escritor Pier Paolo Pasolini publicava no principal periódico Italiano “Il Corriere Della Sera” um artigo, “O vazio do poder”, no qual comentava a sucessão do fascismo com os fascismos, que estavam destruindo o ambiente do país. Estava publicado:
...“no começo dos anos sessenta, a causa da poluição do ar e, principalmente, nos campos, a causa da poluição das águas começaram a sumir os vagalumes. O fenômeno foi repentino. Em poucos anos os vaga-lumes não existiam mais”.
Sem saber, Pasolini era um dos primeiros a chamar a atenção sobre um dos efeitos mais deletérios que a difusão da poluição luminosa estava sendo gerado na biosfera. O brilhar dos vagalumes é um mecanismo de comunicação da espécie: as fêmeas, com o piscar da luz, atraem os parceiros para o acasalamento. Mas sensíveis ao problema da “poupança” energética, os vaga-lumes começam a lampejar apenas quando a iluminação ambiente é inferior a 0,5 lux, a luminosidade ambiente de uma noite com lua cheia. O problema dos vagalumes era que, com o desenvolvimento econômico estava aumentando a iluminação pública e os vaga-lumes não emitiam mais a luz e paravam de se reproduzir.
Se o problema da poluição luminosa fosse apenas limitado aos vaga-lumes, poderíamos falar: Paciência! Mas hoje as pesquisas científicas mostram que o excesso de iluminação artificial gera efeitos perversos sobre o meio ambiente. Desorienta a navegação das aves migratórias, reduz a capacidade de reprodução das tartarugas marinhas, dos sapos, cria barreiras ao deslocamento de mamíferos noturnos. Efeitos ainda mais graves a iluminação artificial excessiva gera com a quebra dos ritmos circadianos, nas plantas e nos animais. O homem também, que é a única espécie que traz vantagem da iluminação artificial, pode ser afetado negativamente por um excesso de iluminação, com a quebra dos ritmos circadianos. Existem até indícios que o uso excessivo de iluminação artificial pode contribuir a difusão de doenças degenerativas, com o câncer da mama.
Outro perigo apontado sobre o uso excessivo da iluminação artificial é o fenômeno da atração de insetos vetores de doenças. Está comprovado que um uso inadequado da iluminação artificial pode contribuir com a difusão de doenças como o mal de Chagas, a leishmaniose e a malária.
Por outro lado a pretensa de iluminar a noite com intensidades diurnas, a parte as induvidáveis vantagens que proporciona, faz parte de uma procura extrema de conforto típica da vida contemporânea. O resultado pode parecer gratificante, mas não é natural. O genus homo, na sua longa evolução foi, por 99% da sua história, uma espécie menor, perseguida pelos predadores e mal alimentada. A análise da diversidade genética mostra que cem mil anos atrás a espécie Homo Sapiens era composta de não mais de dois mil indivíduos adultos, um número similar aquele de uma espécie hoje voltada à extinção, os chimpanzés.
Com a cultura e com a técnica, em cem mil anos, o home sapiens conseguiu dominar a biosfera, atingindo um número de mais de sete bilhões de indivíduos. Mas as vantagens da vida moderna possuem também um custo. A nossa espécie evoluiu em um ambiente de escassez e de deságios, o seu genoma foi moldado nesse ambiente. A abundante disponibilidade de alimentos está criando uma epidemia de obesidade e uma enorme literatura de dietas. A cômoda vida sedentária proporcionado pelos modernos meios de transporte e dos telecomandos, tornam ineficiente nossa máquina biológica, e precisamos recorrer a exercícios e academias de ginástica para dar ao corpo a funcionalidade que o conforto nos está tirando. Com a iluminação artificial podemos utilizar as horas da noite para trabalho e para diversão, mas é possível que amanhã os médicos nos recomendem passar algumas horas na escuridão mais perfeita, para tratar os distúrbios que a iluminação artificial está gerando nos nossos organismos.
Portanto o dia 27 de março, na ocasião da Hora do Planeta, apagamos a luz por uma hora, participando a esse espetacular evento do WWF, porque sem espetáculo é difícil conquistar público. Mas nesse ato, pensando nos vagalumes, vamos refletir sobre os graves impactos que a iluminação artificial está gerando na biosfera e vamos fazer o propósito de conduzir uma vida mais parcimoniosa.
Alessandro Barghini
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terça-feira, 9 de março de 2010
Riobaldo Agarra sua Morte - E outros ensaios contingentes
Todos assuntos são recheados com trechos de Freud, Kierkegaard, Dostoievski, Nietzsche, Proust, Sartre entre outros escritores. Os pensadores “tradicionais” estão presentes, mas não é para dar um toque erudito à obra. Ao contrário, são chamados para debater ou esclarecer pontos de vista de interesse até mesmo do leitor mais desavisado nas teorias filosóficas. Segundo Fabiano Lana, o livro não tem pretensões de discutir grandes questões apenas, mas buscar o que há de filosófico nos nossos cotidianos aparentemente triviais:
“Desenvolvi os assuntos que me interessavam, eu estava em uma fase de descoberta do existencialismo. Uma parte foi escrito enquanto eu cursava a faculdade de filosofia, mas nunca para uma matéria. Eu fazia ao contrario, escrevia o os textos aleatoriamente e depois tentava encaixá-los nos trabalhos. No caso do Guimarães, em Riobaldo Agarra sua Morte fiz uma maratona, em 4 meses mergulhei no Grande Sertão Veredas e criei um estudo metódico e o trabalho que está no livro”.
Em um dos trechos citados de Blackburn faz com que o leitor, que inicialmente está perplexo com as comparações e análises, fique mais curioso para continuar a leitura, “Se tivermos pouco apetite por problemas, podemos ficar simplesmente indiferentes às nossas dificuldades. Entretanto, as dificuldades têm seu jeito de defender sua mordida” o autor explica:
“Entrei para o jornalismo (na Universidade Federal de Minas Gerais) por imaginar que seria uma profissão que me manteria em contato com “tudo” o que ocorresse, onde nada poderia ser descartado. De fato, trabalhei com publicações para produtores rurais, fui repórter policial de crimes escabrosos, escrevi sobre esportes e política. Em 1997, como repórter do Jornal do Brasil, fui transferido para Brasília, cidade onde até hoje trabalho como jornalista. No JB, fiz cobertura do Palácio do Planalto, Congresso, Campeonato Brasileiro de 1996 e 1997, toda essa experiência e mais minha inquietação intelectual me fez escrever esse livro”.
Contatos com o autor:
fabianolana@terra.com.br
61-81168252
Dados técnicos:
Riobaldo Agarra sua Morte - E outros ensaios contingentes
Fabiano Sabino de Lana
Formato 14x21 cm, 160 páginas
ISBN 978-85-391-0038-5
Editora Annablume
Valor: R$ 30,00
Fabiano de Lana:
Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1972. Vem de uma família de profissionais liberais, mas que teve origem rural. É formado em jornalismo pela Universidade Federal de Minas e teve passagens em publicações rurais, repórter policial, esportes e política. Em 1997, como repórter do Jornal do Brasil, quando é transferido para Brasília, e trabalha com cobertura do Palácio do Planalto, Congresso. É formado em filosofia pela Universidade de Brasília e hoje trabalha com assessoria política.
Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Evento Beckett no Pátio Portugal - A poética televisual de Samuel Beckett de autoria da Profa. Doutora Gabriela Borges
Evento Beckett no Pátio
No dia 27 de Fevereiro de 2010 às 17h na livraria Pátio de Letras decorrerá o evento Beckett no Pátio, que conta com o lançamento em Portugal do livro A poética televisual de Samuel Beckett de autoria da Profa. Doutora Gabriela Borges, a exibição das tele-peças Not I (1972) produzida pela BBC e Quadrat I + II (1982) produzida pela emissora alemã Süddeustcher Rundfunk, assim como a apresentação de uma criação intermedia a partir das peças de televisão do autor. Esta criação propõe um diálogo entre imagem, som, luz e texto com a leitura dramática da tele-peça Eh Joe (1968) pelo actor d’A PESTE Prof. Doutor António Branco e a intervenção experimental sonora e visual criada por Alexandre Caravela e Gabriela Borges.
O livro é resultado de uma extensa investigação de doutoramento realizada pela professora e investigadora da Universidade do Algarve no Samuel Beckett Centre, Trinity College Dublin, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e apresenta-se como o primeiro trabalho sistemático realizado em língua portuguesa sobre as peças que Samuel Beckett escreveu e produziu para a televisão.
Esta é uma rara oportunidade para conhecer a poética televisual beckettiana e ter acesso a este trabalho, que é uma edição brasileira publicada pela editora paulista Annablume, com o apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo, Brasil) e do Ciac (Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve).
O livro discute a poética televisual de Samuel Beckett elaborada a partir das suas experimentações nos mais diversos media e apresenta uma análise estética e intersemiótica das tele-peças e das transcriações das peças de teatro para a televisão. Além de ter proporcionado a Beckett a possibilidade de expressar o seu olhar estético por meio das formas que criou, a tecnologia televisual se abre para experimentações e indagações a respeito de seu potencial expressivo e artístico.
O argumento usado no livro é o de que a arte pode trazer vida inteligente para a televisão. As tele-peças de Beckett mostram que algumas imagens podem forçar os limites do constante enquadramento e reenquadramento do domínio tecnológico e a tecnologia pode abrir-se para o mistério da arte e para um novo saber fazer da técnica que seja poético.
A não perder!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
OS VIPIRISADOS – A dura rotina de quem quer ser vip

Um romance atual escrito de forma descontraída e com linguagem atual da cena homossexual, o livro envolve o leitor, que não deve ser preconceituoso, por mostrar a realidade de um grupo que busca viver sem perder o bom humor e parte divertida da vida
que se desenrola no pano de fundo paulistano com a história de Marcos César e seus amigos em busca de uma vida hedonista com histórias de amor, traição e enredos de jovens profissionais que apenas querem se divertir.
Com personagens que vão das socialites aos emergentes, o romance cria uma atmosfera cheia de intrigas, muito bem amarradas do começo ao fim do texto e ganha um final feliz em Paris, que surpreende até a última linha. A personagem principal divide seu apartamento com dois amigos, uma secretária bipolar e um estudante, e ainda acompanha um ex-morador que se torna, pelo seu talento e gentileza, um dos grandes cozinheiros do momento.
“Os Vipirisados – a dura rotina de quem quer ser vip”, conta como os quatro amigos fazem quase para se passarem por Very Important Person (VIP) e o destino que cada um acaba levando em uma cidade onde todos os tipos de oportunidade são capazes de aparecem na vida das pessoas. São muitas as encrencas e aventuras:
“O personagem principal é cheio das neuroses típicas dos dias de hoje, são medos, inseguranças e muita imaginação. Levando em conta que os elementos básicos do livro são o texto bem humorado, divertido e rápido”
Comenta o autor Celso Faria no seu primeiro romance. Sobre como classificar a obra, que foi escrita inicialmente durante seis meses e depois ficou sendo trabalhada por mais dois anos, ele completa:
“Se pode haver alguma classificação com outros estilos? Talvez com os livros produzidos atualmente, denominados de ‘chick lit’, não sendo literalmente do sexo feminino, sem preconceitos . Nesse grupo estão Marian Keyes (Sushi, Melancia, Férias!...), Helen Fielding (O Diário de Bridget Jones) e Lau Weisberger (Diabo Veste Prada), só que esse livro é a cara do jovem brasileiro”.
Com certeza, é uma história divertida para quem procura entender, ou apenas rir, sobre o mundo das pessoas que fazem qualquer coisa por uma pulseira de acesso a uma área vip.
O primeiro capítulo do livro está a disposição para leitura no blog do autor: www.blogdocelsofaria.blogspot.com
Contato com o autor:
Email: celfaria@gmail.com
Telefone: (61) 7815-8932
SOBRE O AUTOR

Celso Faria tem 37 anos e estreia com o seu primeiro livro “Os Vipirisados – a dura rotina de quem quer ser vip”.
Nascido em Goiânia, mora em Brasília desde 1995. Veio para Capital para trabalhar como professor de uma importante escola local e, hoje, se sente um típico brasiliense. Aqui concluiu o curso de mestrado em Educação e participou de vários projetos educacionais do Ministério da Educação e da Presidência da República.
A partir de 2000 esteve a frente da Selo Comunicação e assumiu a licença do evento de decoração Morar Mais – o chique que cabe no bolso em Brasília e Goiânia.
Escritor desde muito novo, aos quinze anos, escrevia as peças de teatro do grupo de teatro na igreja Presbiteriana, em Goiânia. A partir de então, foi diretor e autor das principais peças feitas por um grupo de jovens da cidade, na década de 90.
A partir dos 30 anos, passou a investir em técnicas. Fez vários cursos de roteirista. Foi aluno de alguns importantes nomes do cenário do cinema e tevê brasileira no Rio de Janeiro, tais como, Leila Miccolis (poetisa e autora de Barriga de Aluguel, Kananga do Japão e Mandacaru), Doc Comparato ( Plantão de Polícia, adaptação para a tevê de O Tempo e o Vento, Retrato de Mulher, Caminhos do Coração) e Moacyr Góes (Dom, Xuxa abracadabra, Trair e Coçar é só começar).
Em Brasília começou a escrever seu livro e “Os Vipirisados” teve a revisão de Leila Miccolis.
Celso já desenvolve seu segundo livro, agora o tema é a moda e tem o Rio de Janeiro como pano de fundo. E atualiza seu blog diariamente, www.blogdocelsofaria.blogspot.com.
O livro pode ser comprado pelo próprio site da editora www.saramandaia.com.br. A compra online é segura e conta com a parceria com o Pagseguro do grupo UOL.
Nicolau KietzmannAssessoria de imprensanicolau@dgnk.com.br11-8273-666911-3070-3336skype:nkp161
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Lançamento da HQ Menthalos - Dia 28 de janeiro de 2010, quinta-feira, às 19h30.

O tema central desta novela gráfica sadomasoquista pauta-se no discurso anti-super-herói de Menthalos e suas companheiras com ênfase para a podolatria e erotismo, como conta Vicente:
“É praticamente uma ‘epopéia pessoal’, sem dúvida, entretanto dialoga com temas sociais – o sadomasoquismo, a religião, a música e semiótica. Numa primeira leitura, Menthalos pode parecer fruto de delírios gráficos, cujo texto teria função de coordenar imagens quase aleatórias, com frases muitas vezes sem sentido imediato, todavia, as articulações entre os temas e as figuras vão além disso”.
Vicente ainda complementa:
“O conjunto da obra precisa ser lido com atenção pois em tempos em que a facilidade, a favor da rapidez, tende a banalizar quaisquer conteúdos, fica fácil apelar para o ‘sem sentido’ diante das dificuldades dos percursos da leitura, banalizando assim, mais uma vez, a semiose dos textos mais complicados. Menthalos pede, antes de tudo, uma desaceleração do tempo de leitura e uma reflexão um pouco mais detida a respeito da construção do sentindo e das diversas ordens conceituais que contribuem para a forma, em sua semiótica Menthalos busca resistir à banalização da significação não por meio do ‘sem sentido’, mas pela complexificação dele.”
Dados Técnicos:
Formato: 21x28cm, 92páginasISBN: 978-85-6314105-7
Contatos:
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte:
e-mail: avpietroforte@hotmail.com
telefones: 11 3721 1885/ 11 7667 5296
http://www.aparatoestranho.blogspot.com/
Jozz:
e-mail: jozz@uol.com.br
telefones: 11 2639 0662/ 11 8287 0662
http://www.jozz.com.br/
Antonio Vicente Seraphim Pietroforte:
Formado em Português e Linguística na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Fez o mestrado, o doutorado e a livre-docência em Semiótica na mesma Faculdade, onde leciona desde 2002 no Departamento de Linguística. Atua nos cursos de graduação em Letras e no curso de pós-graduação em Semiótica e Linguística Geral. Publicou recentemente pela editora Annablume Análise textual da história em quadrinhos – uma abordagem semiótica da obra de Luiz Gê (2009). Tem outras publicações, algumas das quais: A musa chapada (poesias, Demônio Negro,2008), composta com o poeta Ademir Assunção e o artista plástico Carlos Carah; Concretos e delirantes (poesias, Demônio Negro, 2008); Os tempos da diligência (poesias, [e] editorial, 2009). É um dos editores do Selo [e] da editora Annablume.
Jozz:
Jorge Otávio Zugliani, ou Jozz, nasceu em 1983, em Jaú, interior de São Paulo. Se formou em 2006, como designer gráfico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Cursou Quanta Academia de Artes, trabalhou em editoras de livros e revistas, além de produtoras de tv e cinema. Edita desde 2005 a revista Zine Royale de quadrinhos e ilustrações. Lançou em 2008 o livro O Circo de Lucca, uma HQ em metalinguagem, pela Editora Devir. Ainda em 2008, ganhou o Troféu HQMIX na categoria Desenhista Revelação. Segue trabalhando em seu próprio estúdio.
Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Lançamentos ANNABLUME de 01 a 31 de Dezembro de 2009

Músicas de festivais José Ricardo da Penha Vieira Formato: 14x21 cm, 160 páginas ISBN: 978-85-391-0013-2O presente livro analisa canções inseridas em uma época especial para as manifestações estéticas no nosso país. As canções fizeram parte e, na sua maioria, saíram vencedoras dos Festivais de Música Popular Brasileira promovidos pelas Redes de Televisão Excelsior e Record, como também o Festival Internacional da Canção, realizado pela Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara, no período 1965-1969. José Ricardo Penha além de apresentar discussões sobre as canções apresentadas nos festivais rotuladas como “músicas de protesto”, “músicas engajadas”, “músicas de festivais” aponta para outras canções participantes desses eventos e que podem ser classificadas com outros rótulos.
Nervos da Terra: histórias de assombração e política entre os Sem-Terra de Itapetininga-SP Danilo Paiva Ramos Formato: 14x21 cm, 308 páginas ISBN: 978-85-391-0017-0O presente livro de Danilo Paiva Ramos parte de narrativas de integrantes do Movimento dos Sem-Terra de Itapetininga-SP. As performances orais apresentadas pela comunidade evidenciam imagens carregadas de tensão. Busca-se entender como essas histórias são manifestadas no ato de narrar e como auxiliam esses trabalhadores a interpretar sua experiência de perda da terra, migração, trabalho e moradia em centros urbanos, engajamento no MST, luta política e assentamento. Há dois procedimentos analíticos que se mesclam neste livro para entender melhor as “histórias de assombração”. Por um lado, a interpretação é buscada através da comparação entre narrativas. Por outro lado, essas narrativas são inseridas no contexto da história do assentamento, das práticas de trabalho e dos laços de parentesco estabelecidos nessa comunidade. As conclusões do presente livro apresentam essas narrativas como um passo importante em direção a um melhor entendimento de como dimensões políticas e econômicas da luta pela terra são interpretadas e vivenciadas pelos trabalhadores rurais sem-terra.
Cenários regionais em arqueologia brasileira Walter Fagundes Morales e Flavio Prado Moi (Orgs.) Formato: 16x23 cm, 340 páginas ISBN: 978-85-391-0021-7A obra Cenários Regionais em Arqueologia Brasileira foi organizada de forma a apresentar ao leitor, iniciado ou não na prática arqueológica, um panorama sobre algumas das ocupações humanas desenvolvidas nas terras brasileiras. Ocorridas há milhares de anos ou em tempos recentes, as diferentes características dessas ocupações expressam os contornos culturais da formação multiétnica do Brasil atual. Esta obra é, por isso, destinada a todos aqueles que se dedicam a refletir sobre a diversidade humana, suas formas de adaptação ao ambiente e as diferentes experiências sociais desenvolvidas pelos povos que nos antecederam no tempo em cenários de ocupação diversos.
Desigualdades sociais e telenovelas: relações ocultas entre ficção e reconhecimento Lília Junqueira Formato: 14x21 cm, 298 páginas ISBN: 978-85-391-0015-6O livro de Lília Junqueira apresenta estudos de telenovelas no Brasil, partindo do pressuposto de que as mesmas são assistidas por todas as classes sociais do país e que, portanto, possibilitam comparar interpretações e julgamentos de classes sociais diferentes. A primeira parte deste livro investiga mudanças ocorridas na teledramaturgia brasileira desde a sua criação. Tais processos de mudança vão proporcionar a re-configuração da teledramaturgia nacional enquanto campo profissional nos moldes definidos por Pierre Bourdieu. Junto ao público, a telenovela vai instalar pouco a pouco um espaço de discussão sobre questões éticas e morais, mas sempre através de temas tratados a partir de um eixo afetivo, subjetivo, presente nas interações, sobretudo familiares. A segunda parte é dedicada a uma ampla pesquisa de recepção que possibilitou a comparação entre modos individuais de ler as telenovelas dentro da mesma classe e entre classes. A linguagem da imagem e da emoção utilizada pelas telenovelas permite que aflorem identificações e projeções com as personagens e ajuda a observar, através da análise das semelhanças e diferenças nas leituras, a existência de regularidades ou de certos habitus de interpretação que são apresentados e explorados neste livro.
Subjetividade e objetividade em Kierkegaard Marcio Gimenes de Paula Formato: 14x21 cm, 144 páginas ISBN: 978-85-391-0023-1O presente livro aborda o conflito entre objetividade e subjetividade no pensamento de Kierkegaard, relacionando-o com outros dois pólos: o pensamento socrático e o pensamento cristão. Com efeito, o pensamento do filósofo dinamarquês situa-se entre o enigma socrático e o mistério cristão. Seu pensamento adquire, em muitos momentos, contornos difíceis de captar e profundamente irônicos. Aliás, tal pensamento só poderia ser mesmo assim, uma vez que se situa entre a figura de Sócrates (a imagem clássica da ironia) e a figura de Cristo (a profunda imagem do mistério).
Os situacionistas: o movimento que profetizou a “Sociedade do espetáculo” Mario Perniola Formato: 14x21, 112 páginas ISBN: 978-85-391-0016-3No presente livro, resultado de uma monografia escrita em 1972, no dia seguinte à conclusão da experiência situacionista (e publicada no número quatro da revista Agaragar), Mario Perniola narra e interpreta a história do movimento situacionista. A Internacional Situacionista representou a última vanguarda histórica do século XX. Todavia, essa foi também a primeira manifestação de uma estratégia cultural que força os limites do existente e possível sem se perder na utopia e alcança, seja ainda de modo indireto e oblíquo, um resultado positivo. Exatamente por isso, os situacionistas continuam a suscitar interesse e constituem um ponto de referência importante no quadro da cultura alternativa atual: a mensagem mais importante que eles deixaram para as gerações sucessivas consiste no convite a não cair na desmoralização e na vileza, a não ser vítima da frustração e da impotência.
Significação nº. 32 Significação – Revista de Cultura Audiovisual Primavera/Verão 2009 Eduardo Peñuela Cañizal (coordenador) Formato: 17x24cm, 208 páginas ISSN: 1516-4330
Sumário sintetizado:
Persistência da reality TV
Arlindo Machado e Marta Lucía Vélez
Um mito exótico? A recepção crítica de Orfeu Negro de Marcel Camus (1959-2008)
Anais Fléchet
Luis Buñuel: uma poética do selvagem
Eduardo Peñuela Cañizal
A recepção mediática e a perspectiva da “dupla mediação”
Mauro Wilton de Sousa
Negando o conexionismo: Notas Flanantes e Sábado à Noite ou como ficar à altura do risco real
Cezar MigliorinO cinema brasileiro contemporâneo diante do público e do mercado exterior
Arthur Autran“O Fantasma de um clássico”: recepção e reminiscências de Favela dos Meus Amores
Marcos Napolitano
Da ficção ao brinquedo: enunciados plásticos em As Meninas Superpoderosas
Juliana Pereira de Sousa
Carri e Murat: memória, política e representação
Miguel Pereira
Assessoria de Imprensa - Nicolau Kietzmann - nicolau@annablume.com.br - (11) 8273.6669 - (11) 3070.3336 - skype:nkp161
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Água, Questão de Governança
Durante o século XX, a utilização da água cresceu seis vezes, duas vezes mais do que a taxa de crescimento populacional, e a capacidade e habilidade para lidar com o contínuo crescimento da demanda global dependerá de forma crescente de governança e gestão dos recursos disponíveis.
“Um dos maiores desafios é o de garantir aos cidadãos acesso às informações básicas sobre a qualidade e a quantidade da água. Sem isso, limita-se seriamente a chance de eles intervirem em projetos de água ambientalmente prejudiciais ou chamarem à responsabilidade as agências governamentais responsáveis pela gestão”, defende Pedro Roberto Jacobi, professor titular do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam-USP) e coordenador do Projeto Alfa da Comunidade Européia sobre Governança da Água na América Latina.
Para ele, a governança adequada é um processo complexo, afetado pelas especificidades na gestão de cada sociedade, seus costumes, tradições, cultura institucional, práticas políticas e capacidade de inovação na gestão de conflitos. Sob essa ótica, a Annablume Editora lança quatro livros organizados por Jacobi e por Paulo Sinisgalli, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each/USP.
Desses, três abordam aspectos associados a políticas públicas, dimensões político-institucionais, o papel dos atores sociais face aos conflitos e questões de territorialidade na América Latina e na Europa – como parte dos resultados do projeto GovAgua, que reúne 10 instituições universitárias dos dois continentes em atividades de cooperação. O quarto livro, Atores e Processos na Governança da água no Estado de São Paulo, organizado por Jacobi, focaliza a bacia do Alto Tietê e do Piracicaba.
Organização:
Pedro Roberto Jacobi e Paulo de Almeida Sinisgalli
Apoio: Projeto Alfa da Comunidade Européia
Lançamento:
Livraria Martins Fontes
08 de dezembro de 2009, terça-feira, das 18:30 hs às 21:30hs
Av. Paulista, nº 509 - São Paulo - SP
(próximo à Estação Brigadeiro do Metrô)
(11) 2167.9900
Sobre os organizadores:
Pedro Roberto Jacobi
Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1973), Graduação em Economia pela Universidade de São Paulo (1972), Mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Graduate School of Design - Harvard University (1976), Doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1986).
Livre Docente em Educação -USP. Professor Titular da Universidade de São Paulo, Co-editor da revista Ambiente e Sociedade desde 1997. Membro do conselho editor das revistas Environment and urbanization (0956-2478), EURE (Santiago) (0250-7161) e O&S. Organizações & Sociedade.
Tem experiência na área de Políticas Públicas Ambientais, Politicas Sociais, Gestão Ambiental, Movimentos Sociais e Participação, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, gestão compartilhada de recursos hídricos, Participação social e gestão de resíduos sólidos, Educação ambiental e participação da sociedade civil na gestão ambiental.
Coordenador do TEIA-USP Laboratório de Educação E Ambiente. Representa a USP no Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê onde exerce a relatoria da Cãmara Técnica de Planejamento e Gestão. Coordenador Acadêmico do Projeto Bacias Irmãs sobre Construção de Capacidade da Sociedade civil para a Gestão de Bacias Hidrográficas entre 2003-2008.
Coordenador de Projeto Alfa da Comunidade Européia sobre Governança da Água na América Latina e Europa que conta com a participação de dez instituições universitárias da America Latina e Europa. Coordenador de projeto Fapesp de Políticas públicas sobre Aprendizagem Social em Bacias Hidrográficas na RMSP
Paulo de Almeida Sinisgalli
Graduado em Engenharia Civil e Sanitária pelo Instituto Mauá de Tecnologia (1984), mestrado em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo (1997) e doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2005).
Pós-graduação em Environmental Management pela Universidade Técnica de Dresden - Alemanha (1989/1990) e foi Visiting Student na Universidade de Kent at Cantembury na Inglaterra (1999/2000).
Atualmente, é suplente de coordenação do Curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Ecológica, atuando principalmente nos seguintes temas: economia ecológica, gestão de recursos hídricos, metodologia de avaliação, análise sócio-econômica-ambiental, engenharia ecológica e estudo energético.
Nicolau Kietzmann
Assessoria de imprensa
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Trans Posição Francisco

O livro é o resultado da viagem de cinco artistas que singraram o rio São Francisco em busca de interações entre si, com a paisagem e com os povos ribeirinhos. Imagens, relatos e opiniões forma o relato do processo criativo da equipe, que percorreu o São Francisco de Januária/MG até Piaçabuçu/AL, onde o rio e mar se fundem.
Eles instalaram um ateliê num barco e desenvolveram trabalhos ligados à temática do rio e sua transposição. Os artistas envolvidos na Expedição Francisco foram Nabor Kisser, Márcia Vaitsman, Julio Meiron e Deyson Gilbert, Luísa Nóbrega Evandro Carlos Nicolau e Luiz Mizukami.
Cartas escritas pelo frei Gilvander Moreira, e as reflexões do jornalista Fernando Valença, do radialista Vitório Rodrigues e do engenheiro Otávio Carvalho sobre os impactos da transposição para as pessoas que vivem o e do rio, serviram de inspiração para os artistas produzirem suas obras e performances. O debate foi acompanhado pela ONG Ato Cidadão, através de José Vieira Camelo Filho, o Zuza.
Umas das performances que mais chamou a atenção foi a da artista Luísa Nóbrega, que fez todo o percurso de olhos vendados. Ela acabou a viagem com uma inflamação oftalmológica, por passar tanto tempo vendada. Para o proponente do projeto Julio Meiron, a expedição teve um efeito modificador para todos:
“Todos nós tivemos muita afinidade, cada autor escreveu sua parte, mas para todo mundo a idéia inicial era discutir a transposição do São Francisco, as obras de transposição e como isso está afetando a população. Isso refletiu no trabalho, na experiência do rio em si e nas comunidades, que estão em grande parte em transformação e o contato com essa realidade econômica”
Ele completa sobre o livro:
“Não tínhamos uma idéia do livro antes. Foi ao longo da expedição e depois dela que nasceu o livro. Queríamos interagir, trocar material e isso poderia se tornar uma exposição, material individual, uma mídia, mas acabou amadurecendo e se tornou a publicação coletiva”.
O projeto teve patrocínio da Funarte – Artes Visuais e da Prince Claus Funds for Cultura and Development.
Lançamento do livro Trans Posição Francisco será no dia 27 de novembro, sexta-feira, 19:30 horas, no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, ao lado do metrô Vergueiro, http://www.centrocultural.sp.gov.br/).
19h30 – Recepção dos convidados
20h00 – Mesa de debate com os autores/artistas
20h30 – Coquetel com mesa de autógrafos e exibição do vídeo
22h00 – Encerramento
Dados Técnicos:
Formato 23x18cm
137 páginas
Valor: R$ 35,00
Assessoria de imprensa
Nicolau Kietzmann
nicolau@annablume.com.br
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